Infância sem futuro – Danilo Sá

O fato é comum, embora passe quase despercebido aos olhos do cidadão que diariamente trafega pelas rodovias do país. E,…

O fato é comum, embora passe quase despercebido aos olhos do cidadão que diariamente trafega pelas rodovias do país. E, no Rio Grande do Norte, não é diferente. Crianças e adolescentes, das mais variadas idades, que passam o dia “trabalhando” em busca de alguns trocados, jogados das janelas dos veículos como se fosse milho para as aves famintas.

São muitos os menores de idade espalhados por todas as regiões potiguares que precisam abandonar os estudos e a diversão para contribuir com o sustento da família. E, por mais que cenas como as exibidas na imagem que ilustra este artigo sejam tão comuns, nenhuma atitude governamental é tomada para reverter tal situação, ou, pelo menos, minimizá-la.

Na foto, os dois garotos flagrados trabalhando nas ruas esburacadas de São Paulo do Potengi poderiam estar se preparando para um futuro brilhante, com uma profissão digna e um salário igualmente honrado. Mas, com uma pá na mão, estão condenando, sem querer, toda a vida ao subemprego, a baixas remunerações e a miséria que jamais saiu do interior nordestino.

A esperança é que dias melhores se aproximem. O povo brasileiro precisa exigir que algo seja feito para salvar o destino de milhões de crianças como as da foto acima, que hoje estão perdendo a chance de ajudar a transformar o país no futuro. Do jeito que vai, o Brasil estará para sempre condenado a viver no subdesenvolvimento e na miséria.

B.O. PARA QUÊ???

Há alguns dias, este colunista foi questionado sobre a importância de realizar os boletins de ocorrências (BOs) pelas vítimas após a ocorrência de crimes. E, como um cidadão cansado pela ineficácia do atual sistema de segurança pública, me coloquei contra tal ato, que hoje serve apenas para contabilizar a quantidade de atos criminosos no Estado. Isso, quando tem papel nas delegacias para imprimir o BO.

VITÓRIA DO CRIME

Diante do efetivo bastante reduzido e da total falta de equipamentos para enfrentar o caos, a nossa Polícia Civil e Militar só tentam amenizar a situação. Não há o que fazer quando a quantidade de bandidos supera, e muito, a de policiais. Isso para não falar no armamento, sempre muito inferior para os PMs. É uma guerra com vencedores anunciados: os marginais.

INUTILIDADE

Para tentar conscientizar a população sobre a importância do BO, primeiro, a cúpula da Segurança Pública potiguar precisa mostrar o mínimo de serviço, que seria iniciar algum tipo de investigação e tentar prender o autor do crime. Se, o ato do registro da ocorrência serve apenas para comunicar o poder público, se torna inútil e uma verdadeira perda de tempo para o cidadão que precisa trabalhar para pagar seus impostos, altíssimos, por sinal.

CERTO E ERRADO

O discurso politicamente correto, é verdade, ainda é o da importância de se registrar o BO. Afinal de contas, sem ele, não houve crime e o provável culpado, se um dia for preso, não pagará por seus atos. Mas, se não há perspectiva disso acontecer, é impossível fomentar nas pessoas a vontade de ir às delegacias para fazer o boletim.

MERCADO

O bairro de Lagoa Nova vai receber mais um empreendimento da Moura Dubeux. Nesta terça-feira (29), às 19h, a construtora entrega o Jerônimo Costa, alcançando a marca de 14 edifícios residenciais entregues na capital potiguar. A cerimônia contará com a presença de Fernando Amorim, diretor regional da Moura Dubeux no RN, José Edgar de Andrade Filho, coordenador de obras, e George Lyra, gerente de prospecção.

RECONHECIMENTO

A delegação de atletas e autoridades de Campo Redondo, que representam o estado no Campeonato Mundial de Clubes, foi destaque em um jornal norueguês. A publicação noticiou a ida dos jovens até a cidade de Oslo e a maneira como receberam o convite. Tudo partiu do empresário norueguês Janken Fensholt, que fez investimentos no Rio Grande do Norte e conheceu integrantes da equipe que joga futebol. O jornal conversou com alguns dos jovens e estampou no seu caderno especial de esportes, inúmeras fotos e uma ampla reportagem. Parabéns aos envolvidos.

TECNOLOGIA

O Instituto Metrópole Digital dá continuidade ao ciclo de palestras na próxima quinta-feira (31), trazendo como palestrantes o administrador e consultor Fred Alecrim e o gerente executivo da Inova Metrópole, professor Anderson Paiva. As palestras serão realizadas no auditório da Biblioteca Zila Mamede, a partir das 19h30. A primeira exposição será proferida por Fred Alecrim sobre Movimentação: como afastar a mesmice e melhorar Resultados. As inscrições podem ser feitas no site do Metrópole Digital.

GIRA MUNDO

Está na manchete de O Globo de hoje. “Sem instrução adequada sobre a lei e o código de ética relacionados à função que exercem, servidores públicos federais indicam que a corrupção não é exclusiva de altos escalões do governo ou de empresas. Em pesquisa realizada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), 28,6% declararam já ter detectado suspeita de corrupção nos órgãos onde trabalham. Já 34,8% deles afirmam que a cobrança de propina na administração pública federal é frequente ou muito frequente.”

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