Lulu Santos e Capital Inicial marcam inauguração de casa de shows

A Pipa Open Air ficará aberta durante o ano inteiro

“Naquele amor, a sua maneira, perdendo meu tempo a noite inteira”. A versão aportuguesada de De Música Ligera, dos argentinos do Soda Stereo, uma das músicas que ajudaram a restabelecer o Capital Inicial como uma das bandas nacionais de maior sucesso já tem data para ser cantada, mais uma vez, pelos potiguares. No dia 11 de janeiro, no novo espaço para eventos do litoral, a Pipa Open Air, Dinho Ouro Preto, Yves Passarell, Fê e Flávio Lemos, os dois últimos, irmãos fundadores do Capital e integrantes históricos da primeira banda de Renato Russo, o Aborto Elétrico, estarão na praia que os ingleses do The Guardian elegeram a mais bonita do Brasil. Será a segunda atração na estrutura armada ao ar livre, que terá sua inauguração no próximo dia 04, com o show de Lulu Santos.

A expectativa da organização, dentro de uma parceria entre a Viva Promoções e a Luan Promoções (PE), é de um público de 10 mil pessoas, neste primeiro módulo da Pipa Open Air – ao ser concluída, a capacidade quadriplicará. Localizada na avenida principal da famosa praia do município de Tibau do Sul, ela desperta curiosidade dos frequentadores, já em grande número para as festas de fim de ano. Um dos que aguardam o início das apresentações é o jovem empresário Manoel Raoni, de 26 anos, que destaca a relevância do Capital Inicial dentro da cena roqueira. “Eles são meio comerciais, por causa do Dinho, que é meio metido a gatão. Mas têm boas músicas e são do grupo de bandas que surgiram nos anos 1980, quando o rock nacional começou a fazer sucesso”.

O projeto arquitetônico da Pipa Open Air permitira que o frequentador mantenha contato com a natureza, situação indispensável para boa parte das pessoas que procuram o destino na hora do lazer ou do descanso. Para os mais exigentes, em termos de conforto, a casa terá um camarote especial montado pela rede internacional de boates, Pink Elephant, cuja matriz é em Nova York. Mas os fãs querem se misturar, cantar diante do palco, e para isso nada melhor do que apostar na lista de hits emplacados pelo grupo de Brasília. Raoni destaca a presença de Yves Passarell, ex-guitarrista do Viper, icônica banda de heavy metal Viper. “Depois que ele entrou o Capital [2001], o som melhorou muito. Ele trouxe a bagagem que consegui no metal e usou isso no som do Capital. Mesmo sendo um som mais leve, ele fez com que tivesse uma pegada mais rock, com menos ênfase nos teclados”.

Basta ouvir o clássico Independência, de 1987, para ver que Raoni tem razão. A Pipa Open Air ficará aberta durante o ano inteiro. Para tanto, grandes eventos serão definidos nas próximas semanas. Com uma área privativa de estacionamento, coberta por seguro total para os veículos, algo raro e interessante aqui no Estado, a arena aposta em dois medalhões do rock em sua estreia. Se o polêmico integrante do júri do The Voice Brazil investirá em temas românticos e eletrônicos, no dia 04, os roqueiros da Capital Federal mesclam faixas também mais suaves, com acordes nervosos, ainda que dentro de um formato pop. “Pipa e rock tem tudo a ver. Faltava isso por aqui. Todo feriado eu venho para cá e antes só tinha som nos bares, ou então música baiana nas boates”, comemora Raoni.
R4J

 

Blog

Lá no blog (conradocarlos.jornaldehoje.com.br) eu postei um vídeo com o show completo do Metallica na Antártida, em um dos eventos mais impressionantes já realizados. Foi uma promoção da Coca-Cola, que levou cerca de duzentas pessoas, entre fãs, jornalistas e equipe de produção para o Continente Branco. A apresentação é da VJ da MTV argentina, Mikka Lasardi. Tem também um link com uma coletânea de música brasileira selecionada pela revista eletrônica inglesa Sounds and Colours, que lançou no mês passado um livro sobre o Brasil. Por fim, republiquei minhas impressões sobre o livro Mao – Uma História Desconhecida, veiculado aqui n’O Jornal de Hoje em novembro de 2012. A repetição foi motivada pelo 120º aniversário do Grande Timoneiro, o homem que não escovava os dentes nem tomava banho.

