Humorista Fábio Porchat faz crítica a reação do pai em carta

Humorista repudiou a atitude do ex-deputado federal Fábio Porchat, que recorreu ao Senado para apurar ameaças ao filho

Cena do vídeo 'Dura', do 'Porta dos Fundos'. Foto:Divulgação
Cena do vídeo ‘Dura’, do ‘Porta dos Fundos’. Foto:Divulgação

Há uma semana, o ex-deputado federal Fábio Porchat, pai do humorista Fábio Porchat, procurou o senador Álvaro Dias para ajudar a apurar a origem das mensagens de ameaça contra o filho em um blog anônimo que seria feito por policiais. Em um dos comentários no blog, um leitor sugere que Porchat seja metralhado, em retaliação ao vídeo “Dura”, publicado no “Porta dos Fundos”.

Em repúdio à atitude do pai, Porchat procurou a colunista Rosely Sayão, do jornal “O Estado de S. Paulo”, para publicar uma carta sobre seu ponto de vista, intitulada “Carta ao Pai”. Fazendo jogo de palavras e usando “um amigo meu” e “pai do meu amigo” para se referir ao ex-deputado e a si mesmo, Fábio faz sua crítica. “Não é nada comigo, é um amigo meu que está passando por uma situação bem delicada. Ele fez um vídeo de humor e recebeu uma ameaça de morte de um blog na internet. Ele estava tranquilo, pois sabia que aquilo era a reação de uma pessoa só e que não ia dar em nada”, diz, mencionando o episódio. Passada uma semana, o tal blog já estava fora do ar, o assunto já estava esquecido, mas o pai desse meu amigo, assustado, resolveu pedir ajuda para um amigo senador dele que leu uma carta desse pai no Senado, pediu ajuda ao Ministro da Justiça e o estardalhaço trouxe o assunto de volta à tona só que muito pior”, lamenta o humorista.

Fábio segue com a crítica à atitude do pai. “Eu entendo que o meu pai, digo, o pai desse meu amigo só tenha feito isso querendo ajudar, preocupado com o seu filho e que só tinha boas intenções, mas a vida é minha, quer dizer, do meu amigo, e eu tenho que poder resolvê-la do jeito que eu quiser. Afinal de contas, eu já tenho trinta anos, ele também, e sabemos cuidar muito bem das nossas vidas”.

Falta de diálogo

“O diálogo não foi possível, e depois de tudo isso, ele ainda não entende que o filho não gostou de como tudo se sucedeu. Ele acha que está certo. E, com certeza, tomará decisões futuras sem a aprovação do filho. Esse meu amigo ama meu pai, mas esse pai precisa saber respeitar as vontades alheias. E saber que nem sempre as coisas acontecem da forma que ele quer”, continua.

Atitudes precipitadas

Se ele está preocupado com a vida do filho, não seria melhor conversar com o filho antes de tomar atitudes precipitadas? Eu entendo a atitude de um pai que ama seu filho e só quer o seu melhor. Mas o melhor quem tem que saber não é a própria pessoa? Me ajude, Rosely. O quê que esse meu amigo deve fazer?”, finaliza.

Fonte:IG

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