Investir em franquia: uma excelente oportunidade
Nos últimos anos, o setor de franquias virou a bola da vez. Na busca por novas oportunidades, muitos empreendedores optaram por esse segmento de mercado. Mas, para se aventurar nesse modelo de negócio, é preciso conhecer os pontos-chave que vão garantir o sucesso da execução da estratégia e a mitigação dos riscos. O empresário que opta por uma franquia já inicia seu negócio com uma marca conhecida no mercado. Por outro lado, os controles sobre as operações do franqueado são constantes e permanentes. De um lado, uma estrutura de gestão pronta para apoiar a empresa. Do outro, a pouca liberdade para apostar em novas oportunidades ou tomar decisões. O professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e economista, Zivanilson Silva apontou as principais vantagens do mercado de franquias. De acordo com o economista, entre as principais vantagens, está o fato de o empreendedor receber todo o conhecimento de mercado e gestão do franqueador, o que reduz os riscos.
Franquia ou franchising é uma estratégia utilizada em administração que tem, como propósito, um sistema de venda de licença na qual o franqueador, o detentor da marca, cede, ao franqueado, o autorizado a explorar a marca, o direito de uso da sua marca, patente, infraestrutura, know-how e direito de distribuição exclusiva ou semiexclusiva de produtos ou serviços. O franqueado, por sua vez, investe e trabalha na franquia e paga parte do faturamento ao franqueador sob a forma de royalties. Eventualmente, o franqueador também cede ao franqueado o direito de uso de tecnologia de implantação e administração de negócio ou sistemas desenvolvidos ou detidos pelo franqueador, mediante remuneração direta ou indireta, sem ficar caracterizado vínculo empregatício.
O economista Zivanilson Silva explica que as chances de um franqueado obter sucesso em seu negócio utilizando-se do sistema de franquia formatada são bem maiores do que as de uma pessoa que monta um negócio independente, pois o franqueador já possui uma rede própria de distribuição e o sucesso de marca foi fortalecido após vários testes de produtos.
Para Zivanilson Silva, na maioria das vezes, o pequeno empreendedor independente não dispõe de tempo e habilidade para prever fatos político-sociais e econômicos que possam afetar o seu negócio. É bom poder contar com o apoio de um franqueador competente, podendo instalar-se e se expandir com menor risco financeiro.
“A elaboração do plano de negócios, por exemplo, é facilitada, pois a matriz franqueadora já oferece informações sobre a venda do produto ou serviço e o gerenciamento da empresa. O empreendedor não é solitário, ele tem a quem consultar no momento de tomar decisões. Além disso, é o franqueador que calcula o preço de venda ideal e sugere ao franqueado”, destacou o economista.
Outra vantagem é trabalhar com uma marca reconhecida. Se o público já conhece a empresa, não há a necessidade de grandes investimentos em publicidade. Por causa disso, ainda, é possível economizar na compra de material e na instalação do negócio. “Se o franqueador tem um nome forte no mercado, há mais flexibilidade nas negociações do ponto de venda e na aquisição de insumos”, pondera o economista.
Além disso, o franqueado poderá aproveitar a vantagem competitiva de seu franqueador, pois, além do fato de já ter testado seus produtos e marcas no mercado, também já deve ter planejado a sua expansão e é conhecedor do perfil dos clientes de seus produtos. Zivanilson conta que apesar da autonomia não ser total, o franqueado possuirá independência jurídica e financeira em relação ao franqueador. A empresa do franqueado terá sua própria razão social, sendo uma pessoa jurídica distinta, e todas e quaisquer operações financeiras serão de responsabilidade individual desta empresa.
No entanto, lidar com um modelo de negócio pronto tem suas desvantagens. Na opinião do economista Zivanilson Silva, o franqueado tem menor liberdade de atuação do que um empresário que cria o próprio negócio. “Na franquia, compra-se uma roupa pronta. O empreendedor tem de se adaptar a ela e não ela se adaptar a ele. A criatividade é limitada. Os produtos e a forma de atuação do franqueador também”, declara.
Nos sistemas de franquia formatada, explica o economista, os controles sobre as operações do franqueado são constantes e permanentes. O objetivo das auditorias é detectar falhas no cumprimento das obrigações por parte do franqueado, atuando nos controles financeiros e contábeis, assim como no controle de operações, reorientando para o rumo certo na gestão do negócio. “O franqueado deve estar ciente de que a interdependência mútua no sistema de franquia é uma condição fundamental para o desenvolvimento da rede, e tanto o sucesso como o fracasso serão compartilhados pelo franqueado e pelo franqueador”, disse.
