Kelps Lima: “Rosalba é incapaz de estabelecer projetos para o RN”

Deputado estadual cobre também explicações do Tribunal de Justiça e MP

Kelps: “Não vejo sentido se discutir pacto de governabilidade em torno desse atual governo. Porque Rosalba não tem projeto”. Foto: Divulgação
Kelps: “Não vejo sentido se discutir pacto de governabilidade em torno desse atual governo. Porque Rosalba não tem projeto”. Foto: Divulgação

O presidente do Diretório Estadual do Partido Solidariedade, deputado estadual Kelps Lima, afirmou na manhã de hoje que não se vê ninguém discutindo projetos para o Estado. “Há de fato uma mudança de paradigma na sociedade, que enxerga a necessidade de mudança de postura em relação à gestão. Mas isso a gente não vê sendo debatido. É um problema, porque estamos precisando de uma nova postura em relação à máquina administrativa”, avaliou.

Autor de propostas que tornam a gestão mais eficiente, Kelps abordou a discussão sobre a necessidade de um pacto de governabilidade para o Rio Grande do Norte. A opinião dele, entretanto, é de que é difícil envolver o governo Rosalba Ciarlini (DEM) em qualquer pacto, devido ao que classifica de incapacidade da gestão de estabelecer projetos.

“Eu não vejo nenhum sentido se discutir pacto de governabilidade em torno desse atual governo. Porque Rosalba não tem projeto algum e não se discute governabilidade em cima de um governo desastrado. Eu, por exemplo, não me sinto motivado a participar de um pacto para dar governabilidade a um governo que desgoverna. Eu não quero participar desse pacto”, disse o parlamentar.

DESSINTONIA

Embora devesse ser o maior responsável por conduzir as discussões quanto ao futuro do RN, o deputado Kelps Lima afirmou que a falta de projetos não é exclusividade da gestão Rosalba. Nesse sentido, ele cita a discussão sobre incentivo ao querosene de aviação, cujo debate, na sua avaliação, precisaria ser mais amplo, e não setorial.

“Agora se está discutido o incentivo para o querosene de aviação. É um debate absolutamente inócuo, se não vier acompanhado de uma política tributária a ser implantada no RN, apontando também quais setores essenciais precisam de incentivo”, afirma.

Kelps diz que recebeu nesta manhã um telefonema da Federação das Indústrias, preocupada com a questão do PROADI. “Você vê cada lado e setor puxando para o seu lado, e faltando a quem de direito, que é a classe política, condensar e ver qual o melhor para o RN. Porque esses interesses para o RN são legítimos, mas não se discute uma política tributária para o Estado”, critica o parlamentar.

ORÇAMENTO

Para Kelps, outro problema é a discussão orçamentária. Segundo ele, quando se discute orçamento, não se fala de onde vem o dinheiro. “Quais os setores da economia que estão contribuindo com a arrecadação de ICMS?

Onde se poderia potencializar a arrecadação? Existem mil formas de melhoria de arrecadação, até incentivos pontuais que geram mais emprego e aumento da arrecadação. Mas não se discute abertamente isso. Onde, na arrecadação, se pode abrir mais para que benefícios venham para a sociedade em forma de tributação?”, questiona.

Visando discutir o futuro, Kelps sugere que os partidos políticos puxem o debate para si. E indica a Assembleia como palco das discussões. “Acho que essa discussão de redistribuição do orçamento tem que ser feita, sentando o governo, de forma muito clara, com os poderes, na Assembleia, publicamente, e se discutir quanto se está arrecadando, quem está gastando mais. O governo precisa dizer o que está fazendo para qualificar seus gastos e a arrecadação”.

“MP e TJ têm que dizer quanto estão gastando”

Para o deputado estadual Kelps Lima, órgãos como Tribunal de Justiça e Ministério Público precisam ingressar e participar do debate. “O Ministério Público e o Tribunal de Justiça têm que dizer com que estão gastando. Por que não?”, sugere o parlamentar, pugnando pela responsabilidade de todos os entes estatais. “Infelizmente, não vemos iniciativas, seja do governo, seja da Assembleia, seja dos demais órgãos, no sentido de se discutir este tema”, completa. “Seria preciso um grande movimento, de fato, para elaborar um grande projeto para o RN. É uma verdade terrível. Mas não se identifica esse movimento”, lamenta.

Além dos partidos políticos, Kelps sugere que outras entidades também provoquem o debate, a exemplo de Federação das Indústrias, Ordem dos Advogados do Brasil e Sindicatos dos Servidores Públicos. “Não cabe só ao governo, cabe aos partidos, aos grandes segmentos da sociedade. Mas não vemos esse movimento. Existe movimento só de reclamação, não de formulação”.

Kelps conclui chamando a atenção para o fato de que as eleições do ano que vem ocorrerão sem que haja um debate mais aprofundado sobre o Rio Grande do Norte. “As eleições estão vindo e mais uma vez ninguém discute um projeto para o Estado. Teremos em 2014 a repetição do que tivemos em 2010″, concluiu (AV)

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