Mac Mini é computador mais acessível da Apple e o mais econômico do mundo

O Mac mini é o computador da Apple voltado para quem nunca teve um Mac e quer experimentar, ou para quem procura um Apple mais econômico para o bolso.

O Mac mini é o computador da Apple voltado para quem nunca teve um Mac. Foto: Divulgação
O Mac mini é o computador da Apple voltado para quem nunca teve um Mac. Foto: Divulgação

Ele já está a anos no mercado internacional e brasileiro. No seu lançamento, foi um grande destaque, mas agora é mantido na linha de produção por ser o Mac a preço mais popular. O Mac mini já passou por muitas mudanças, e continua por aí.

O Mac mini é o computador da Apple voltado para quem nunca teve um Mac e quer experimentar, ou para quem procura um Apple mais econômico para o bolso.

A versão testada é a última lançada, no final de 2012, a mais parruda e completa que se pode adquirir. Será que ele equivale a um bom computador que não seja marca Apple? Será que ele bate um MacBook Pro? Quando é que vale sua compra? Vamos conferir.

A favor:
• Lindo, pequeno e prático;
• Aguenta qualquer função pretendida;
• Versão mais econômica de um Mac.

Contra:
• Placa de vídeo integrada à placa mãe;
• Não possui leitor óptico;
• Mouse, teclado e monitor não acompanham o produto.

Design

Como todo produto Apple, o Mac mini tem design caprichado, além de ser bem diferente. Parece impossível, mas todo um computador (incluindo a fonte) cabe em uma pequena caixa de 19,7 e 3,6 centímetros de altura. É um item para ser mostrado, que vai ajudar na decoração da sua casa ou trabalho.

É um quadrado todo em alumínio fosco, com cantos arredondados e arestas muito precisas. Pesa pouco mais de um quilo, e pode ser facilmente levado a tiracolo. Traz somente o cabo de força, mas esqueça aquela fantasia de se livrar dos cabos: os diversos periféricos fazem com que ele fique cabeludo de tanto fio.

Acima dele há o logotipo da maçã em preto brilhante, enquanto que na frente fica o receptor infravermelho e um LED que indica quando ele está ligado e quando está em repouso. Esqueça o leitor de mídia ótica: a Apple já abandonou isso há alguns anos, e se você ainda tem DVDs e CDs em casa, vai precisar comprar um leitor externo. Para alguns, isso pode ser péssimo.

Abaixo há uma tampa redonda, que também serve como pé do computador. Ela é lisa, e o Mac mini vai sambar facilmente na sua mesa. Ela pode ser retirada para que você possa realizar upgrades de memória, a única coisa que pode ser mexida no hardware interno do Mac mini com certa facilidade. Outras mudanças, só com assistência.

A traseira também é em plástico preto, e apresenta todas as conexões da máquina alinhadas, junto ao botão de energia e a saída de som e ar, que fica abaixo de todas as conexões. Esse botão na traseira é um incômodo, e em certas situações, vai dar dor de cabeça.

A saída de ar é pequena porque ele é todo feito em alumínio no processo unibody (é um bloco único de alumínio), e isso ajuda a arrefecer o hardware e trocar o calor por ar frio. Ainda assim, quando abusamos do processamento, ele pode chegar a mais de 80 graus no interior, ficando bem quente ao toque externo.

E ele não vai bem apenas no home office ou no trabalho. Por ser tão pequeno, você pode conectá-lo a uma TV HD na sua sala para assistir conteúdo da internet, ou diretamente do computador.

Se você preferir se livrar de alguns fios, pode ter acessórios de qualquer marca, mas também os da Apple, que são lindos. Há mouse, teclado, trackpad e até HDs sem fio que disfarçam um pouco a bagunça e facilitam o uso em outros cômodos da casa.

Conexões

Praticamente tudo o que você precisa de conexão já tem no Mac mini. E o que não tem vai dar trabalho, pois ele não pode ser modificado nessa parte. Depois do botão de força e da conexão para o cabo de força, ele apresenta Ethernet, FireWire 800 (muito utilizada por quem mexe com edição de vídeo) e uma HDMI.

