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Ícone Fashion – Cláudio Manoel Machado – KUKA

Data: 02 janeiro 2013 - Hora: 18:03 - Por: Erika Nesi

O homenageado hoje é Claudio Manoel Machado – KUKA, ícone desportista do basquete, participou da seleção do Rio Grande do Norte. Tinha personalidade forte e sensibilidade à flor da pele, que o levava às lágrimas nas mais simples emoções. Altruísta por natureza, resolvia os problemas dos seus familiares, com opiniões e atitudes, sempre eram respeitadas. O seu maior legado foi ter deixado todos os filhos formados. Conheceu apenas o neto mais velho (João Vitor- filho de Carol), comemorando a festa de 1 ano do mesmo em março de 2000, e em julho do mesmo ano, adoeceu e, em agosto, Deus resgatou-o para o seu convívio, aos 49 anos de idade.

“SAUDADE É O AMOR QUE FICA”

Claudio Manoel Machado – KUKA”- era Filho de João Claudio de Vasconcelos Machado e Dinah Filgueira Machado, nasceu em 10 de junho de 1951, na cidade Natal-RN. Foi o segundo dos três filhos do casal. Teve 2 irmãos do casamento de João Machado com Dinah (Ricardo Machado e Paulo Machado), mais de 10 irmãos por parte de pai, e uma irmã por parte de mãe, Valkiria. Todos o adoravam, era o filho mais carinhoso e emotivo do casal. Era uma pessoa que pensava primeiro na família e depois nele. Em toda a vida, nunca se esforçava por ganhar nem se espantava por perder. A noção ou o sentimento da transitoriedade de tudo era o fundamento da sua personalidade. Estudou no colégio Salesiano, onde desde cedo despertou para o esporte se destacando na modalidade do basquete até chegar a seleção do Rio Grande do Norte, e nesta seleção, dentre outros, jogou com Quincas Tinôco (na época, seu melhor amigo), Flavio Aguiar, Tales Vilar, Pacatuca.

Fez várias viagens pela seleção e por onde passava angariava amigos. Sua trajetória no basquete foi precocemente interrompida pois casou-se, em 1969, com apenas 17 anos de idade com Elda Tavares Machado, com quem teve três filhos: Claudia Tavares Machado Cunha, Cirurgiã – dentista, professora Universitária; Carolina Tavares Machado, Administradora; João Claudio de Vasconcelos Machado Neto, Advogado. Seus filhos lhe deram 5 netos: João Vitor, Pedro Henrique, Gabriel, Claudio Neto e Rafaela.

Como se casou muito cedo, teve que interromper seus estudos para poder trabalhar e sustentar sua família, mais logo sentiu a necessidade de voltar a estudar e terminar seus estudos, onde formou-se em administração. Sempre passou para seus filhos, que o senso da responsabilidade e a necessidade de estudar, eram fundamentais, para poder alcançar sonhos e objetivos. O seu maior orgulho foi ter deixado todos os filhos formados, pois, dizia que isso era a herança que deixaria para eles.

Era conhecido por sua personalidade forte e receptividade, um homem sério, de princípios fortes, e ao mesmo tempo muito sensível e emotivo, por tudo chorava e se emocionava com pequenos detalhes. Muito trabalhador, sempre comprometido com o dever. Adorava tomar conta de tudo e de todos, exercia um poder de liderança muito grande entre os seus e sempre que havia algum problema, seja na família ou com algum dos amigos ele era chamado para resolver.

“Kuka” – como era carinhosamente chamado por seus amigos, começou tudo na sua vida muito cedo, como se soubesse que seu tempo aqui na terra fosse curto. Ele casou cedo, foi pai cedo, curtia a vida intensamente. Era um homem de muitos amigos, não nutria inimizades e seu lema sempre foi viver e ser feliz.

