Maitê Proença e Peninha justificam xingamento ao Nordeste

Jornalista que chamou o nordeste de “aquela bosta” se defendeu com arrogância e mais agressões, enquanto Maitê Proença disse que declaração era justificável

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A emenda saiu pior do que soneto. Eduardo Bueno, (*) comentarista do programa “Extraordinários” do canal SporTV, das Organizações Globo, chamou o nordeste de “aquela bosta” durante um debate (veja aqui). Diante de protestos contra preconceito e estereótipos, ao invés de se desculpar, ele tentou “se defender” com arrogância e mais agressões, piorando a situação (assista aqui).

Disse que estava “cagando” para os internautas que protestaram, a quem chamou de “idiotas” e “bando de babacas”.

Quis dar “carteirada” de intelectual no telespectador, afirmando que para discutir com ele sobre o Nordeste era preciso ler os 15 livros de Câmara Cascudo que ele diz ter lido. Depois, quase balbuciando em meio à intervenções de outro comentarista que procurava colocar panos quentes, disse que estava era “brincando”, como se reforçar estereótipos, preconceitos e alimentar ódios fossem brincadeiras aceitáveis.

Para piorar, a apresentadora Maitê Proença (**) disse que “essa gente é de uma leviandade…” (referindo-se a quem se sentiu ofendido, sobretudo nordestinos, mas também todos os brasileiros que amam o Nordeste), e concluiu: “O cara tem que entender que o contexto desse programa permite esse tipo de coisa”.

Quer dizer que o contexto do programa permite chamar o Nordeste de “aquela bosta”, tranquilamente? E leviano é quem se sente ofendido? E quem é chamado de “bosta” é que deveria pedir desculpas ao programa da poderosa TV GloboSat?

É por isso que é difícil assistir qualquer canal que seja das Organizações Globo. Nem jogo da Copa. Só contratam e só convidam quem detona o Brasil, o Nordeste, o povo brasileiro, nossa cultura, nossa gente. Chique, para eles, é Nova York, Milão, Paris, etc.

E os patrocinadores? Quando um executivo da Philips destratou o Piauí durante o movimento “Cansei”, houve um boicote geral, com ninguém comprando produtos da empresa. Será que a Claro, o Itaú, o McDonalds, a Ipiranga, a Kia e Budweiser (mesmo fabricante da Skol, Brahma e Antárctica) querem ir pelo mesmo caminho?

 

Fonte: Pragmatismo Político

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