José Agripino afirma que o Democratas optou pela sobrevivência na convenção

Durante a convenção, Agripino fez um desabafo sobre o momento atual vivido pelo Democratas no Rio Grande do Norte

Foto: Divulgação
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“O partido optou por sobreviver. O Diretório disse, a Executiva recomendou e agora a Convenção homologou”. A afirmação foi feita pelo presidente do Democratas, senador José Agripino, sobre o resultado final da convenção estadual do partido, realizada neste domingo (15), em Natal. Depois de quase seis horas de reunião e votação, ficou decidido que o DEM não vai lançar candidatura própria ao governo do Estado. A maioria dos convencionais optou pela formação de aliança na chapa proporcional para as eleições de outubro.

De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RN), 243 delegados estavam aptos a votar. Desse total, 121 votaram a favor da opção defendida pelo senador Agripino, de que é preciso fazer aliança proporcional para garantir a sobrevivência do partido, mantendo a representatividade da sigla na Assembleia Legislativa e no Congresso Nacional. Dos 195 delegados que votaram, 63 optaram pela candidatura à reeleição da governadora Rosalba Ciarlini. Foram registrados também 9 votos nulos, 2 brancos e 48 abstenções.

Durante a convenção, Agripino fez um desabafo sobre o momento atual vivido pelo Democratas no Rio Grande do Norte. “Ao longo do governo de Rosalba, eu, silenciosamente, procurei sempre ajudar, ela sabe disso. Atuei como um tecelão para formar um arco de alianças que pudesse dar apoio à sua administração. Mas o governo foi construindo um isolamento administrativo e político do qual eu não participei. Hoje, estamos nessa situação. É preciso entender que eu sou presidente nacional da legenda e minha obrigação é defender a sobrevivência do partido”, argumentou o senador.

A convenção aconteceu na sede do partido em Natal, por volta das 9h, com explicações técnicas sobre o procedimento da votação. Em seguida, a governadora Rosalba Ciarlini fez uma explanação administrativa sobre seu governo. E na sequencia, foi facultado o uso da palavra aos convencionais. O deputado federal Felipe Maia e o ex-deputado federal Ney Lopes defenderam suas posições.

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