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Imagem: Nada de novo no front

Data: 11 janeiro 2013 - Hora: 13:37 - Por: Newton Ramalho

Apesar da profusão de modelos de televisores disponíveis nas lojas, o ano de 2012 trouxe poucas novidades na área de home vídeo, principalmente na questão da imagem. Enquanto o mercado de plasma se retrai, o LCD-LED oferece modelos que vão do mais primitivo ao mais avançado degrau de evolução da tecnologia.

No ano que passou, não chegaram as esperadas novidades no mercado televisivo, em especial os da tecnologia OLED (Organic Light-Emitting Diode, ou Diodo orgânico emissor de luz). Essa tecnologia, criada pela Kodak em 1980, usa diodos orgânicos, compostos por moléculas de carbono que emitem luz ao receberem uma carga elétrica. Por essa característica, é possível criar telas mais finas, leves e baratas.

Por enquanto, só a LG anunciou um produto comercial, um TV OLED de 55 polegadas, com uma espessura de 4 mm. O preço? Dez mil dólares, lá na Coréia do Sul, o que implica em um precinho bem salgado para quem quiser importar um mimo destes.

Bem, e como fica o mundo dos pobres mortais brasileiros? Como disse anteriormente, os modelos de plasma, que foram os primeiros a abrir o mercado de televisores finos, hoje resumem-se ao nicho dos cinéfilos, já que trazem uma imagem mais parecida com a do cinema. A Panasonic, grande incentivadora da tecnologia, já anunciou o fim das pesquisas na área.

Reinando absoluta no mercado, a tecnologia LCD-LED oferece uma gama de produtos que confundem totalmente o consumidor, já que estão disponíveis modelos HD (resolução de DVD), Full-HD (resolução do Blu-Ray), LED edge-LED, LED full-LED, etc.. O pior é que se formos perguntar ao vendedor ele vai responder qualquer coisa, menos a informação correta. Quem vende televisor, geladeira e fogão não tem conhecimento técnico suficiente para entender esses detalhes.

O televisor LED usa vários diodos emissores de luz (LEDs) por trás de um painel LCD. Ao contrário das LCD convencionais que emitem o feixe de luz através de apenas uma grande lâmpada plana, essa tecnologia permite controlar a intensidade luz por região da tela, proporcionando tons de preto mais naturais (menos iluminados).

Obviamente, quanto melhor o produto, mais caro será. É por isso que os modelos mais baratos não tem a mesma qualidade de imagem de uma geração mais recente. Isso se reflete não apenas na resolução, como também na distribuição de cores, e, principalmente, no contraste, que é o preto puro (que nas LCD é um cinza escuro).

As últimas inovações tem se concentrado nas funções acessórias. A maioria dos modelos de TV recentes dispõe de acesso à internet, gravação em disco, e entrada USB, que permite assistir vídeos, fotos e músicas em arquivos digitais de diversos formatos.
Na verdade, a maior evolução de home vídeo tem sido na integração dos sistemas e equipamentos. Todos os leitores de Blu-Ray tem entrada USB, acesso à rede e saída HDMI, de modo que é possível fazer atualizações online, assistir vídeos diretamente da internet, além de reproduzir sons e imagens em alta resolução.

Na minha casa disponho de um minúsculo aparelho da Westen Digital, que reproduz todo tipo de arquivo digital a partir de um pen drive, de um HD externo, ou mesmo do meu desktop, já que está ligado em rede com o mesmo. E como a saída HDMI é direcionada para o receiver multicanal, é possível reproduzir um filme com resolução de Blu-Ray e nos padrões de som mais recentes, como DTS-HD e Dolby True HD.

O mais interessante, para quem tem pouco espaço na sala (e na carteira), são os modelos de home theater compactos, que já trazem o leitor de Blu-Ray junto com o amplificador, e que custam menos de mil reais.

Falando em dinheiro, a grande novidade é a redução do custo dos equipamentos, já que televisores de LED 3D, que custavam mais de cinco mil reais há dois anos, hoje podem ser adquiridos pela metade do preço. É bom lembrar que, para assistir um filme em 3D não basta a televisão, é necessário também o leitor de Blu-Ray 3D, e o disco com o conteúdo apropriado.

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