Depois, temos a Thunderbolt, nova conexão da Apple, que nada mais é do que uma DisplayPort (também da Apple) mais rápida e que aceita mais periféricos como HDs, leitores ópticos (embora ainda não existam muitos no mercado), etc.

A seguir, encontramos quatro USB 3.0, com boa velocidade, mas que logo você saberá que é pouco para tantos periféricos com essa conexão hoje em dia; um slot para cartão SD, que a Apple demorou a inserir em suas máquinas, mas que é uma benção para quem usa máquinas fotográficas, smartphones e outros.

Finalmente, abaixo do slot, há uma conexão de entrada de áudio e uma de saída, ambas analógicas e digitais. A entrada de microfone é outra coisa que a Apple demorou a incluir. Nas conexões sem fio, traz WiFi a/b/g/n, Bluetooth 4.0 e infravermelho para usar com o controle remoto da empresa.

Hardware e processamento

Mesmo ele não chegando nem aos pés do topo de linha da Apple, o MacPro, dá para dizer que o modelo testado é o top em sua categoria, sendo o Mac mini mais potente que o dinheiro pode comprar.

Temos aqui processador Intel i7 3720QM Ivy Bridge quad-core de 2,3GHz com cache L3 de 6MB, que com o Turbo Boost pode chegar a até 3,6GHz. Essa é uma tecnologia que pode ser chamada de “overclock dinâmico”, pois aumenta a velocidade do processador quando for necessário. Quando o processador não alcança seus limites elétricos e térmicos, o próprio hardware vai aumentando seu clock para dar mais desempenho à máquina. Isso é feito de forma automática.

Somado a isso temos 16 GB de memória RAM, o limite para essa máquina. São dois slots 204-pin PC3-12800 DDR3 SODIMM a 1600MHz. Não é a memória mais veloz que existe, mas faz o Mac mini voar baixo. Cada slot traz um pente de 8 GB, o que o deixa mais equilibrado e faz com que use melhor a memória.

Tudo seria lindo, não fosse um pequeno detalhe chamado placa de vídeo. Dentro dele há uma Intel HD Graphics 4000, que é uma placa integrada à placa mãe, significando que divide com ela memória (até 1GB) e outros recursos, deixando-a mais fraca e menos potente do que se fosse separada e tivesse seus próprios elementos.

Esse é o calcanhar de Aquiles do Mac mini, e não há como modificar isso. Ainda assim, ele alcançou 13508 pontos no benchmark Geekbench 3, similar ao resultado do MacBook Pro de 2013, mas nem perto dos 32813 de um MacPro novinho.

O que isso significa? Que você poderá fazer o que quiser no Mac mini, pois ele tem processamento e desempenho de sobra para dezenas de apps ligados ao mesmo tempo, dezenas de abas no seu navegador, jogos pesados e edição de vídeo profissional.

Você não poderá editar o novo filme da Pixar com qualidade nessa máquina, e a placa de vídeo não o deixa jogar, por exemplo Battlefield 4 em qualidade máxima, mas praticamente qualquer outro irá rodar, como Crysis 2, Call of Duty: Modern Warfare 3, Diablo 3, Skyrim, PES 2013, Counter Strike Source e mais.

Depende muito do processador unido à placa e, nesse caso, a placa de vídeo aqui pode até ser equiparada com alguns modelos da Radeon, dedicada. Em relação à geração anterior do Mac mini, funções como renderização 3D estão mais de duas vezes mais velozes.

Para as funções do dia-a-dia, ele é bem silencioso, parecendo que nem está ligado. Mas se você o colocar para editar vídeos, ele irá mostrar o barulho da ventoinha interna à toda, e aí sim fica bem mais barulhento.

No modo de espera ele consome apenas 11 watts, superando em seis vezes os requisitos da Energy Star e sendo o computador mais econômico do mundo. Ele suporta até dois monitores simultâneos.

Sistema operacional e usabilidade

Dentro de todo Mac há o OS X, o sistema operacional desenvolvido pela própria empresa. Aqui, no caso, é possível rodar a atualização mais recente possível, a Mavericks 10.9.2, disponível gratuitamente para qualquer Mac.

