Líder do PV confirma apoio ao PMDB para o Governo do Estado

O senador do PV, que é médico cardiologista, fala também, sobre o programa "Mais Médicos", implantado pelo Governo Federal

Joaquim Pinheiro
Repórter de Política

O senador Paulo Davim, presidente do PV estadual, anunciou na manhã de hoje que o PV manterá a aliança política com o PMDB nas eleições majoritárias deste ano no Rio Grande do Norte. Ele entende que o entendimento com o partido liderado no Estado pelo deputado federal, Henrique Eduardo e pelo senador Garibaldi Filho foi bom para o Partido Verde, já que elegeu um deputado federal (Paulo Wagner) e possibilitou a ocupação de uma vaga no Senado representada por ele (Paulo Davim) na condição de suplente do senador Garibaldi Filho, atualmente ocupando o ministério da Previdência Social. O senador do PV, que é médico cardiologista, fala também, sobre o programa “Mais Médicos”, implantado pelo Governo Federal, que provocou uma grande polêmica em todo o País. “Posso dizer que o princípio de levar médicos para regiões de difícil provimento é bom. A falha está na forma”, disse o senador, lembrando que  ainda é cedo para que seja feita uma avaliação embasada. Segue a entrevista com o senador Paulo Davim, presidente do PV estadual.

O JORNAL DE HOJE – No seu entendimento o processo sucessório foi deflagrado?
PAULO DAVIN – Foi sim. No momento em que os partidos políticos começam conversar entre si, preparar suas nominatas, os candidatos começam visitar suas bases eleitorais e a discussão em torno de chapas majoritárias, não tenho dúvidas que o processo foi iniciado.

JH – Existe alguma definição do PV sobre alianças políticas para as eleições de 2014?
PD – Os integrantes do Partido Verde continuam conversando com todo mundo. O PV faz parte de uma aliança há 4 anos e foi essa aliança que possibilitou a eleição de um deputado federal (Paulo Wagner). A aliança política com o PMDB possibilitou o único senador do PV no Congresso Nacional. Portanto, a manutenção da aliança com o PMDB será positiva para o partido.

JH – Qual é o propósito do PV nas eleições deste ano?
PD – A prioridade é fortalecermos a nossa representação no parlamento, tanto estadual, quanto no Congresso Nacional. Para que isso ocorra, o partido, através dos seus representantes vai intensificar as viagens e os entendimentos com outras legendas, na capital e no interior do Estado, principalmente. Vamos aumentar nossa capilaridade para elegermos o maior número possível de candidatos nas Assembleias Legislativas e na Câmara Federal.

JH – Quais os nomes que o Partido Verde dispõe para concorrer ao pleito deste ano?
PD – Teremos uma grande nominata com candidatos representantes de vários municípios do interior do Estado e da capital, também. Será uma nominata plural e bastante representativa, já que o PV é um partido que tem uma proposta recorrente que é o crescimento do País com sustentabilidade e respeito ao meio ambiente.

JH – Quais as expectativas sobre os trabalhos este ano no Senado?
PD – É de que sejam votadas as matérias pendentes e importantes para o Brasil. Por exemplo, a reforma tributária, o financiamento da saúde e a carreira nacional para médicos, da qual sou relator, entre várias outras de interesse nacional.

JH – O PV será aliado ou adversário da presidenta Dilma Rousseff na eleição deste ano?
PD – O nosso partido terá candidatura própria para a presidência da República. Trata-se do ex-deputado federal, Eduardo Jorge, um médico conceituado que foi precursor da emenda 29 da saúde. Entendo que ele seja o melhor nome na ótica do PV por razões programáticas, perspectiva de inovação na gestão pública e perspectiva de uma política de sustentabilidade para o Brasil.

JH – Que avaliação o senhor faz do programa “Mais Médicos”, implantado recentemente pelo Governo Federal?
PD – Até agora não temos números para fazer uma avaliação embasada. Mas posso dizer que o princípio de levar medidos para as regiões de difícil provimento é bom. A falha está na forma. É uma medida provisória que tem duração de 3 anos, entretanto, o Brasil precisa apresentar soluções definitivas. Somos a sétima economia do mundo e o Brasil tem um papel relevante na geopolítica da América Latina e no mundo, por isso, não podemos ficar renovando soluções temporárias em definitivo, o que não ocorrerá com a implantação da carreira do médico, a exemplo da magistratura e outras carreiras onde os profissionais têm seus direitos trabalhistas respeitados e perspectiva real de progressão na carreira. Considerando também, que essa carreira terá como porta de entrada o interior do Brasil, exatamente nas áreas de difícil provimento.

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