Leandro Damião não joga mais até a Copa e deve parar por 60 dias

Uma possível cirurgia também não é descartada

Damião ainda não justificou os R$ 42 milhões investidos pelo Santos. Foto: Divulgação
Damião ainda não justificou os R$ 42 milhões investidos pelo Santos. Foto: Divulgação

O centroavante Leandro Damião não joga mais pelo Santos até, pelo menos, a paralisação para a Copa do Mundo. O médico do clube, Rodrigo Zogaib, informou que o atleta apresentou um quadro de pubeíte (lesão ocasionada por inflamação na região do púbis) e iniciou um processo inicial de 30 dias de tratamento afastado das atividades com os demais, podendo ser ampliado para 60 devido ao período da Copa. Uma possível cirurgia também não é descartada.

“Ele (Damião) tem um quadro de pubeíte, um processo inflamatório na região do púbis causado por um desequilíbrio muscular entre a coxa e o músculo abdominal. É algo cada vez mais recorrente entre os jogadores de futebol, todos os grandes clubes do Brasil e de fora tem um número de pubalgia ou pubeíte anual. Aqui temos uma média de três a quatro atletas no ano”, disse o médico.

Inicialmente, Damião perderá todos os seis jogos do Santos antes da Copa, diante de Princesa do Solimões-AM, nesta quinta-feira, Atlético-MG, dia 18, Goiás, 22, Flamengo, 25, Bahia, 29, e Criciúma, 1º de junho. Posteriormente, durante a competição entre seleções, a sequência no tratamento será estudada conforme a evolução do atleta.

“O tratamento pode demorar até três meses, 90 dias, mas não podemos tratar um atleta desse nível como um corredor comum, de praia. O atleta de alto nível por uma série de problemas que vão desde o calendário até os valores envolvidos na negociação, o período no clube, não podemos fazer como queríamos”, explicou.

“Temos duas formas de lidar com o tratamento: 30 ou 60 dias. Em 30 dias já tenho uma programação, ele para por 25 dias os tratamentos lá dentro e os últimos cinco no treinos com gestos esportivos, até, talvez, com bola. Dependendo do quadro dele, se não podemos usar até o período da Copa do Mundo. Já conversei com o atleta e ele se colocou à disposição”, completou o médico.

Zogaib externou que o camisa 9 já apresentou o quadro ainda nos exames médicos iniciais antes de ter a contratação anunciada, no início de janeiro, mas que, mesmo assim, o acerto não foi repensado.

“Tinha e foi detectado, mas não (o clube não repensou a contratação). O Santos se não for o clube que mais examina os atletas deve empatar com o que mais faz isso. Somos muito minuciosos clinicamente e com os exames complementares. Isso começou no meio do ano passado, quando sentiu a lesão na coxa que o tirou da Copa das Confederações. Ele parou, então, os exercícios na coxa, depois precisou ganhar musculatura local e isso gera um desequilíbrio. Ele tinha problema como vários atletas que chegam, nenhum vem sem nada”, argumentou. “Colocamos (para a diretoria) que existia o risco da lesão aumentar, já contávamos com isso, é algo que pode ocorrer”.

O Santos não descarta ainda que o atleta seja submetido futuramente a cirurgia. “É um tratamento conservador, adequado, um reequilíbrio feito, mas na falha disso pode entrar o cirúrgico. Claro que não vamos trabalhar pensando nisso, mas caso venha a ocorrer usaremos o período do final do ano. Demoraria de dois a três meses”.

Damião perdeu a condição de titular absoluto e foi reserva na vitória por 2 a 0 contra o Figueirense, no último domingo, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro, em Londrina. Ele não marca há seis jogos e está próximo de superar o maior jejum da carreira, chegando a 499 minutos.

O Santos esclareceu oficialmente na terça que deu carta branca ao técnico Oswaldo de Oliveira com relação ao aproveitamento do camisa 9 e que confia na recuperação, recusando, inclusive, propostas de empréstimo pelo atleta.

Fonte: Terra

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