 

Peça

A bilheteria do Teatro Riachuelo terá funcionamento especial para quem quer garantir os ingressos do espetáculo “Minha Mãe é Uma Peça”, com Paulo Gustavo. Ela ficará aberta até o domingo (29), das 14h às 20h. Os ingressos custam a partir de R$ 40 (meia entrada plateia B, frisas e balcão nobre), também disponíveis no site www.ingressorapido.com.br. Clientes Unimed Natal e Cabo Telecom têm 50% de desconto para a aquisição de uma entrada (valor inteiro).O setor da plateia está com os últimos ingressos à venda.  Mais Informações: www.telepesquisa.com e (84) 3620-5262.

 

Veraneio

Você pode não gostar, mas que a abertura da temporada de 2014 da Arena Circo Pirangi será um sucesso de público, isso ninguém duvidará. É que, pela primeira vez, a Trivela com Asa de Águia tocará na praia mais badalada do litoral Sul. A festa será no dia 04 de janeiro e contará ainda com apresentações das bandas Oito7Nove4 e Forró da Pegação. Os ingressos já podem ser adquiridos pelo site www.showdeingressos.com.br, na loja Stalker do Cidade Jardim e na bilheteria da própria Arena Circo Pirangi.

 

Kimura

A galera que promove prêmios esportivos precisa olhar com atenção para o professor Jair Lourenço, mestre fundador da academia Kimura Nova União. São vinte anos de dedicação a um esporte outrora marginalizado, que agora começa a render frutos para quem sempre foi honesto e trabalhador. Quem o conhece Sabe o quanto ele é parceiro, prestativo e competente. Tanto que não para de lançar lutadores no UFC – casos de Renan Barão, Ronny Markes, Jussier Formiga e Gleison Tibau. Nenhum treinador local conseguiu tanto êxito em sua modalidade como ele.

 

Carpentier

Um dos autores cubanos que mais gosto é Alejo Carpentier. Aqui mesmo no JH já publiquei algumas resenhas sobre livros de sua autoria, como “Os Passos Perdidos” e “Concerto Barroco”, ambos com a música no foco de uma ficção sofisticada, erudita. Acredito que sua obra máxima, O Século das Luzes, é obrigatória para a compreensão das agruras que acometem a América Latina. Assim como os ensaios de Visão da América. Agora, leio no El Pais, da Espanha, que foi publicado em Cuba um livro em que ele conta suas dúvidas sobre o processo criativo, a publicidade, a televisão e a temporada em que morou na Paris dos anos 1930. Espero que alguma editora se anime de editá-lo por aqui.

 

Xuxa, 1, 2, 3

A depressão da apresentadora com o fim repentino de seu TV Xuxa é o desfecho de uma carreira marcada pela montagem de um reino encantado, feito o que Michael Jackson criou no Rancho Neverland. A bolha de nostalgia em que ela vive, uma hora ou outra, iria estourar. Sem talento e interesse em estudar e se reinventar como artista, ela insiste naquele ar infantiloide de quem sempre está pronta para dizer: “Bom dia, amiguinhos!”, mesmo flertando com públicos mais velhos. Há tempos que a Rainha dos Baixinhos virou uma plebeia de sertanejos e cantores que ninguém nunca ouviu, foco de notícias sobre relacionamentos vigentes ou fracassados (até porque sua beleza continua intacta, majestosa, acima de qualquer cirurgia plástica). Como quase todo mundo que foi criança ou adolescente nos 80s, eu via aquela nave espacial cheia de loirinhas bonitas como o momento mais feliz de meu dia (ela foi a primeira fantasia de muita gente, não?). Hoje, no máximo, rende um bom especial para recordar o passado. Lamentável.

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