Intervenção paisagística na Alameda Marilene Dantas termina amanhã

Sem manutenção, local ficou com acúmulo de lixo e grama morta. Serviço de limpeza e ajardinamento foram retomados. Foto: José Aldenir
A Alameda Marilene Dantas, trecho de um quilômetro que conclui a avenida Alexandrino de Alencar no Parque das Dunas, no Tirol, passa por uma intervenção paisagística e de limpeza em seu canteiro central. Ação da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), a recuperação da área destinada para a prática de atividades físicas, cujo fluxo de automóveis é interrompido das 17h às 06h30, foi decidida após uma série de reclamações dos freqüentadores. Desde o começo do mês, seis funcionários de uma empresa terceirizada recolhem lixo orgânico e material de poda. O prazo para a conclusão termina amanhã (08).
Inaugurada em janeiro do ano passado pela então prefeita Micarla de Sousa, a Alameda recebeu as primeiras críticas dois meses depois. Segundo pessoas que correm e caminham no logradouro, focos de água suja e fétida, eliminadas pela rede de esgoto, foram observados. Para a diretora de paisagismo da Semsur, Socorro Galvão, o chamado da população foi determinante.
“Na realidade, eles solicitaram a limpeza e nós estamos fazendo o complemento com o ajardinamento com plantas do nosso horto municipal. Como é um espaço pequeno, conseguimos usar plantas que nós mesmos plantamos. Ali estava muito sujo e abandonado. Queremos deixar uma área usada para a saúde mais agradável”, diz Socorro, que ainda alerta para a situação do banco de plantas produzidas na zona Norte. “Está praticamente sem muda. Por isso, vamos abrir uma licitação para recuperá-lo também”.
Encarregado de operação da empresa responsável pela limpeza e plantio das mudas, José Nazareno do Sousa coordena a equipe na Alameda. “Quando chegamos aqui, na semana passada, ouvíamos muita reclamação. E eles tinham razão. Tinha muito lixo e, em vários pontos, a grama estava morta. Agora, só ouvimos elogios”. Das 8h às 16h, seis agentes de limpeza ambiental melhoram o cenário para quem pensa em mudar a posição de Natal como a capital mais sedentária do país.
São palmeiras e gramas roxa e rasteira que adornam o local que homenageia a ex-secretaria municipal de serviços urbanos (Semsur), morta em outubro de 2010. A área custou R$ 120 mil ao erário público (valor que incluiu a instalação de 18 novos postes com lâmpadas de vapor metálico) e entrou na pauta da nova gestão municipal, que ainda percorre as 252 praças da capital potiguar com o intuito de colocá-las em bom estado.
“Estamos fazendo um mutirão em toda a cidade. Dentro do possível, claro. Nossa preocupação é com doenças, podação das árvores e retirar lixo, que tem muito, mas muito mesmo. É uma área extensa, difícil de ser coberta de uma vez. Mas, após análises do próprio prefeito e do secretário, começamos essa primeira etapa. Na segunda, faremos o replantio onde já limpamos. Até agora, recuperamos dez praças”.
Nos últimos anos, Natal trocou a fama de ser uma das capitais mais limpas e seguras do Brasil por índices epidêmicos de violência urbana e pilhas de lixo nas quatro zonas da cidade. Mutirões com ares de operações de guerra foram montados por prefeitos interinos e seguem na pauta da atual gestão, diante da quantidade de dejetos acumulados em ruas e avenidas natalenses. Ciente da importância do paisagismo e do urbanismo na composição social, Socorro Galvão destaca: “Até abril, vamos entregar uma cidade mais limpa e bonita para os natalenses”.
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