Operação Lei Seca: Trabalho sério realizado pelo tenente Styvenson incomoda e ele vira alvo

O trabalho de prevenção da Lei Seca pode salvar a vida de milhares de pessoas

Foto: Divulgação
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Não é de hoje que o tenente Eann Styvenson, da Companhia de Polícia Rodoviária Estadual, vem sendo perseguido pelo trabalho que realiza nas noites natalense, retirando de circulação motoristas alcoolizados e, podem ter certeza, evitando dezenas de mortes nos últimos meses. Juízes, políticos, médicos, advogados, jornalistas e até policiais já foram flagrados pela equipe do CPRE.

Ao longo dos últimos dois anos, pessoas influentes se sentiram incomodadas com as constantes barreiras policiais e testes de bafômetros. O tenente Eann Styvenson já chegou a ser retirado do CPRE, mas voltou para a Companhia por ser capacitado e especializado nesse tipo de trabalho.

Recentemente, virou alvo de piadas na internet e nas redes sociais, após ser publicado que um veículo em seu nome tinha cotas de licenciamento e seguro DPAVT em atraso. O Gol, ano 1999/2000, de acordo com o oficial, não é usado e está guardado na garagem da casa da mãe.

Pois bem, o tenente está errado em não ter pago os seus impostos? Está. Mas isso não diminui a importância do trabalho dele na aplicação da Lei Seca e nem deve ser usado como ferramenta para desqualificar o oficial da Polícia Militar.

Para quem não sabe, vários veículos oficiais do Governo do Estado circulam diariamente com essas mesmas taxas atrasadas. Até mesmo viaturas da Polícia Civil de várias delegacias têm documentação em atraso.

Quem está crucificando o tenente Eann Styvenson são aqueles que não querem a fiscalização, não querem ser incomodados por estarem dirigindo sob efeito de álcool e colocando vidas em risco ou aqueles que já foram surpreendidos pelas barreiras.

O que essas pessoas não sabem é que o trabalho de prevenção da Lei Seca pode salvar sua própria vida ou a vida dos seus filhos. Espero que o Comando da Polícia Militar mantenha o trabalho do CPRE e mantenha o tenente Eann Styvenson a frente das operações, embora saiba que a “pressão” para o deslocamento dele para outra companhia é grande.

Fonte: Portal BO

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