Katy Perry é acusada de plágio por rapper cristão pela música “Dark horse”

Artista afirma que a cantora copiou uma música de sua autoria em 'Dark horse'; Cantora foi chamada de 'filha do diabo' pelo próprio pai

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O rapper cristão Marcus T Gray, mais conhecido como Flame, abriu processo contra a cantora Katy Perry por um suposto plágio em sua música “Dark horse”, sucesso no ano passado.

Na ação judicial aberta na terça-feira, no estado do Missouri, Flame afirma que Katy copiou “Joyful noise”, famosa canção de louvor do artista, usando batida e melodia iguais. 

Flame diz no processo que sua música foi “irreparavelmente manchada por sua associação com bruxaria, paganismo, magia negra e referências aos Illuminati” que estariam presentes na faixa da estrela americana.

Ele também acusa Katy e os outros autores de “Dark horse” de terem violado as leis de direito autoral ao utilizar sua composição sem permissão.

“Joyful noise” faz parte do disco “Our world: Redeemed”, de 2008, indicado ao Grammy de Melhor Álbum Gospel de Rock ou Rap.

O advogado de Flame, Eric Kayira, disse ao diário local “St Louis Post-Dispatch” que as comparações entre as duas músicas “percorreram” diversos sites antes do rapper ser avisado da semelhança entre ambas.

Chike Ojukwu, Lecrae Moore e Emmanuel Lambert, produtores de “Joyful noise” assinaram a ação ao lado de Flame. Eles pedem que Perry seja impedida de usar a música, além de uma reparação financeira.

“Dark horse” é cantada pelo ponto de vista de uma bruxa. Seu clipe, que apresenta uma temática egípicia, teve mais de 440 milhões de vizualizações no Youtube.

O vídeo causou controvérsia no início deste ano quando mais de 60 mil pessoas pediram que o clipe fosse retirado do ar devido a uma cena em que um colar islâmico é queimado por Kate. A cantora foi acusada de blasfêmia por muçulmanos.

Após a polêmica, uma nova edição foi feita substituindo a peça religiosa por um colar simples de ouro.

A artista de 29 anos, cujos pais são pastores, cresceu em uma família religiosa. Seu álbum de estreia, “Kate Hudson”, de 2001, era um disco de rock cristão.

Em uma entrevista para a revista “Marie Claire” em dezembro, Kate mostrou que se distanciou da fé em que foi criada. “Eu não acredito em céu ou inferno ou em um velhinho sentado nem trono”, disse.

“Eu acredito em um poder superior, maior do que eu, porque isso me mantém responsável. Eu não sou budista, não sou hindu, não sou cristã, mas eu sinto que tenho uma conexão profunda com Deus.”

Os representantes da cantora ainda não se pronunciaram sobre o caso.
Fonte: O Globo

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