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Hotel Reis Magos tem prazo para recuperação

Data: 26 janeiro 2013 - Hora: 17:16 - Por: Marcelo Hollanda

O prefeito Carlos Eduardo tomou como ponto de  honra escrever o capítulo final da novela que se transformou a prometida reforma do Hotel Reis Mago, na Praia do Meio, construído há mais de 50 anos.  “Natal não aceita mais conviver com escombros”, teria dito ontem ao superintendente do grupo Pernambuco de Hotéis S/A, dono do Reis Magos, médico José Pedroza, hoje no lugar de Artur Percínio, o executivo que desde 2006 vinha negociando uma solução para o hotel.

Carlos Eduardo limitou a solução a duas possibilidades muito pragmáticas: ou o grupo proprietário resolve e ocupa o empreendimento ou a prefeitura resolve e desapropria, dando nova destinação para a área. No final da reunião, o prefeito saiu com o compromisso de uma solução para os próximos 50 dias.

José Pedroza, médico conceituado no Recife, criador de    cavalos, disse que já existe um encaminhamento do grupo pernambucano para o Hotel Reis Magos. Ao invés de um projeto linear de reforma com dinheiro do BNDES, como o antecessor Artur Percinio havia desenhado, o empreendimento terá um sócio oriundo do meio financeiro.

Ainda não se sabe se o Grupo Pernambuco manterá o formato idealizado anteriormente de transformar os apartamentos em flats, criando ao redor uma infraestrutura de lojas.  “É um tendência atual você buscar parcerias e unir interesses convergentes”, disse hoje pela manhã o secretário de Turismo, Fernando Bezerril, que busca uma solução para o Hotel Rei Magos desde que era o titular da pasta na gestão anterior do prefeito Carlos Eduardo.

Depois de retomar na justiça o hotel de um arrendatário, o grupo pernambucano já anunciou algumas vezes a intenção de reformá-lo e retomar suas operações. Foram tantas vezes que a intenção ficou banalizada.

No começo do ano passado, quando era presidente do Cenvention Bureau, Bezerril chegou a dar como certa a reforma que custaria R$ 20 milhões com recursos do BNDES, mas a saída de Artur Percínio travou todo o processo.

O Hotel Internacional dos Reis Magos foi inaugurado em sete de setembro de 1965 pelo então governador Aluízio Alves numa época em que não existia ainda a Via Costeira e Natal só tinha o hospital Miguel Couto (atual Hospital Universitário Onofre Lopes) e o Grande Hotel, no bairro da Ribeira, como opção para hospedar autoridades ou para simples pernoites.

Na época, a imponência do Hotel impressionava, pois não existia nada parecido em qualquer outra praia do Nordeste. Com 60 apartamentos na época, uma suíte presidencial e seis salões  suntuosos, um parque aquático e um requintado restaurante, passando pela boate Bambelô, tudo fascinava a sociedade num tempo em que a Praia do Meio nem de longe lembra o que é hoje.

O Hotel Reis Magos foi arrematado em 1978 pelo Grupo de Hotéis Pernambuco durante uma licitação na qual um único empresário potiguar deu as caras. Os seis salões foram derrubados para dar lugar a apartamentos, mas a Via Costeira se encarregaria de abreviar o fim do empreendimento.

Pedroza arrendou o Hotel para o Grupo Othon e depois para outros pretendentes menos conhecidos, entre os quais o ex-arrendatário da boate. E em meados da década passada, o Hotel retornaria aos donos originais, já exibindo as marcas do abandono e da decadência.
Para o secretário Fernando Bezerril, o Hotel Reis Magos, um velho conhecido seu, faz parte do acervo de uma Natal que precisa ser recuperada, de grande interesse para a cidade e o setor hoteleiro.

“Quando deixarmos de voltar às costas para a nossa história, então teremos o que contar para os filhos pequenos e os netos e para todas as pessoas que vierem nos visitar”, lembrou.

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