Macroplan fará estudo para uso do aeroporto Augusto Severo

A pedido do Sebrae e Fiern, a empresa de consultoria Macroplan incluirá o destino do aeroporto nos eixos de desenvolvimento do programa Mais RN

Reunião CDE SEBRAE-RN -FOTO MARC O POLO

O futuro do prédio do aeroporto Augusto Severo e da área de 42 hectares no entorno da estrutura poderá ser definido nos próximos 30 dias. O Sebrae no Rio Grande do Norte solicitou à Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern) a inclusão de um estudo sobre a utilização da área do aeroporto no programa Mais RN, que está sendo planejado pela empresa de consultoria Macroplan. A ideia é que um estudo preliminar seja entregue em 30 dias para nortear uma audiência pública sobre a questão antes da data oficial para a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) repassar a área à Aeronáutica, marcada para 31 de julho.

A decisão de encomendar um parecer técnico surgiu após reunião, no início da tarde desta sexta-feira (6), com as principais lideranças das classes produtivas. O encontro foi marcado pelo presidente do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae (CDE), Sílvio Bezerra, e reuniu representantes de instituições, como Fiern/Senai, Fecomércio, Faern, Anorc, FCDL, Associação Comercial, Agência de Fomento,  Sedec, Fapern e bancos oficiais. A proposta era que cada representante apresentasse uma sugestão para o uso da área e assim chegar-se a um consenso acerca da opinião da classe produtiva sobre a questão.

Pelo menos, três propostas surgiram na reunião. Uma delas seria a transferência da Central de Abastecimento do RN (Ceasa) para o local. A outra é tornar a área em um terminal intermodal, que integraria os sistemas de transporte rodoviário e ferroviário. A outra seria transformar o antigo aeroporto em um centro de convenções e instalar no lugar um shopping e o museu da aviação. Oriunda da Fecomércio, a ideia é fruto de um estudo elaborado desde o ano passado e que foi entregue na reunião ao Sebrae para apreciação.

De acordo com o Sílvio Bezerra, para se ter um parecer técnico, foi solicitado ao presidente da Fiern, Amaro Sales, a inclusão de um novo estudo sobre o uso da área no programa Mais RN, que está sendo pensado pela Macroplan. O levantamento feito pela Fecomercio foi entregue aos oito técnicos da consultoria, que, a partir desse material, devem elaborar um estudo preliminar e apresentá-lo em 30 dias. De posse desse documento, será proposta uma audiência pública na Assembleia Legislativa para ouvir a população sobre a proposta da classe empresarial.

Além do destino, a Macroplan estaria encarregada também de definir os encaminhamentos necessários para implementação da proposta tanto na esfera pública quanto privada. E o tempo é um dos principais desafios a ser enfrentados para reutilização do aeroporto. Isso porque o prazo limite para entrega da estrutura por parte da Infraero encerra no dia 30 de julho. Qualquer proposta de intervenção da área terá de ser aprovada antes dessa data. “Não dá para pensar num equipamento daquele porte ficar sendo subutilizado ou simplesmente virar uma repartição pública. Não faz sentido. É preciso um melhor aproveitamento da área”, ressalta Sílvio Bezerra.

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