Jair Rodrigues – Por Alex Medeiros

Por Bráulio Tavares No Jornal da Paraíba O Brasil chorou a morte de Jair Rodrigues, aos 75 anos, com aquela…

Por Bráulio Tavares

No Jornal da Paraíba

O Brasil chorou a morte de Jair Rodrigues, aos 75 anos, com aquela ponta de remorso de toda platéia que empurrou um artista para a prateleira dos fundos e só lembra das suas qualidades quando percebe que o perdeu.

Sou um desses, porque, embora não ficasse imune à simpatia pessoal e ao talento do cantor, não ouvia um disco inteiro dele há mais de trinta anos. Fazer o quê? O Brasil é assim. Ninguém pode ser novidade de novo a cada ano, embora alguns tentem heroicamente.

O lado positivo é que, na música brasileira, quem foi muito famoso durante alguns anos conseguirá viver de shows eternamente, se souber cuidar da própria agenda. Quando viajo pelo interiorzão do Brasil, nunca deixo de ver faixas ou cartazes no clube local anunciando o show de alguém cujo nome não aparece na TV há décadas.

O Brasil é grande, e uma fama residual, bem administrada, dura pelo resto da vida.

O primeiro grande momento de Jair foi a “Disparada” de Geraldo Vandré e Théo, que ele defendeu num festival com um vigor poucas vezes visto.

Foi aquele caso feliz do intérprete ideal para uma música diferente. Campeã do festival junto com “A Banda” de Chico Buarque, ela mostrou naquele momento de intensa renovação que a música regional era uma fonte inesgotável de vigor, com uma potência épica que estava sendo redescoberta por músicos como Sérgio Ricardo, Edu Lobo e outros.

Outro grande momento de sua carreira foi seu programa de TV ao lado de Elis Regina. Mais uma vez, o caso feliz de dois intérpretes de gosto musical parecido e estilo parecido: exuberante, pra-fora, a plenos pulmões.

Ver os dois juntos na TV, para minha geração, produzia uma irresistível vontade de correr para o violão mais próximo e tentar compor algumas músicas. Felizmente obedeci a este impulso.

O terceiro momento marcante de Jair foi a famosa “Deixe que digam, que pensem, que falem… Deixa isso pra lá, vem pra cá, quê que tem… Faz mal bater um papo assim gostoso com alguém?”. Era o “samba da mãozinha”:

Jair marcava o ritmo com um vaivém da mão espalmada que para alguns tinha um sentido obsceno mas que na verdade era apenas o suingue musical de quem canta (e rege a banda) com o corpo inteiro.

Como Lenine me mostrou anos depois, foi o nosso primeiro “rap”, nossa primeira música canto-falada (OK, pode ter havido outras antes, mas foi a primeira para nossa geração). Era ainda samba mas já era alguma coisa além do samba.

Mais uma vez, um intérprete incontrolavelmente expressivo que projetava em diferentes ritmos e gêneros uma maneira pessoal de fazer as coisas. Jair teve nesses momentos a criatividade e os recursos técnicos para tornar seus esses diferentes tipos de canções alheias. (BT é escritor e compositor)

O botocudo

Não há outra explicação para o envio de Sérvolo Oliveira para o PT de Natal, a não ser o fato de que Luiz Inácio já havia definido a militância local como um bando de “bundões”. Aí o assessor de Fernando Lucena aloprou nas trincheiras virtuais.

Dissimulando

A direção do PT tratou de isolar o falastrão do Facebook, numa nota frouxa sugerindo total inocência na prática de Sérvolo. Esquece que há mais petistas nas redes sociais ferindo a honra de outros ministros do STF, como Gilmar Mendes e Marco Aurélio.

Grana do povo

O Supremo também tem culpa no ato do PT e PR em usar dinheiro público, do fundo partidário, para pagar advogados de mensaleiros. O financiamento da farra eleitoral dos partidos deveria ter dinheiro privado e não público, mas a Corte não decidiu assim.

Grana do povo II

O fundo partidário é onde parte dos impostos da sociedade vai parar, sustentando os partidos e seus eventos políticos e eleitorais. O STF proibiu doação de empresas, deixando a putaria restrita ao dinheiro do erário, como agora no caso do PT e do PR.

Cultura canhota

Outro dia Dilma Rousseff disse que a canção “Samba do Avião”, de Tom Jobim, fora feita em homenagem aos exilados retornando ao Brasil. Não sabia que era de 1963, portanto antes de iniciar o regime militar que derrubou o golpista João Goulart.

É a convivência

Na semana passada, o empresário Abílio Diniz, que andou nos lençóis da senadora sexista do PT, disse no Forum de Comandatuba que a canção “We Are The Champions” era dos Beatles. Os fãs da banda Queen e de Fred Mercury quase vomitam no recinto.

Inflação

Banner que circula nas redes sociais informa: a gasolina aumentou e vai subir mais, o pão está 3 por R$ 1, o ovo 2 por R$ 1, a batata inglesa disparou, o tomate disparou, o feijão encareceu, a energia vai subir de novo, tudo acelerou, menos o Felipe Massa.

Guardião

O MP-RN arruma uns assessores… Depois do caso da academia de ginástica, do prédio abandonado, dos auxílios disso e daquilo, dos carros blindados, dos depoimentos ilegais, agora tem um guardião da instituição cuja vida pregressa não condiz com o MP.

Brasil 1 e 2

No âmbito da moral, da ética e da retidão constitucional, há dois países hoje. Ou você é do Brasil de Dilma Rousseff, ou é do Brasil de Joaquim Barbosa. Eu, com muito orgulho, sou do segundo país. E para acabar com o primeiro, a solução é Aécio Neves.

Espanha

O técnico da seleção espanhola, Vicente Del Bosque, encaminhou hoje à FIFA uma lista com 30 jogadores, de onde sairão os 23 que virão ao Brasil. A ausência de Arbeloa e a presença de Diego Costa são os destaques. A convocação oficial sairá no dia 25.

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