Empresários potiguares investem em franquias e comemoram sucesso
O Pittsburg é um bom exemplo de franquia de sucesso. Uma empresa genuinamente potiguar está em amplo processo de expansão. Investir na rede de sanduicherias que mais cresce no Estado é sinônimo de retorno garantido, é o que atesta os franquiados. O Pittsburg é uma empresa, que compete no mesmo segmento com multinacionais e até empresas internacionais fixadas em solo potiguar, como Bob’s, McDonalds e Burger King. Hoje a empresa já ultrapassou as barreiras do Rio Grande do Norte e conta com franquias na Paraíba, em Campina Grande, e em Sergipe, na capital Aracaju. Para este ano, há ainda a perspectiva de abertura de uma franquia no Ceará, em Fortaleza. Hoje, o Pittsburg atende mais de 120 mil clientes por mês, vende mais de 160 mil sanduíches mensalmente, é responsável por 550 empregos diretos e conta com 15 lojas, sendo que 13 são franquias.
Para Nico Carvalho, diretor de Desenvolvimento e Expansão do Pittsburg, o sistema de franquias nada mais é do que multiplicar o sucesso. “No sistema de franquia se consegue multiplicar o que deu certo de forma mais eficaz e mais rápida, apesar de o objetivo do Pittsburg não é abrir lojas desordenadamente, visto que o mais importante é manter o padrão e a qualidade, que são os nossos diferenciais, que nunca vão fugir disso”, afirmou. Para expandir a empresa com qualidade, Nico Carvalho conta que é feito um rigoroso critério de seleção dos franqueados, buscando um perfil ideal para que o empresário possa ter uma gestão qualificada. “Felizmente, a quantidade de candidatos é muito grande, em sua maioria, são as próprias pessoas que visitam o Pittsburg, os nossos próprios clientes”, afirmou.
O proprietário do Pittsburg, Kléber Carvalho, conta que o plano de expansão da empresa, no momento, é restringir na região Nordeste, apesar da procura por franqueados das regiões Sul e Sudeste. “Queremos crescer em espiral, para poder ter um controle maior sobre as lojas, pois não adianta expandir pelo Brasil e não conseguir dar o acompanhamento ideal, uma consultoria mais próxima”, destaca o proprietário. Hoje, a partir de R$ 170 mil já é possível adquirir uma franquia da sanduicheria.
O diretor de expansão da franquia acredita que o grande número de interessados em adquirir uma franquia se deve ao fato de ser uma marca consolidada. “Isso acontece pelos nossos diferenciais, pela credibilidade que a marca construiu ao longo dos 28 anos, e que apesar da concorrência continua líder de mercado. Tudo isso pesa na hora da escolha do empreendedor optar pelo Pittsburg. Quando se vai comprar uma franquia, a primeira coisa que procura é informações de quem já está no negócio e temos boas informações de quem for perguntar”, destacou Nico Carvalho.
Nico Carvalho explica que na hora de seleção do franqueado conciliar o perfil do empresário com a escolha do ponto é fundamental para o sucesso do negócio. “Independente da franquia, o ponto se torna ainda mais importante, porque é necessário ter um fluxo, por isso que a estratégia de shopping é interessante, pois já há um fluxo natural”, afirmou. “Não basta querer abrir uma franquia, tem que seguir algumas características. Tem que ter um poder de investimento e depois passar por alguns critérios de avaliação. Em seguida, o franqueado passa por um test drive, funcionando como se já estivesse com a loja aberta, onde observamos como ele se comporta dentro do negocio”, disse.
Kléber Carvalho ressalta que o ideal é que o franqueado não seja um investidor. “Não é interessante aquela pessoa que adquire a franquia apenas para investimento e repassa para outra pessoa tomar conta. O ideal é que a pessoa fique dentro do negócio”, afirmou. O segundo momento é o treinamento, com a transferência do know-how, que dura cerca de 30 dias. “Toda a experiência que o Pittsburg tem em 28 anos passa para o franqueado nesse treinamento, através de manuais e treinamentos específicos. Toda a equipe é treinada. Temos um rigor no processo de seleção da equipe”, destacou o proprietário.
Após a abertura da franquia, Nico Carvalho explica que há o suporte constante em todas as áreas. “Temos uma equipe de consultoria de campo que supervisiona as lojas mensalmente, com o objetivo de manutenção de padrão, qualidade de produto e auxílio na gestão, recursos humanos, marketing. Para que o franqueado possa ter esse suporte e possa ter resultados, com qualidade”, afirmou.
