Investigação é uma das mais difíceis de que já participei, diz delegado

Assassino pode ter adotado algumas medidas apenas para confundir a polícia

Policiais tentam identificar corpo encontrado na região do Cemitério da Consolação, em São Paulo . Foto: Divulgação
Policiais tentam identificar corpo encontrado na região do Cemitério da Consolação, em São Paulo . Foto: Divulgação

O caso do corpo encontrado esquartejado em diferentes pontos de São Paulo na última semana é um mistério para a polícia. A investigação ainda tenta esclarecer a identidade da vítima, o autor do crime e as circunstâncias da morte. Delegado experiente, Itagiba Franco, do DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa), destaca a complexidade da história.

“Essa investigação é uma das mais difíceis de que eu já participei”.

As primeiras partes do corpo foram encontradas no último domingo (23) em três pontos diferentes de Higienópolis, bairro nobre da capital.  Surgiam, então, as primeiras especulações sobre o caso. A vítima seria um homem com idade entre 25 e 30 anos. Inicialmente, suspeitou-se que se tratava de um travesti, pois havia roupas femininas dentro dos sacos plásticos.

Ou tudo isso seria apenas uma estratégia do assassino para confundir os investigadores?

A polícia trabalha, ainda, com outra hipótese: a de que o crime tenha sido cometido por um grupo de mulheres. Imagens mostram três mulheres próximo a um dos locais em que os sacos foram deixados. Elas estavam com um carrinho semelhante àquele em que algumas partes do corpo foram encontradas.

Na quinta-feira (27), a cabeça da vítima foi encontrada em um saco de lixo no centro da cidade, em estado avançado de decomposição. Agora, os investigadores vão reconstituir os ossos da face antes de concluir o laudo.

Fonte: R7

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