“José Dias não prova o que fala; Gesane foi abandonada pelo partido”

Deputado do PSB convida Gesane para palanque de Henrique e Wilma

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A desistência de Gesane Marinho causou repercussão na Assembleia Legislativa, tanto de forma crítica (pelas palavras de José Dias), quanto positivas, na visão do deputado estadual Tomba Farias, do PSB. Segundo ele, atualmente, não é mais possível fazer política sozinho, isolado, por isso, a decisão de Gesane Marinho é totalmente justificável e ela, agora insatisfeita com o PSD, será “muito bem vinda no palanque do PMDB e do PSB”.

Quanto às declarações de José Dias, que acusou Gesane de ter negociado essa desistência com adversários. “José Dias fala aquilo que pensa e o que quer. Ele hoje é como se fosse o líder do PSD na Assembleia e defende exclusivamente os interesses do partido, mas a verdade é que ele não tem como provar as coisas que diz, como daquela vez que afirmou que o Governo estava comprando os deputados com as emendas parlamentares, o que não aconteceu”, garantiu Tomba.

Segundo o deputado do PSB, o histórico de Gesane Marinho na Assembleia mostra que ela jamais seria capaz de fazer algo dessa maneira, até porque sempre foi uma pessoa de partido. “Quem acompanha a Assembleia, sabe que Gesane sempre acompanhou as decisões do PSD, sempre votou com o partido. Acho que foi o partido que a abandonou, não o contrário”, acrescentou Tomba.

Esse “abandono” é comprovado quando se observa a forma como o partido conduziu as negociações para as eleições deste ano. Primeiro, fechou com o PT a aliança para a majoritária e depois aceitou que os petistas não se aliassem na proporcional para deputado estadual. Fez o mesmo com o PC do B, se mantendo sozinho para a disputa pela Assembleia Legislativa.

“Política não se faz sozinho. É preciso um suporte de candidaturas para a proporcional. Todo deputado sabe disso e o PSD escolheu sozinho seu caminho, priorizando a chapa majoritária. Se tivesse no lugar dela, tomaria a mesma decisão, porque o que o partido fez foi usurpar o direito dela ser candidata em condição de ser reeleita”, acrescentou Tomba.

Isso porque, o PSD precisará fazer um número de votos muito alto para garantir, ao menos, dois espaços na Assembleia – e garantir a reeleição de Dias e Gesane. O problema é que, sozinho, fica bastante complicado e, para alguns, até inviável essa possibilidade. Se muito, o PSD conseguiria reeleger só um nome. “Aqui se fala em acordão, mas a verdade é que é muito importante uma coligação forte. Política, hoje, se faz com conversa, somando esforços. Quanto mais somar, melhor”, acrescentou Tomba.

CONVITE

O deputado estadual do PSB afirmou que Gesane agora estar livre para escolher o que fará nas eleições de 2014, tendo dois caminhos a seguir: apoiar Robinson Faria ou ficar ao lado do PMDB e do PSB, apoiando a candidatura de Henrique Eduardo Alves ao Governo e de Wilma de Faria para o Senado. “Ela seria muito bem vinda no nosso palanque (do PMDB/PSB), somando ao nosso grupo”, garantiu. (CM)

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