Laudo do Instituto de Criminalística garante pirâmide financeira na Priples

Segundo a Polícia Civil, perícia constatou dados alarmantes em documentos da empresa

Polícia já encaminhou laudo à Justiça. Foto:Divulgação
Polícia já encaminhou laudo à Justiça. Foto:Divulgação

A pedido da Delegacia do Ipsep, peritos do Instituto de Criminalística (IC) realizaram um laudo técnico com base em três livros de movimentação contábil da Priples. Concluído, o documento demonstra que a empresa funcionava no esquema “Ponzi”, a pirâmide financeira, modelo considerado ilegal pela Justiça brasileira desde a década de 50.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Carlos Couto Ferraz, a perícia é clara ao revelar os percentuais relacionados à empresa. “Relativo ao movimento de abril, maio e junho, o IC constatou que 99,9% de toda a receita da Priples era advinda do recebimento de novos usuários. Do total de mais de R$ 103 milhões movimento, apenas R$ 80 mil provinha de outra receita, número irrelevante”, contou o delegado.

As ofertas de até 60% de rentabilidade mensal não poderiam ser oferecidas pela Priples. “Enquanto em outras empresas os participantes esperavam cerca de três meses e meio para ressarcir o valor inicialmente investido, na Priples essa espera era de no máximo um mês e meio”, disse Couto Ferraz. O laudo já foi encaminhado à Justiça e ficará na responsabilidade da juíza Sandra Beltrão, da 9ª Vara Criminal da Capital.

A assessoria do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) informou que ainda não há datas previstas para possíveis audiências. Após passarem 12 dias presos em agosto de 2013, os proprietários da Priples, Henrique Maciel Carmo de Lima e sua esposa, Mirele Pacheco de Freitas, responderão o processo em liberdade. O bloqueio dos bens móveis, imóveis e dos saldos dos sócios, conseguido pela Polícia ainda em 2013, continua em vigência.

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