Ingressos da comissão técnica do Brasil são encontrados com cambistas

Polícia Civil prende 11 pessoas envolvidas em venda ilegal de bilhetes de jogos do Mundial. Foram apreendidos 100 ingressos com os cambistas, que já 'trabalham' em quatro Copas

Cambistas teriam levado 500 mil dólares com venda de 22 ingressos. Foto: Divulgação
Cambistas teriam levado 500 mil dólares com venda de 22 ingressos. Foto: Divulgação

Onze pessoas foram presas na manhã desta terça-feira pela Polícia Civil por venda ilegal de ingressos da Copa do Mundo. As autoridades apreenderam mais de cem ingressos. Dez eram destinados à comissão técnica da Seleção Brasileira. Dois dos presos foram detidos em São Paulo

A operação, batizada de “Jules Rimet”, foi comandada pelo delegado da 18ª DP, da Praça da Bandeira, Fabio Barucke, que investigou os suspeitos por cerca de um mês por meio de rastreamento telefônico e investigação in loco. Segundo a polícia, o grupo de cambistas atuou também nas últimas quatro Copas do Mundo. Barucke afirmou que o grupo comercializou ao menos 600 entradas para o Mundial do Brasil. Todos os ingressos apreendidos são verdadeiros, segundo uma perícia feita logo após as detenções.

Os bilhetes destinados à Seleção Brasileira não possuem os nomes de quem os recebeu, apenas a designação “comissão técnica”. A Fifa informou que cada delegação precisa informar à entidade o nome de quem recebe cada ingresso.

Os detidos são, segundos as investigações, liderados pelo argelino Lamine Fonfana e pelo brasileiro Alexandre Marinho, ambos sob a custódia da polícia. Fonfona se identificou como empresário de futebol. A polícia suspeita que ele tem ligação com alguém da Fifa, já que ele foi visto entrando no hotel Copacabana Palace antes de entregar ingressos em uma venda.

Marinho é dono de três agências de turismo que têm o mesmo endereço, em uma sala comercial em Copacabana, onde também foram apreendidos ingressos.

Entre os presos há também um advogado e um PM reformado do Rio de Janeiro. Em ligação grampeada pela Polícia Civil com autorização da Justiça, um dos envolvidos teria afirmado ser capaz de fornecer 50 ingressos por jogo de três delegações diferentes. Ou seja, 150 ingressos que seriam vendidos de forma ilegal por partida.

A Polícia ainda investiga outros sete suspeitos não identificados. Os cambistas presos serão autuados por associação criminosa, cambismo e lavagem de dinheiro.

Fonte: Lancenet

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