IDÊNTICAS – Túlio Lemos

A governadora Rosalba Ciarlini não terá legenda para disputar a reeleição. Entra no ineditismo pioneiro de Micarla de Sousa, que…

A governadora Rosalba Ciarlini não terá legenda para disputar a reeleição. Entra no ineditismo pioneiro de Micarla de Sousa, que também não disputou sua sucessão; apesar de que, no caso da Borboleta, os motivos foram outros. Ou seja: a prefeita da capital e a governadora do Estado ganharam em primeiro turno e não disputaram reeleição.

MIGRAÇÃO

Sem possibilidade de sequer tentar ser candidata novamente, Rosalba fica sem palanque, sem discurso e sem defesa. Resta saber para onde vai o suposto espólio da Rosa, os prefeitos e demais lideranças do DEM que não concordam com a adesão do partido ao acordão de Henrique e Wilma.

LOCAL

A questão local é decisiva em vários municípios. A disputa entre as lideranças interioranas às vezes pesa mais do que os palanques arranjados para o pleito estadual. Afinal, daqui a dois anos, haverá eleição municipal, em que a disputa é travada permanentemente e sem acordo. Compartilhar o mesmo palanque de adversário pode ser fatal para o futuro local.

ACORDÃO

A turma que puxa o saco do acordão continua incomodada com a utilização do termo para denominar o agrupamento de forças comandado pela chapa Henrique/ Wilma. Mesmo com o poderio de comunicação que dispõe, o acordão não tem conseguido se comunicar com o eleitorado de forma positiva.

COMUNICAÇÃO

Por falar em comunicação, em recente entrevista concedida ao Jornal Verdade, da Rede TV RN, a governadora Rosalba Ciarlini queixou-se de falhas da comunicação para justificar o desgaste de sua gestão. A Rosa lamentou que, apesar de ter trabalhado bastante, não conseguiu passar isso para a sociedade potiguar.

DISCURSO

Não será fácil o discurso do deputado Henrique Alves sobre a atual gestão Rosalba Ciarlini. Quando for falar na Segurança Pública, naturalmente vai elencar os índices negativos e prometer fazer diferente. O problema é que, ao seu lado, estará Aldair da Rocha, o homem responsável pela Segurança Pública no Governo Rosalba. E aí?

DISCURSO II

Quando Henrique for falar que o Estado poderia ser mais desenvolvido e disser como vai mudar esse quadro, estará ao seu lado o ex-secretário de Desenvolvimento do RN, Rogério Marinho. Ou seja: A cada discurso, um aliado da Rosa aparece.

DISCURSO III

A situação serve também para o vice-governador Robinson Faria, que tenta atrair o deputado Betinho Rosado para seu palanque. Como Robinson vai falar das mudanças e da crise atual, tendo ao seu lado o irmão do governador de fato do RN? Fragiliza o discurso e contamina a credibilidade.

SENSIBILIDADE

A sensibilidade das pessoas é única. A deputada federal Fátima Bezerra chorou no encontro do PC do B. Ficou emocionada. Interessante é que a petista não teve a mesma emoção diante das vítimas do deslizamento de terra em Mãe Luíza. Emoção seletiva.

ACORDO

O leitor André Cassiano manda e-mail: “Caro Túlio Lemos, é legítimo partidos políticos acordarem entre si, mas o que não considero legítimo é quando envolve antes de convenções “falta de cumprimento de acordo”. Como se dá isso? porquê a população como cita o dirigente do PEN, Sr. Luiz Gomes, saberá depois de uma conversa interna com Henrique, e não com o PMDB, o motivo do afastamento ou do apoio após de reavaliar os compromissos. O que tem haver os pré-candidatos a deputados pelo PEN com os compromissos assumidos e não cumpridos em sua totalidade por Henrique?”.

ACORDO II

O leitor conclui: “Juro que eu estou curioso para saber que compromissos não cumpridos são esses que deixaram o dirigente do PEN tão insatisfeitos a ponto de divulgar no JH. Será que é uma forma de pressionar ou de avisar aos adversários de Henrique: Olha que eu estou disponível. Estamos aí para o que der. Mas aviso antes, tem que cumprir os compromissos antes da convenção. E não converso com partido, e, sim, com o candidato a governador. Até porquê o que interessa é a conversa interna. É devido a esses “compromissos” que ajudam o RN andar a passos de tartaruga”.

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