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Júnior Teixeira é o novo secretário de Agricultura

Data: 18 março 2013 - Hora: 18:06 - Por: Marcelo Hollanda

A nomeação do atual presidente da Associação Norte-riograndense dos Criadores (Anorc), Júnior Teixeira, como secretário estadual da Agricultura deve sair publicada na edição desta terça-feira no Diário Oficial do Estado. O convite foi feito no domingo durante conversa com a governadora Rosalba Ciarlini na residência oficial.

Por telefone ao JH, Jr. Teixeira disse que a governadora garantiu autonomia de trabalho ao novo auxiliar. Ele pediu para não fazer qualquer outro comentário até a oficialização do decreto de posse. Mas comentou que o motivo de ter aceitado a indicação feita pelo deputado Henrique Eduardo, correligionário de partido, o PMDB, não tem “qualquer motivação de poder e muito menos salarial”.
Um dos maiores criadores de cavalos quarto de milha do País, Teixeira disse que assumirá movido “pelo entusiasmo de pode dar uma contribuição à pasta e aos produtores que passam pelas dificuldades da seca”.

No ano passado, ele organizou uma pequena expedição pelo estado e documentou os efeitos da estiagem. Sua iniciativa inspirou a Federação da Agricultura a empreender uma nova expedição que levou o nome de “Retratos da Seca”, que percorreu 1.100 km do estado, levando mais de 40 jornalistas. O documento elaborado pela Faern com base nessa viagem foi entregue nesta segunda-feira à governadora Rosalba Ciarlini.

Num documento sucinto de apenas sete páginas, a Faern pedirá oficialmente à governadora para que o estado seja avalista de um fundo para aquisição de alimento para os rebanhos potiguares pelo prazo de 90 dias. O dinheiro seria usado diretamente pelo produtor para aquisição de volumo e protéicos.

Com o nome de “Programa de Salvação dos Rebanhos”, a ação beneficiaria todos os criadores de bovinos, bubalinos, equinos, asininos, muares, ovinos e caprinos que tenham declaração de vacinação do Idiarn contra febre aftosa. Os interessados teriam que se inscrever num dos escritórios da Emater para ter acesso ao dinheiro via Correios ou depósito em conta bancária.  Na condição de futuro secretário de agricultura, Jr. Teixeira pediu hoje para não comentar a ação da Faern.

Unidade Animal

Para chegar a um cálculo aproximado do montante necessário, os técnicos da Federação criaram uma Unidade Animal (UA) para os diferentes tipos de animais. O touro, por exemplo, corresponde ao valor de 1,25 UA; a vaca, 1,00 UA; animais entre dois a três anos de idade, 0,75 UA; animais de serviço 1,50 UA e ovinos e caprinos adultos 0,25 UA.

Pela proposta, a Emater encaminharia a documentação dos criadores para uma análise prévia da Agência de Fomento a quem caberia gerar a ordem de crédito. Com base na declaração do rebanho por categoria animal, e acompanhada do documento comprobatório de vacinação contra a febre aftosa, os técnicos da Emater transformariam o rebanho em Unidade Animal, informação que serviria de base de cálculo para a concessão de crédito.

O documento entregue à governadora nesta tarde defende essa fórmula como maneira de apressar a chegada de recursos aos produtores com dificuldade de tomar recursos nos bancos, especialmente o BNB, que acusam de só facilitar crédito junto aos micro e pequenos agricultores vinculados ao Pronaf e esquecer outras faixas descapitalizadas de criadores.

Segundo o documento da Faern, há hoje 606 mil cabeças no RN das 807 mil cadastradas em 2011 – configurando uma perda de 201.750 cabeças provocada pela seca do ano passado. A proposta é  socorrer os produtores com dinheiro para que eles mesmos adquirissem o milho e o volumoso, já que há queixas de que o programa oficial é lento e ineficaz.

Ao considerar as mortes de cabeças em 25% e estimar um socorro efetivo para 50%  do rebanho por 90 dias, a proposta da Faern estimou o socorro aos grandes animais em R$ 178,2 milhões e dos pequenos animais em R$ 54,7 milhões, totalizando R$ 232,9 milhões.

Para captar o dinheiro, pela proposta, o estado criaria um fundo de aval para garantir a alavancagem dos recursos junto ao Fundo Social do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Social.  Já os recursos do FNE – Fundo de Investimento do Nordeste – seria operacionalizado usando o Fundo de Aval como instrumento garantidor, criado nos Agentes Oficiais de Crédito de pelo Governo do Estado.

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