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Hugo: “Sandro Pimentel foi infeliz, antipático, agressivo e destrutivo”

Data: 11 março 2013 - Hora: 16:27 - Por: Portal JH

O vereador Hugo Manso, do PT, defendeu o ex-ministro José Dirceu (PT) das críticas do ex-petista e atual integrante do PSOL, Sandro Pimentel, vereador em Natal. Na última segunda-feira, Pimentel declarou que se o Brasil fosse um país sério, José Dirceu era para estar preso. Segundo Hugo, o fato de estar respondendo ao processo do mensalão e de poder, inclusive, vir a ser preso, é decorrência do jogo político, dos erros e acertos de cada um.

“A mim não cabe tomar uma medida de execração pública, não cabe a mim xingar nenhuma pessoa, nenhuma autoridade, nenhum dirigente político, por mais diferenças que eu tenho com eles todos. Então, acho que a declaração do vereador foi infeliz, foi antipática, foi agressiva e não constrói”, afirmou o petista.

Na última segunda-feira, Dirceu esteve em Natal para proferir uma palestra sobre os dez anos do PT no governo federal. Na oportunidade, Sandro declarou, também, que o lugar de José Dirceu era o presídio de Alcaçuz. “Eu acho que nesse momento ele procurou uma manchete e conseguiu manchete, não sei se uma manchete positiva para a sua história política, para o seu futuro, ou não, mas acho que ele aliou-se aos setores mais reacionários da sociedade que fazem crítica a Zé Dirceu, não pelo que ele é hoje, mas a crítica maior que se faz a Zé Dirceu é pela sua história, pela sua tradição e pelos seus compromissos históricos”, disse Hugo.

Segundo Hugo Manso, José Dirceu, antes de qualquer julgamento, prejulgamento, qualquer opinião de valor, é um cidadão, um homem que tem uma larga experiência política, uma vivência de poucos no mundo, com militância política, com organização. “Desde a sua juventude Dirceu foi de movimentos estudantis, foi preso em um evento da UNE nos anos 60-68 e foi exilado do país. José Dirceu é um homem que voltou ao Brasil clandestino na luta contra a ditadura, mais de uma vez ele entrou e saiu do país, viveu clandestinamente no interior do Paraná por anos, onde constituiu família, entrou no processo de fundação do PT no final dos anos 70, foi dirigente do partido em São Paulo, assumiu a função da presidência nacional e contribuiu de forma decisiva com a vitória de Lula em 2002. Ele foi um dos grandes articuladores da aliança que possibilitou Lula unir-se a José Alencar e possibilitou, portanto, aquela vitória. Essa trajetória de vida o tornou uma pessoa querida por muitos, admirada por muitos e odiada e mal vista por outros tantos”, relatou o petista.

Hugo Manso afirmou que o julgamento de Dirceu no mensalão foi político. Instado a falar se foi constrangedor receber o líder petista, afirmou: “Não é uma questão de constrangimento, é uma questão de referência política. A gente convive com pessoas diferentes na política. Portanto, eu fui à atividade como membro do partido, não foi uma atividade oficial do PT, foi uma atividade proposta pelo próprio Zé Dirceu, uma agenda que ele se dispôs a viajar o Brasil, tem ido a algumas capitais, algumas cidades e nós o recebemos para ouvi-lo e para, inclusive, nos colocarmos de forma solidária a ele”, contou o vereador.

Para Hugo Manso, ao contrário do que pareceu, receber Dirceu não foi agressão do PT à regra democrática. “Nós não estamos rompendo nenhuma norma formal da justiça brasileira. Dirceu continua solto, ele continua um cidadão brasileiro em plena atividade pessoal, política, econômica, é um consultor de empresas, uma pessoa que tem uma situação bem definida e se vier a ser preso haverá de ser, se não vier a ser preso ele tem condições de recorrer e nós não sabemos exatamente qual vai ser o desfecho. E a história ela não se encerra”.

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