Seu jeito amigo, sempre presente em todos os momentos de nossas vidas, imperava o respeito, carinho e companheirismo e ao mesmo tempo muito exigente. Tínhamos uma convivência harmônica e tudo na nossa casa virava alegria, seu humor permanecia naquele imenso coração de Homem, que se foi e que deixou lembranças inesquecíveis: de amor e caráter. Do meu pai só guardo lembranças maravilhosas, e sempre lembradas coisas que me dizia e uma das que mais guardo comigo é: A saudade é o AMOR que fica….diz Carol Machado.

ENSINAMENTOS PARA TODA A VIDA

Um homem íntegro de personalidade forte e um coração de manteiga. Adorava brincar, beber, sair, viajar mais sempre colocava o dever em primeiro lugar, cobria sua família de muito AMOR mais sabia cobrar responsabilidade nas horas em que precisava. Foi um pai participativo, carinhoso e muito amigo, tínhamos uma convivência diária muito gostosa, ele nunca ia dormir sem antes passar na cama dos três filhos e beijá-los (isso é uma das coisas que mais me lembro dele e sinto falta- desse beijo). Minhas amigas adoravam ir para nossa casa pois lá tudo era festa, meu pai fazia todas as nossas vontades, mas elas não gostavam quando ele ia nos pegar nas baladas, pois ele queria sempre perguntar aos nossos paquerinhas de quem eram filhos, para saber se estávamos acompanhadas de pessoas boas, era muito engraçado!! Sua precoce partida nos deixou sem rumo, só que, graças aos seus ensinamentos e a boa base familiar que sempre incutiu em todos, fez com que continuássemos todos sempre unidos e juntos.

Tinha um grupo de amigos que sempre lhe acompanhava, eles não perdiam um evento social e quando não tinha nada para fazer eles inventavam, para sempre estarem juntos, muito unidos e aproveitando o que a vida tinha de melhor para eles. Seus amigos inseparáveis: casal Dinarte Alvarez/Luzia Mara, Genário Fonseca, Fernando Montenegro/InaRossana, Telmo Barreto/Eliane, Jair Paiva e Valkiria. Com a sua precoce partida, seus amigos ficaram órfãos do seu líder e hoje seu grupo não se encontra mais, com a mesma frequência de antes.

Claudia Tavares Machado Cunha – filha

FAMÍLIA SAGRADA

Quando volto à lembrança da minha infância, vejo meu pai chegando em Casa – era a alegria nos envolvendo, éramos todos correndo para encontrá-lo. Nunca vi meu pai trazendo problemas da rua que pudesse interferir na nossa convivência familiar, ele dizia que nossa casa e nossa família, era o que havia de mais sagrado na vida dele. Sempre me levava ao estádio para assistir o jogo do América (seu time de coração), me acompanhava aos treinos do basquete e me incentivava bastante para o esporte pois dizia que esporte e estudo eram duas coisas que não podia nunca faltar na minha vida. Era, na verdade, um homem de muito caráter e que soube conduzir tudo na vida muito bem. Procuro passar para meus filhos todos os ensinamentos aprendidos com meu Pai.
João Claudio Neto – filho

ALTO ASTRAL

Claudio Manoel (Kuka para os íntimos) era uma pessoa que soube viver a vida intensamente sempre de alto astral. Sabia como ninguém, transformar tristeza em alegria. Exercia uma impressionante liderança com seus amigos, sempre organizando os encontros festivos, pois para ele tudo virava uma festa. Quando nos telefonava, já era dizendo aonde ir, e não aceitava desculpas. Às vezes, fazia uma cara de raiva, mas, logo dava aquela risada. Sem dúvida alguma, sua partida tão precoce deixou em cada um de nós, uma grande e eterna saudade.”

Valkiria – irmã e Jair – cunhado

EXÉRCITO DE AMIGOS

Falar de Kuka é muito difícil colocar em palavras seus sentimentos, a sua grande admiração, pelo homem, amigo, solidário, sentimental, bem humorado, e que com tantas qualidades, conquistou um exército de amigos. Foi uma longa caminhada que compartilharam juntos e que até hoje guarda no seu coração as mais belas lembranças. A você KUKA muita luz na sua nova morada. Com um carinho muito especial e agradecendo a DEUS entre choros e risos sua presença que me tornou muito mais feliz.