O gerente de Marketing e Planejamento do Pittsburg, Felipe Carvalho, disse que o grande segredo para o sucesso é a manutenção do padrão de qualidade dos serviços, da marca e dos produtos. “O suporte e a qualidade do treinamento traz segurança ao franqueado, que se sente seguro, porque no seu primeiro ano de loja ele já tem 28 anos de experiência. Quando a pessoa busca uma franquia, também busca conhecimento, segurança, que minimiza os riscos dos negócios, abrir uma franquia já consolidada, pois o modelo já foi testado e não tem como dar errado”, afirmou.
Depois de uma temporada morando e estudando na Inglaterra, o administrador Felipe Figueiredo, pós-graduado em Gestão Empresarial, conta que voltou para o Brasil com a perspectiva de abrir um negócio, mas não tinha experiência em algo específico, daí decidiu adquirir uma franquia. Foi quando começou a procura por uma franquia de sucesso. O gosto por automóveis aliado a vontade de Felipe em abrir um negócio no ramo de serviços automotivos fez com que ele adquirisse, há cerca de quatro anos e meio, uma franquia DryWash. “Na minha pesquisa vi que a DryWash era a mais profissional. A forma dela trabalhar foi a que mais me agradou, tanto no trato com os franqueados, como também nos produtos que ela utiliza”, afirmou.
Em Natal, a franquia de Felipe Figueiredo é a única e a marca até então era desconhecida, apesar de ser consolidada no eixo Sul-Sudeste. “Como a DryWash não era tão conhecida aqui em Natal, levou um tempo para que eu pudesse torná-la uma marca conhecida na cidade. Hoje, é uma marca conhecida e consolidada, mas quando entrei no mercado as pessoas estranhavam o fato de se lavar o carro sem água. Hoje, já está dentro do que eu esperava e me sinto muito mais confortável”, afirmou. A empresa hoje tem nove funcionários e atende uma média de 30 carros por dia.
Para o franqueado, a vantagem principal da franquia é o know-how. “Quando se adquire uma franquia, o know-how que a empresa passa é algo que em mais de dez anos não se conseguiria sozinho. Em um treinamento de 15 dias adquire todo o know-how para montar a franquia, tanto na realização dos serviços, vender os produtos e de divulgação da marca. Se eu fosse abrir sozinho, talvez eu não conseguisse e a DryWash me passou essa segurança”, afirmou. Dentre os serviços que são o maior diferencial da empresa, o oxi-sanitização se destaca, por utilizar o ozônio para fazer a desodorização da parte interna do carro. “Serviço único e exclusivo da DryWash em Natal”, afirma Felipe Figueiredo, que garante o rigoroso controle de qualidade da DryWash.
Prova de que a franquia deu certo é que Felipe não esconde o desejo de expandir o negócio, não necessariamente abrindo uma nova franquia. “Expandir o negócio é o meu desejo. Uma filial sem ser uma DryWash, para expandir a área de pintura”, destacou. Felipe Figueiredo dá a dica para quem pensa em adquirir uma franquia. “Para uma pessoa inexperiente, que quer se tornar empresário, que tem o espírito empreendedor, mas não sabe o que fazer, uma franquia é uma boa. Mas para uma pessoa que já trabalhou em determinada área, sabe como fazer, tem pessoas para ajudar, não recomendo franquia, vá só. Têm esses dois lados, eu me encaixo no primeiro perfil e, para mim, foi muito bom. É bom pelo know-how, mas por outro lado ficamos presos a uma marca que só lhe vende aqueles produtos e ficamos presos a eles em tudo, inclusive para divulgação”, afirmou.
Felipe conta que o suporte dado pela franquia é realizado numa convenção anual, em que todos os franqueados expõem as dificuldades e acertos. “A empresa sempre está desenvolvendo produtos novos e informando a gente. O acompanhamento é mais forte no início, depois dá para andar sozinho”, afirmou.
Localizada na rua Raimundo Chaves, em Lagoa Nova, próximo ao complexo judiciário, Felipe Figueiredo conta que a escolha pelo local foi estratégica. A DryWash normalmente é localizada dentro de shoppings, mas Felipe ousou e decidiu abrir uma loja de rua em Natal, a segunda loja de rua da franquia no país. “Único local de público A, B e C era aqui. Aqui tem a conveniência de o cliente deixar o carro ir para o trabalho e quando voltar o serviço já está pronto, sem transtornos e deslocamentos para o cliente. Proporcionando mais tranquilidade e comodidade aos clientes”, afirmou. Hoje, já há uma fidelização de clientes. Do portfólio de cinco mil clientes, já há um retorno de 30% de clientes fieis. “Mas todo dia temos clientes novos”, destacou.
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