Inventor de campanha do balde de gelo é enterrado nos EUA

Corey Griffin morreu afogado no último sábado; sua campanha para arrecadar dinheiro para pesquisas de ELA ficou famosa no mundo todo

Corey Griffin (foto) foi um dos inventores da campanha do balde de gelo e morreu no último sábado afogado. Foto: Divulgação
Corey Griffin (foto) foi um dos inventores da campanha do balde de gelo e morreu no último sábado afogado. Foto: Divulgação

Familiares e amigos se despediram nesta quinta-feira do jovem Corey Griffin, um dos promotores do desafio do balde de gelo pela pesquisa sobre a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), que morreu afogado no sábado passado depois de saltar ao mar de um edifício na ilha de Nantucket, em Massachusetts.

Griffin estava na ilha da costa leste dos EUA para arrecadar fundos em favor da campanha “Ice Bucket Challenge”, iniciada há algumas semanas em Boston e transformada em um fenômeno no mundo todo.

A iniciativa dá 24 horas aos que recebam o desafio para se jogarem um balde de água gelada na cabeça ou doar dinheiro para uma organização que pesquisa a doença, e desafiar outras três pessoas.

Pouco antes de morrer Griffin tinha arrecadado US$ 100 mil (R$ 226 mil) para a campanha lançada em julho por seu amigo Pete Frates, ex-jogador de beisebol do Boston College, que sofre da doença.

“Griff trabalhou muito duro nas últimas semanas pela ELA. Trocamos mensagens todos os dias, planejando maneiras de arrecadar fundos e organizar eventos”, escreveu Frates nas redes sociais após saber da morte do amigo.

Políticos, magnatas das novas tecnologias, atletas e artistas de todo o mundo se somaram à iniciativa, que já arrecadou US$ 30 milhões (quase R$ 68 milhões).

Segundo o relato do jornal “Boston Globe”, Griffin pulou na água da loja Juice Guys, na zona do porto. Fontes policiais disseram que seu corpo emergiu momentaneamente e voltou a afundar pouco depois.

Um socorrista fora de serviço que assistia a cena tentou resgatá-lo sem sucesso. A única coisa que pôde fazer foi tirar seu corpo da água.

“Era o menino mais feliz do mundo”, disse o pai do jovem, Robert Griffin. “Tinha me ligado na noite anterior e dito que estava no paraíso”, acrescentou, segundo a imprensa local.

Fonte: Terra

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