A magia dos álbuns de figurinhas: vídeo da Fifa mostra segredos da Panini

Além de manter a tradição da colagem do papel com os rostos dos jogadores nas folhas dos times, a Panini começou a criar “coleções virtuais” na internet.

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A cada quatro anos, uma família italiana toma de assalto as carteiras pelo mundo afora. Nada de máfia. São os criadores da febre dos álbuns de figurinhas. Os “Panini” tiveram alguns de seus segredos revelados em vídeo produzido e publicado nesta sexta-feira pelo canal oficial da Fifa.

Em Modena, cidade do norte da Itália, Antonio Allegra, diretor de marketing da empresa licenciada para fabricar os álbuns da Copa, conta as estratégias para manter o costume criado há 50 anos e continuar conquistando o mercado global. Além de manter a tradição da colagem do papel com os rostos dos jogadores nas folhas dos times, a Panini começou a criar “coleções virtuais” na internet.

O vídeo mostra um cálculo que pode ser preocupante para alguns menos afortunados. Para ter as 640 figurinhas do Mundial de 2014, seria preciso comprar 4.405. Levando em conta que são cinco em cada pacotinho, cujo custo é R$ 1, o colecionador tem de gastar R$ 881 para completar a coleção. Mas isso não leva em conta, claro, a troca, considerada parte importante no comportamento dos fãs.

Mas a procura pelas figurinhas também pode ser lucrativa não só para a empresa. O primeiro álbum produzido pela Panini, do Campeonato Italiano da temporada 1961/62, por exemplo, é avaliado em 3 mil euros (cerca de R$ 9 mil). O de 1962/63 pode valer até mais, porque são menos as cópias ainda existentes.

Tanta história também acaba servindo para desenvolver novas nuances do relacionamento familiar. Allegra diz que o hábito de colecionar álbuns se tornou uma tradição nesses últimos 50 anos, servindo para envolver avôs, pais e netos na troca de figurinhas num sábado de manhã qualquer.

Fonte: GloboEsporte.com

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