Já deu!

Por Aécio Neves Protagonista de um governo refém dos interesses do regime de aparelhamento que se abateu sobre o Estado…

Por Aécio Neves

Protagonista de um governo refém dos interesses do regime de aparelhamento que se abateu sobre o Estado nacional, a presidente Dilma Rousseff já não sabe mais o que dizer ao Brasil, além de terceirizar responsabilidades.

Atônitos, os brasileiros são informados que, em poucos anos, a 12ª maior empresa do mundo foi transformada na 120ª e começam a perceber que, infelizmente, a PTrobras, longe de ser uma exceção, é o retrato do governo sob o comando do PT.

Incapacidade de gestão e planejamento. Desvios e suspeições. Excesso de compromisso com os companheiros. Falta de compromisso.

De um lado, a gravidade das revelações objetivas que vêm à tona e fazem a realidade superar as versões, que, antes, sussurradas no meio político, já pareciam inverossímeis.

De outro, a vaidade e a onipotência daqueles que parecem acreditar que somos, os brasileiros, um conjunto de tolos.

O que se tornou conhecido por todos recentemente já era, há muito, de domínio do governo. Por que, então, por exemplo, só agora o diretor que passou a ser o bode expiatório do escândalo foi demitido?

Por que personagens das páginas policiais estiveram, até ontem, protegidos em posições de extrema confiança?

O que mudou? O que transformou um bem feito num malfeito foi apenas a percepção da sociedade? Que governo é este que só age ou ensaia providências quando é confrontado pela opinião pública?

De onde vem tanta arrogância, que faz com que os representantes do PT tripudiem sobre a percepção dos brasileiros?

Primeiro, inventaram os “recursos não contabilizados”. Na semana passada, o presidente do Banco Central chamou de mera “realocação contábil” a iniciativa da Caixa de lançar os recursos confiscados dos correntistas como lucro. Agora, na ausência de um mordomo, a culpa parece ser do “relatório”.

Os brasileiros vêm sendo desrespeitados todos os dias por ações concretas, sempre envoltas em coincidências demais e transparências de menos, mas também pela forma com que o governo responde a elas.

Estamos cansados de ver o interesse público e coletivo, razão de ser da própria República e da democracia, confundido com os interesses privados e os projetos individuais de poder de pessoas e de partidos.

Uma coisa são os desafios da nação. Outra, são os problemas criados pelo governo.

O governo que o eleitor escolheu para ser solução se transformou no principal problema do país. A verdade é que o governo colocou o Brasil no caminho errado – é simples assim.

E o Brasil precisa voltar para o caminho certo.

Precisamos de um governo que volte a ser solução.

Entre a indignação, a revolta e o cansaço diante de repetidos absurdos, o sentimento geral dos brasileiros é um só: já deu! (AN, na Folha de S. Paulo)

Petrógrada

O jornal Estadão revelou documentos com mais uma trapalhada na Petrobras ao tempo em que Dilma Rousseff comandava a estatal. Perdoaram uma gorda dívida da Venezuela para atender interesses do ditador narcobolivariano Hugo Chávez.

Deu na Folha

“Este é, por sinal, um dos reais motivos do coro ‘volta Lula’, que os amigos e correligionários do ex-presidente sempre ensaiam quando Dilma faz suas trapalhadas, como a crise com o PMDB e, agora, a confusão em torno de Pasadena”. (Valdo Cruz)

Henrique e Wilma

Está confirmado, com prego batido e ponta virada, o lançamento da chapa Henrique Alves (PMDB) para governador e Wilma de Faria (PSB) para senadora. A data é realmente na próxima sexta-feira. Só uma derrapada interna pode alterar o fato.

Esperteza petista

Mostrei aqui em artigo recente a malandragem do PT ao procurar o PSD. O partido de Robinson Faria seria a tábua de salvação da candidatura Fátima Bezerra, que estaria à deriva sem um nome forte na cabeça da chapa. Só isso interessaria aos petistas.

Esperteza petista II

A comprovação da malandragem vem com a escorregadia posição do PT em refutar uma aliança proporcional com o mesmo PSD, onde as candidaturas de José Dias e Gesane Marinho são encaradas como prejudiciais ao catálogo dos nomes petistas.

Puro sangue

Nas redes sociais, lideranças petistas pregam uma chapa isolada do partido para deputado federal e estadual. E lembram que nas vezes em que se coligou, o PT correu risco de não emplacar uma cadeira na Assembleia. E chegou a ficar sem vereador.

Federal

No PDT, se depender do prefeito Carlos Eduardo, o partido seguirá unido na luta para eleger o jornalista Sávio Hackradt deputado federal e renovar a cadeira de Agnelo Alves na Assembleia. O partido poderá também reivindicar a segunda suplência de senador.

Violência

A ditadura comunista venezuelana assassinou 33 pessoas em apenas 50 dias de manifestações. Para os estatísticos do revanchismo, os anos de regime militar no Brasil tiveram 216 mortos, onde mais de 80% deles partiram para o confronto armado.

Três em um

No clássico de ontem, Lionel Messi registrou mais três marcas históricas. Superou Di Stefano como maior artilheiro do confronto (21 gols), é o segundo maior artilheiro da Liga (236 gols) e tornou-se o primeiro barcelonista com um hat-trick no Bernabeu.

Equívoco

Outra vez, parte da mídia esportiva local tratou como “clássico” um jogo do Globo contra um grande de Natal. Não há tradição nem história num confronto América x Globo. De clássico mesmo ontem, só o golaço de Arthur Maia, típico da camisa 10.

Neymar

A colunista Cleo Guimarães, de O Globo, conta hoje do clima anti-Neymar na torcida do Barcelona, onde 58% preferem o brasileiro na reserva de Pedro. Cleo diz que a camisa de Neymar é só a quinta mais vendida, atrás de Messi, Iniesta, Fábregas e Piqué.

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