A incerteza na agenda

O que dizem empresários nacionais referendados por analistas com a marca da independência, o Fundo Monetário Internacional confirma. No relatório…

O que dizem empresários nacionais referendados por analistas com a marca da independência, o Fundo Monetário Internacional confirma.

No relatório divulgado nessa quinta-feira, em Lima, a atraente e emblemática capital do Peru, duas previsões desalentadoras referentemente a 2014:

1. A economia do Brasil deve continuar em marcha lenta;

2. O índice da inflação vai prosseguir em alta, apesar da forte alta de juros promovida pelo Banco Central.

Batizado ‘Perspectiva econômica regional para o hemisfério ocidental’, o documento do FMI antevê crescimento brasileiro inferior a dois pontos percentuais. É provável que chegue a 1,8%; dificilmente, além. Será uma das menores taxas de expansão das Américas. Só não ficará abaixo do desenvolvimento da Argentina e Venezuela – média de 0,5% -, além de pequeníssimas nações da região (Antígua-Barbuda, Barbados, Dominica, El Salvador, Granada e Jamaica).

Um exemplo do emaranhado de complicações econômico-financeiras na República Surrealista dos Trópicos. Empresário com acesso ao gabinete da presidente da República, embora politicamente descompromissado, aconselhou Dilma Rousseff a evitar “substituições bruscas” no Ministério da Fazenda.

Explicação do industrial paulista a três jornalistas baseados em Brasília, instantes depois de mais uma “conversa franca” no gabinete nobre do Palácio do Planalto:

“Creiam. Nesta fase, ruim com Guido (Mantega), pior sem ele.”

Toque do clarim

Enfim, o reconhecimento público do tucanato.

Fernando Henrique Cardoso (foto) será homenageado na convenção nacional do PSDB.

O ex-presidente da República não é nenhum aspirante à canonização. Trata-se, porém, de um homem público que, em parte dos oito anos de mandato – na primeira metade, sobretudo -, levou o Brasil a um bom momento da história nacional.

Na data, 14 de junho, a social-democracia homologa a candidatura de Aécio Neves ao Palácio do Planalto.

o deslize ético

A propósito das relações perigosas na política.

O relacionamento de dilapidadores da Petrobras com o PT é tão flagrante quanto a ligação despudorada do (ainda) deputado André Vargas (agora, sem partido) com o doleiro Alberto Youssef & Cia.

Sabe-se agora que Vargas, além de fanfarrão e medíocre, é político desonesto a serviço do descrédito do Parlamento brasileiro.

Prestes a sair de cena, registre-se o prometido pelo paranaense:

“Não estarei só no cadafalso.”

 

ponto de inflexão

O Rio Grande do Norte conquista espaço no folclore político nacional.

Esse caso da sucessão na prefeitura de Natal é peça comprovatória.

Além de um ridículo desmoralizante, tem jeito de armação.

– Três prováveis naufrágios do PT, em outubro. Em São Paulo, Alexandre Padilha; no Rio de Janeiro, Lindbergh Farias; e, no Paraná, Gleisi Hoffmann.

– A despeito dos dissidentes, PP e o PTB oficializam, próximo mês, apoio à reeleição de Dilma Rousseff.

– Sondagem de opinião realizada em Mossoró mostra crescimento da campanha de Robinson Faria (PSD) para governador do Rio Grande do Norte.

– Do presidente mundial das montadoras Nissan e Renault, Carlos Ghosn: “A curto prazo, o mercado brasileiro continuará decepcionante.”

– Caso prevaleça o interesse da cúpula nacional do PT, José Guimarães (CE) será indicado para a primeira vice-presidência da Câmara dos Deputados. Se o Planalto se envolver na disputa, Luiz Sérgio (RJ) tem chance. Decisão prevista para terça-feira.

-Bem, para gáudio dos seguidores da senhora Rousseff, arrefeceu, nas hostes do PT, o movimento ‘Volta, Lula’.

– Em Alagoas, o PT apoia o deputado Renan Calheiros, filho (PMDB) para o governo do estado.

– Para refletir: “Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo” (José Saramago, escritor português).

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