O OS X está cada vez mais parecido com o iOS, o sistema operacional para dispositivos móveis da Apple. O intuito é deixar os dois muito parecidos para que seja fácil interagir com ambos. Muitos dos aplicativos do OS X já operam em conjunto com o iOS.

É um sistema simples e bonito. Em sua diagramação se parece muito com o Windows, e no final você verá que muitas coisas entre eles são similares. Mas Apple trabalha muito na beleza, então ícones, janelas, transições e aplicativos são extremamente bonitos, de encher os olhos.

Você pode ter até quatro desktops simultâneos, cada um com uma coisa rodando. Há também o Dashboard, uma tela que acomoda widgets variados com horas, previsão do tempo, calendário e outros.

Cada canto da tela (ou gestos com diferentes números de dedos) pode executar uma ação diferente, como o Mission Control, que revela todas as janelas e aplicativos abertos, ou te mostra apenas o desktop. O Launchpad é similar ao iOS, e mostra todos os aplicativos da máquina em uma grade como a de um smartphone ou tablet.

Também similar a dispositivos móveis, há uma Central de Notificações que fica no lado direito da tela, escondido. Lá você confere não apenas avisos do sistema, como também de agenda, aplicativos e redes sociais como Facebook e Twitter, com os quais o sistema é totalmente integrado.

Existem vírus e malwares para Mac, aos montes. Mas é mais difícil deixá-los entrar porque o OS X possui uma série de recursos de segurança que pedem permissão para tudo, e impedem que você instale aplicativos maliciosos.

Há uma série de recursos dentro do sistema que otimizam a memória para ter mais espaço livre e que diminuem o gasto de energia do computador, até mesmo entre uma tecla digitada e outra.

O iCloud é um sistema de armazenamento em nuvem onde você pode guardar informações do Mac, senhas, backups, fotos, vídeos e até mesmo preferências e progressos de aplicativos e jogos. São 5GB gratuitos, pagando caso queira mais.

Aplicativos e mídia

Na memória do Mac mini, além do sistema operacional Mavericks, já vêm uma série de aplicativos que o deixam pronto para ser utilizado, com ferramentas de texto e produtividade.

São eles Anotações, App Store, Automator (realiza tarefas automáticas), Calculadora, Calendário, Captura de imagem (funciona com scanner), Catálogo de fontes (já vêm algumas fontes junto), Contatos, Dicionário, Editor de Texto, FaceTime (chamadas por vídeo entre produtos Apple) e Game Center, que guarda suas conquistas em jogos.

Há também iTunes, Lembretes, Mail, Mapas, Mensagens (funciona com quase qualquer mensageiro instantâneo), Notas, Photo Booth (tira fotos divertidas), Pré-visualização (editor de imagens simples), QuickTime Player (reprodutor de vídeos), Reprodutor de DVD, Safari (navegador), Stuffit Expander, Time Machine (programa de becape) e Xadrez.

Outra vantagem é que a Apple disponibilizou alguns softwares da marca gratuitamente, incluindo seus updates. São suas duas famosas suítes, iLife e iWork. Nessa última, são aplicativos similares aos da suíte Office da Microsoft, com Pages (Word), Numbers (Excel) e Keynote (PowerPoint). Funcionam com os arquivos da Microsoft com algumas limitações.

A suíte iLife traz o iPhoto (gerenciador e editor de fotos), iMovie (editor de filmes simplificado e de fácil uso) e o GarageBand, para você compor suas próprias músicas, com instrumentos e sons incluídos.

Um Mac pode ser também um PC

Se você pensa em comprar um Mac, mas ou é usuário Windows e tem receio, ou precisa do Windows com frequência, pode ficar tranquilo. É totalmente possível criar uma partição extra no HD dele e instalar a versão desejada do Windows no Mac. O mesmo vale para Linux.

Essa é uma via de apenas uma mão, pois a Apple não permite que seu sistema operacional seja instalado em computadores de outras marcas. Então, oficialmente, essa é a única solução para viver nos dois mundos. Você pode fazer isso com virtualizadores como o VMWare ou o Parallels também, mas a Apple já envia no sistema o Bootcamp, que faz a partição do disco para você.

