Laís inicia 2ª fase de tratamento e prioriza reintegração

Ela permanece internada no Hospital Jackson Memorial, em Miami, mas teve progressos significativos nesse período: já respira sem aparelhos, alimenta-se normalmente e diz ter sentido alguns estímulos

Brasileira em uma competição de atletismo, com a participação da Seleção que está em Miami. Foto: Divulgação
Brasileira em uma competição de atletismo, com a participação da Seleção que está em Miami. Foto: Divulgação

Na vida de Laís Souza, a partir de agora, cada estímulo é motivo para celebração. A ex-ginasta, que havia trocado a modalidade pelo esqui na neve e sofreu um acidente durante a preparação para os Jogos Olímpicos de Inverno, em Sochi, que resultou em uma grave lesão na coluna, dá uma lição de vida todos os dias.

Ela permanece internada no Hospital Jackson Memorial, em Miami, mas teve progressos significativos nesse período: já respira sem aparelhos, alimenta-se normalmente e diz ter sentido alguns estímulos. Porém, o que mais importa é que está voltando ao convívio com outras pessoas.

O médico brasileiro que trabalha no hospital em Miami, Antônio Marttos Júnior, tem acompanhado o caso desde o início, a pedido do Comitê Olímpico Brasileiro. Ele tem coordenado o tratamento, ao lado de outros médicos da equipe do hospital, da fisioterapeuta e amiga de Laís, Denise Lessio. Juntamente a família da atleta, todos têm ficado impressionados com o progresso e a vontade da paciente e, com isso, investem na terapia de ressocialização, para que ela deixe o ambiente hospitalar e perceba que tem cada vez mais razões para seguir adiante.

Esta é a segunda fase do tratamento, segundo o médico. “Ela passou pela fase critica de forma heróica e segue lutando para ter a melhor qualidade de vida possível de acordo com as limitações que tem. Lais luta pela recuperação da parte hemodinâmica e o mais importante nesse momento tem sido a reintegração dela com a sociedade”, disse Antônio Marttos Júnior.

“Já saiu do hospital para alguns passeios e fez questão de tomar um pouco de sol. Conseguimos levá-la a locais públicos, sempre acompanhada da equipe médica, é claro. Sorri, canta e está muito feliz por ver que consegue fazer isso. O grande passo é a segurança que ela está ganhando com essas ações. Ela tem uma força de vontade incrível”, explicou.

Na última semana, Laís foi a uma competição de atletismo, com a participação da Seleção Brasileira que está em Miami, a um jogo de basquete, fez exercícios na piscina, foi a um show e utilizou o metrô. Ela tem se locomovido em um carro adaptado ou em cadeira de rodas.

Com isso, se sentiu viva e confiante. “Estas vitórias são muito importantes. Ela está ciente da gravidade da lesão, do duro caminho que tem pela frente e está trabalhando para conseguir a melhor condição possível. Não podemos prometer nada, alem de muito trabalho, dedicação e acesso a tudo de mais moderno que existe e existirá na medicina. O futuro vai dizer até onde ela poderá chegar”, explicou Marttos Júnior.

Enquanto isso, a equipe médica não mede esforços e estuda vários métodos de tratamento até mesmo pouco comuns, pelo menos no Brasil, para que a atleta tenha progressos. Isso inclui tratamentos com células tronco e com um exoesqueleto, controlado pelo cérebro. Todos os dias, Laís passa por uma rotina árdua no setor de reabilitação de lesões medulares, com exercícios de fisioterapia motora, respiratória e terapia ocupacional.

Fonte: Terra

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