Kelps Lima condiciona: “Havendo crime, sou favorável ao impeachment”

O deputado relembra: “No primeiro pedido de impeachment que tramitou na Assembleia, eu fui o único que votou a favor”

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Alex Viana

Repórter de Política

Legislativa, o deputado estadual Kelps Lima (SSD) afirmou hoje que o Movimento Articulado de Combate à Corrupção (MARCCO), autor do pedido de impeachment contra a governadora Rosalba Ciarlini (DEM), agiu com responsabilidade ao elaborar a ação político-jurídico, tendo levado cerca de seis meses. Ele afirmou que se os crimes de responsabilidade supostamente cometidos pela governadora apontados pelo MARCCO forem confirmados pela Assembleia Legislativa não terá como ser contra o impeachment.

“No primeiro pedido de impeachment, que tramitou no ano passado na Assembleia Legislativa, eu fui o único que votou a favor e tenho total liberdade para votar contra ou a favor nesse. O MARCCO não age politiqueiramente. Mas critico o interesse politiqueiro de alguns setores. A ação politiqueira é de quem sequer leu o pedido e, por razões politiqueiras, já se disse a favor. Já o MARCCO não posso dizer que agiu politiqueiramente. Porque o MARCCO leu. Passou seis meses e fez uma coisa responsável. A AL também vai fazer uma análise”, disse Kelps, durante entrevista ao “RN em Debate”, da TV União.

O impeachment da governadora tramita na CCJ. Na semana passada, o processo ganhou o relator: o deputado estadual Hermano Morais (PMDB), presidente da comissão. Em entrevista ao Jornal de Hoje, publicada no fim de semana, Hermano disse que o pedido de impeachment “tem argumentos bem respaldados”. Para Kelps, porém, é cedo para conclusões: “Não deu tempo de analisar toda a documentação. Mas os indícios são muito negativos contra a governadora”, antecipa. “Em havendo crime de responsabilidade eu sou a favor”, afirmou.

O parlamentar, todavia, se mostra crítico quanto ao uso político do impeachment. Na sua avaliação, os defensores precipitados do pedido agem como politiqueiros, já que o afastamento da governadora representa o estabelecimento de uma nova conjuntura política no Estado, com um novo governo, liderado pelo atual vice-governador Robinson Faria, pré-candidato do PSD ao governo do Estado. “O que está distorcido, e esse é o perigo da democracia, é o interesse politiqueiro”, afirma Kelps.

Advogado de formação, Kelps definiu o que seria crime de responsabilidade. “Crime de responsabilidade é a governadora ter cometido algum ato deliberado que gera prejuízo para a administração pública”. Segundo o MARCCO, Rosalba cometeu ao menos cinco crimes de responsabilidade, com ilegalidades eleitorais, orçamentárias, desrespeito aos poderes, descumprimento de decisões judiciais e improbidade administrativa.

“Não dá pra avaliar se Rosalba cometeu crime de responsabilidade porque ela não tem nenhuma sentença com trânsito em julgado. Então nós vamos fazer essa análise. Se a Assembleia fizer essa análise de que ela cometeu, então, ela deve ser cassada. Tem que ser cassada. Mas isso não é a leitura que algumas pessoas com interesse politiqueiro querem fazer”, concluiu o parlamentar.

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