Também dá para deixar o OS X de lado e ficar apenas com o Windows, mas isso seria bem estranho, já que um computador com Windows é bem mais barato.

Armazenamento

Há três opções de armazenamento para esse modelo de Mac mini. A do hardware que testamos, 256 GB SSD, é o disco de estado sólido, similar à memória que encontramos em pen drives. Como vimos, isso deixa ele muito mais rápido, além de ser mais seguro por não conter partes móveis físicas como um HD, deixando-o mais resistente.

Mas se você preferir, pode escolher o armazenamento no tradicional HD, em versões de 500 GB e 1 TB, ambas rodando a 5400 rpm, o que o deixa um pouco mais devagar (computadores normais e maiores têm o HD rodando a 7200 rpm).

E há também a versão conhecida como Fusion, que nada mais é do que uma mistura entre HD e SSD, com pouco mais de 1 TB de armazenamento. Ele é uma criação da Apple, e traz 128 GB de SSD e 1 TB de HD.

No início, tudo fica armazenado no SSD, mas com o tempo o computador aprende o que você usa mais e passa o resto para o HD, deixando-o mais útil mais rápido. O único problema é que, quando não está em uso, o HD gira mais devagar, e tudo o que precisar ser acessado nele pode ficar mais lento ainda.

O que vem na caixa

A caixa é mais do que sucinta, muito diferente de quase qualquer PC que você compre por aí. Para começar ela parece uma caixa de bombom, pois não mede mais do que 21 centímetros.

Dentro dela estão o Mac mini, seu cabo de força branco, um adaptador HDMI/DVI, dois pequenos manuais e os adesivos da maçã. Isso significa que você terá de comprar mouse, teclado, monitor e qualquer outro acessório à parte.

Isso é uma estratégia da Apple, que prega que você pode facilmente substituir seu computador por um Mac mini, pois poderá utilizar qualquer periférico que já tenha consigo.

Para quem é

Um Mac mini é para os que desejam um Mac sem precisar gastar tanto. Ele não é barato como um PC, isso é fato, mas pode caber no bolso de quem precisa de poder e qualidade, mas não quer o mais potente.

Se você não vai tirar ele de cima da mesa, se não precisa de portabilidade, ele é uma escolha melhor do que um MacBook Pro, pois custa bem mais barato e pode chegar à mesma configuração máxima do notebook. Ele serve para qualquer coisa que você possa imaginar, contanto que você não tenha um estúdio de cinema.

Ele edita vídeos, mexe com 3D, CAD e também é ótimo para quem quer apenas usá-lo para o dia-a-dia, pois seu sistema é bonito e simples, e os aplicativos da Apple permitem que você solte sua criatividade e crie músicas, vídeos, sites, apresentações e muito mais, de maneira bem simples.

Sua desvantagem está na placa de vídeo, que é integrada e na falta de leitor óptico. Mas é praticamente tão portátil quanto um notebook, bastando você ter acesso a um monitor para onde for. Essa versão mais poderosa deixa muito computador no chinelo, e atenderá todas as suas expectativas.

Informações

Apple Mac mini (late 2012)
Preço: a partir de R$2.800 (R$5.900 o modelo testado)
Sistema operacional: OS X Mavericks 10.9.2
Processamento: Intel i7 quad-core de 2,6GHz
Memória RAM: 16GB (máximo)
Vídeo: Intel HD Graphics 4000 integrada
Mídia ótica: não
Armazenamento: 256GB SSD
Conectividade: Wi-Fi 802.11 a/b/g/n, Bluetooth 4.0, Ethernet, 4 USB, 1 FireWire 800, 1 Thunderbolt, 1 HDMI, microfone digital/analógico, áudio digital/analógico, slot para cartão SD
Dimensões: 19.7 x 19.7 x 3.6 cm
Peso: 1.22 kg
Itens inclusos: computador, cabo de força, adaptador HDMI/DVI, manuais e adesivo da maçã.

Fonte:IG

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