Luzia Mara Marinho Alvares

AMIZADE E AFEIÇÃO

“Ao grande amigo KUKA, só posso enaltecer as alegrias. Foi um companheiro que me proporcionou momentos felizes, como nos tempos de atleta (jogávamos basquete juntos), depois como seu cliente (ele tinha uma corretora de seguros e sempre fazia meus seguros), e principalmente quando me casei com sua cunhada Eliane, pois aí pudemos criar um real laço familiar que só ampliou a nossa amizade e afeição que tínhamos uns pelos outros. Nossos momentos juntos sempre eram regados a boas risadas, um bom whisky, uma boa música e confidências trocadas(ele sabia escutar um amigo, tinha sempre uma palavra amiga), esses momentos estarão eternizados em minha memória e coração. Sempre foi um bom ouvinte, tinha o melhor coração entre todos que nos rodeavam e um humor maravilhoso, mas apesar da sua perda repentina e indesejada, o que me conforta é saber que ele viveu feliz, rodeado dos melhores amigos possíveis e, saber que eu tive o imenso prazer de fazer parte de sua vida, diz seu cunhado irmão Telmo Barreto Junior.”

Telmo Barreto Junior – cunhado

GRATIDÃO

“Falar em Kuka me deixa muito emocionada, pois este não era apenas um cunhado, o tinha como irmão, pois casou-se com minha irmã aos dezessete anos e a minha mãe o agregou a família literalmente, como mais um de seus filhos. Uma pessoa sensacional, grande pai, grande companheiro e grande amigo. A vida para ele sempre foi uma eterna comemoração, estava sempre bem humorado, muito prestativo, e com esse seu jeito amável e peculiar ele conquistou muitos amigos. Sempre foi uma pessoa de alto astral, gostava muito de festas, de estar celebrando a vida, e qualquer motivo, era para ser comemorado, nem que fosse em casa, num bar, num restaurante, numa festa estava aproveitando da melhor maneira possível, parecia saber que não estaria entre nós por muito tempo.
Sua perda fora muito sofrida e ainda dói, mas tenho a certeza que ele viveu muitos momentos felizes e que levou consigo a alegria que ele mesmo estampava todos os dias na sua vida. Sou grata a Deus por ter feito parte de sua trajetória, tivemos sempre momentos agradáveis e felizes. Kuka fez parte da minha vida e amou minhas filhas como se dele fossem, agradeço pelo tio que foi e espero que de onde ele esteja, escute as minhas preces, e que ajude a nos guiar, para uma vida cada vez melhor e feliz, como era a sua, aqui junto a nós.

Eliane Tavares Barreto – cunhada

FELICIDADE PLENA

“Kuka era um boêmio, aliás, apreciava por demais a boêmia (no bom sentido): adorava um bom whisky, um bom papo com amigos apreciando uma boa música, dançar, viajar; ele viveu rodeado por amigos e foi um marido e um pai maravilhoso sempre muito presente e participativo fazia tudo com muito AMOR. Conheci Kuka aos quatorze anos de idade e aos dezessete casamos e passamos trinta e dois anos juntos, os melhores momentos da minha vida ao lado de um homem digno, amigo, companheiro que jamais esquecerei e agradeço a DEUS, todos os dias da minha vida, pela oportunidade de ter tido ao seu lado, a família maravilhosa que ele me deu. Ele sempre procurou passar para seus filhos que deviam aproveitar a vida a cada momento, mas que não deixassem de estudar e procurassem sempre conviver em harmonia, com caráter e trazendo amor para suas vidas.
Ao mesmo tempo em que era muito curtidor da vida, era uma pessoa com enorme senso de responsabilidade. Vivemos juntos e felizes até que um dia, a nossa história foi interrompida, quando DEUS o chamou, em 08-08-2000, certamente, para contagiar o céu com sua alegria e otimismo, que lhe era tão peculiar, para lá cantar, também, nossa música preferida: “COMEÇARIA TUDO OUTRA VEZ SE PRECISO FOSSE MEU AMOR….”.

Elda Machado, – esposa

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