Home > Cultura > “Mais do Mesmo – um novo tributo à Legião”

“Mais do Mesmo – um novo tributo à Legião”

Data: 28 janeiro 2013 - Hora: 18:00 - Por: Dani Pacheco

Quase dezessete anos após a morte de Renato Russo, obra da banda brasiliense Legião Urbana continua viva, atual e pulsante. Não apenas marcou a geração coca-cola dos anos 80, mas, continua arrebatando novos admiradores que entoam suas canções como se fosse um grito contra as diferentes injustiças sociais ou simplesmente, como um desabafo coletivo de seus sentimentos.

A Legião Urbana é vista como os Beatles brasileiros. Faz sentido: mesmo depois da morte de Renato Russo, em 1996, e o consequente fim da banda, ela continua detendo dentro da sua gravadora o terceiro maior vendedor discos no mundo. E, no dia 31 de janeiro, às 21h, o palco do Teatro Riachuelo recebe uma das bandas mais festejadas da cidade: o Uskaravelho, com o show “Mais do Mesmo – um novo tributo à Legião”.

A apresentação em formato acústico e plugado dará novas texturas a clássicos como “Eduardo e Mônica”, “Tempo Perdido” e “Faroeste Caboclo”, que ajudaram a fazer dos anos 80 a década do rock nacional. Para isso, o Uskaravelho sobe ao palco com pianista e naipe de cordas, além dos 5 integrantes da banda.

A noite promete ser mais do que especial e o show de abertura do evento fica por conta de Kiko Zambianchi, um dos ícones do rock brasileiro, que faz uma prévia do lançamento de seu novo CD e DVD acústico.

Com 11 anos de atividade, o Uskaravelho é figura marcante em eventos dos mais diversos portes, difundindo seu rock oitentista. “Tocar no Teatro Riachuelo é um marco para uma banda local e, nesta oportunidade, nós não esperamos fazer menos do que o melhor show de nossas vidas” – promete Clênio Maciel, vocalista do grupo com quem O JORNAL DE HOJE conversou. Confira a entrevista!

 

O JORNAL DE HOJE – Clênio, o Uskaravelho é o primeiro grupo de rock potiguar que se apresenta no Teatro Riachuelo. Como surgiu a ideia deste projeto?
Clênio Maciel – Para nós esse show do dia 31 de Janeiro é a concretização de mais um sonho da banda. Desde que o teatro abriu nós nos imaginávamos naquele palco, dentro de um projeto no qual nós pudéssemos levar ao público o melhor do rock nacional, bandeira que defendemos lá se vão 12 anos. No mês de agosto de 2012 nós fizemos um tributo marcando os 20 anos do último show da Legião Urbana aqui em Natal, e essa festa foi muito massa, onde legionários de várias idades se reuniram no Whiskritório para ouvir e cantar os hinos de toda uma geração. Depois desse show, conversamos com o pessoal do teatro e da Opus, os quais abraçaram conosco a ideia e encararam o desafio de trazer uma banda de rock local como atração principal de um evento na casa. E nada melhor do que levar ao palco do teatro um pouco do melhor da maior banda de rock que o Brasil já teve.

O JORNAL DE HOJE – São 12 anos de atividade, quais foram as principais mudanças que vocês tiveram da época que começaram a banda até os dias de hoje?
Clênio Maciel – O amadurecimento natural, seja cronológico (risos), seja musical. Houve mudanças de formação também, na realidade, da primeira, de 2001, resta apenas eu. Essa formação está reunida desde 2011, contando, além de mim, com Eduardo Passaia (guitarra), Cleo Lima (Guitarra), Jeff Soares (baixo) e Júnior Cavallo (bateria). Mais uma coisa nunca mudou: a alegria de tocar.

O JORNAL DE HOJE – E, por falar… Como surgiu o grupo Uskaravelho?
Clênio Maciel – A banda surgiu em 2001, quando eu reencontrei alguns amigos que tiveram outros grupos de rock na década de 90. Daí começamos na brincadeira, depois tocando em festas de amigos e tals. Quando demos conta estávamos tocando em inúmeros lugares, não apenas em natal, mas também no interior do Rio Grande do Norte, onde temos um público fiel, e ainda em estados como o Ceará, Paraíba e Bahia.

O JORNAL DE HOJE – Quem foi que teve a ideia de chamar a banda de Uskaravelho? E, o que significa?
Clênio Maciel – Em um dos nossos primeiros “ensaios” em 2001, surgiu a brincadeira de que éramos “uns caras velhos” tocando músicas velhas. Daí pra caras velhos se transformar em UsKaravelho foi um pulo.

O JORNAL DE HOJE – O que motivou vocês a fazer esse tributo à Legião Urbana?
Clênio Maciel – Somos fãs de carteirinha do rock nacional, som que fazemos desde o início da história da banda, independentemente de modismos passageiros. E a Legião é banda pela qual temos a maior admiração, respeito, carinho, ou seja: SOMOS FÃS ASSUMIDOS! Preparamos um show mais do que especial, para que tudo saia mais do que perfeito como os fãs da Legião merecem. Há muito tempo trabalhamos nosso repertório com músicas da Legião, mas nada comparado ao show “Mais do Mesmo”. Estamos num misto de nervosismo e empolgação, com muitas horas de ensaio, mas com a certeza de que vamos levar o nosso melhor para que todos tenhamo uma inesquecível noite de rock. O repertório do show contempla cerca de 30 músicas dos álbuns “Legião Urbana, “Dois”, “Que País é esse”, “As quatro estações”, “V” e “Acústico MTV”, atrevés do qual vamos apresentar o que há de melhor na discografia do grupo brasiliense.

JORNAL DE HOJE – Neste show que acontece dia 31 terá participações especiais?
Clênio Maciel – Teremos sim. A primeira delas é logo na abertura da noite. Nada mais nada menos do que Kiko Zambianchi, um dos ícones do robk brasileiro, que trará um especial “voz & violão”, desfilando grandes sucessos da sua carreira, como “Primeiros erros”, “Rolam as pedras”, dentre outras. No nosso shows, contaremos com as participações especiais do tecladista e arranjador Zé Marco e também das cordas do Quarteto Brasiliano.

O JORNAL DE HOJE – Quais são seus próximos projetos?
Clênio Maciel – Pretendemos continuar fazendo shows, aliás agora em 2013 completamos 12 anos de estrada, com quase 1.000 shows realizados. Planejamos levar esse tributo “Mais do Mesmo” para outras cidades do RN, como Mossoró e Caicó, além de estados como Paraíba, Ceará e Pernambuco.  Além disso, estamos projetando a gravação de um novo CD, no qual mesclaremos nossas versões para sucessos do rock nacional com algumas musicas autorais inéditas. Vale aguardar.

Notícias Relacionadas
  • TAGS: