Jessier Quirino lança neste sábado seu 8º livro no Teatro Riachuelo

Jessier Quirino é um daqueles artistas multifacetados, fera em poesia, música e artes cênicas

Poeta, compositor e artista de palco, Jessier Quirino. Foto: Divulgação
Poeta, compositor e artista de palco, Jessier Quirino. Foto: Divulgação

“Êita, cumpadi véio, isso é c… e cuspido paisagem de interior, matuto no mêi da pista, menino chorando nu, rolo de fumo e beiju, cochão de palha listrada, um par de bêbo agarrado, preto véio rezador, jumento, jipe e trator, lençol voando estendido, isso é c… e cuspido paisagem de interior.”. É difícil escutar o tema Paisagem de Interior e segurar o sorriso. Afinal, humor é com o paraibano nascido em Campina Grande e radicado em Itabaiana (onde mora desde 1983), autor de cinco CDs e oito livros – o último deles, Papel de Bodega, é o que motivou o show apresentado ontem, com nova sessão marcada para este sábado, às 22h, no Teatro Riachuelo.

Jessier Quirino é um daqueles artistas multifacetados, fera em poesia, música e artes cênicas que a mídia de Minas para baixo caracteriza como ‘regional’, ‘nordestino’ – com todo o subjetivismo que os termos oferecem.

Sim, ele é nordestino e representa como poucos uma região rica em matéria-prima para olhos e ouvidos privilegiados. Em suas canções e causos interioranos, o sentimento de quem vive distante da cidade grande, isolado na quentura e na secura, aflora em um lirismo cômico sem parentesco com o que se faz da Bahia ao Maranhão. Acompanhado por seis músicos, o show sequencia o sucesso da turnê Vizinhos de Grito – com a qual percorreu todo o país.

O jovem escritor potiguar João Melo de Sousa se espelha em Quirino. Formado em música e leitor da poesia de Ferreira Gullar e Carlos Drummond de Andrade, ele verá pela terceira vez uma apresentação do paraibano. “Morro de rir com as histórias de Quirino. E a parte musical sempre é de muita qualidade, com instrumentistas que parecem personagens das narrativas que ele conta”.  Papel de Bodega se assemelha a obras anteriores, em que o esforço para igualar língua e literatura é frequente. O DVD Vizinhos de Grito, primeiro da carreira de Quirino, é resultado do um espetáculo que perpassa toda obra do autor. “Ele é uma das maiores fontes de inspiração que um escritor pode ter”, confessa João Melo.

Formado em arquitetura e músico autodidata, Jessier Quirino se considera um mero domador de palavras, “[...] um abridor de veredas poéticas e musicais no bem sortido território das artes nordestinas e cuida de defender sua poesia a golpes de declamações, textos e canções”, como destaca o release oficial do evento. Poucos nomes têm o respeito e a admiração de colegas como ele, que se desdobra para conciliar os shows com o trabalho de arquiteto autônomo. “O que mais gosto de sua poesia musicada é a perfeita união entre letra, ritmo e arranjos. Ele consegue mostrar perfeitamente o cenário nordestino em suas composições”, diz João Melo.

Dança oriental
O show “Noites do Oriente – Diálogos Dança e Música”, com a bailarina Nuriel El Nur, alunas da Escola de Dança Tuareg e convidadas, acontece, neste domingo (15), no Teatro de Cultura Popular, às 19 horas. O espetáculo mostrará o trabalho desenvolvido na escola ao longo deste ano de 2013, e comemorará o talento de uma das bailarinas da casa Agatha El Nur (foto). Ela, que é estudante de Educação Física, acabou de conquistar o Padrão de Qualidade da casa de chá egípcia Khan El Khalili (SP).

Livro
Já nas livrarias o trabalho do músico e naturalista Bernie Krause, A Grande Orquestra da Natureza (Zahar Editora). Ele é um dos maiores especialistas do mundo em sons naturais, que passou a vida viajando e gravando o coro de vozes da natureza, além de ser músico e técnico de estúdio que integrou a equipe dos Rolling Stones, Bob Dylan, Stevie Wonder e George Harrison. Krause também figurou em produções hollywoodianas, em filmes como O Bebê de Rosemary e Apocalipse Now (quer mais?). Aqui ele compartilha descobertas fascinantes sobre a importância do ambiente auditivo para a sobrevivência animal e os efeitos nocivos do ruído sobre o delicado equilíbrio entre presa e predador nos últimos lugares selvagens onde paisagens sonoras permanecem praticamente inalteradas.

Musa dinamarquesa
Mesmo com a derrota para a seleção brasileira no Mundial que acontece na Sérvia (o Brasil terminou a primeira fase invicto, líder do grupo, e agora enfrenta a Holanda pelas Oitavas de Final), as dinamarquesas, tricampeãs olímpicas de handebol, fazem sucesso no torneio. Lideradas pela central Kristina Kristiansen (foto), a beleza das escandinavas chamam a atenção da torcida e da imprensa, que não cansa de retratá-las. Aos 24 anos, com 1,63m e 54kg, ela tem tatuagens e prega um estilo de vida alternativo para manter a compleição física em dia.

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