Longas viagens preocupam estrangeiros mais do que grupo da morte em sorteio

Com sua equipe desacreditada entre torcedores e público depois de alguns resultados medíocres em campo, o treinador da seleção inglesa,…

Para alguns técnicos, aqui no Brasil jogar em cidades próximas será mais importante que a qualidade dos adversários. Foto:Divulgação
Para alguns técnicos, aqui no Brasil jogar em cidades próximas será mais importante que a qualidade dos adversários. Foto:Divulgação

Com sua equipe desacreditada entre torcedores e público depois de alguns resultados medíocres em campo, o treinador da seleção inglesa, Roy Hodgson, tem motivos para aguardar com certa apreensão o sorteio dos grupos da Copa do Mundo, na sexta-feira. Mas em vez de temer cruzar prematuramente o caminho de algum favorito ao título do torneio, Hodgson diz estar cruzando os dedos para que seu time não acumule milhas aéreas em viagens internas pelo Brasil.

“Estou bem mais preocupado em ver qual será nossa chave, pois ela pode determinar o quanto vamos viajar na primeira fase. O Brasil é um país imenso e isso me parece bem mais importante agora”, disse o treinador inglês nesta segunda-feira, em Londres,durante uma entrevista coletiva.

Hodgson, que chega na quarta-feira à Bahia para o sorteio, não é o único a mostrar certa apreensão. A preocupação com deslocamentos no Mundial concorre com a expectativa de “grupos da morte”em função do uso do ranking da Fifa como critério para a definição dos cabeças-de-chave (algo que, por exemplo, prejudicou os ingleses, normalmente privilegiados pelo título mundial de 1966).

Um exemplo é a Alemanha, cuja logística pré-sorteio incluiu visitas preparatórias e início de conversa com três localidades – Itu (SP), Porto Seguro (BA) e Praia do Forte, também no litoral baiano. “Essa multiplicidade de sedes é necessária para que possamos reagir quando soubermos em que grupo vamos ficar. O Mundial do Brasil será um desafio para todos nós. Quem não se adaptar à logística vai perder”, afirmou na semana passada o treinador da Mannschaft, Joachim Loew.

Itália e Espanha, as duas equipes europeias que disputaram a Copa das Confederações, sentiram na pele – literalmente – o inverno brasileiro mais quente que o verão europeu. “É um país muito quente e isso é um desafio para os jogadores se não houver tempo suficiente para a recuperação”, diz Cesare Prandelli, treinador da Azzurra.

Desde o anúncio da tabela do Mundial, em 2011, a imprensa internacional, em especial a europeia, frequentemente faz menção às dificuldades logísticas de viagem para seleções e torcedores indo ao Brasil. Mais recentemente, o aspecto financeiro também ganhou destaque por conta das notícias de aumentos em preços de passagens e hotéis.

Fonte:UOL

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