Ministro Mantega anuncia decisão sobre IPI de carros na segunda-feira

A manutenção da alíquota nos atuais níveis, caso o governo opte por não fazer a elevação, criaria dificuldades adicionais para a arrecadação federal

Mantega havia dito no início do mês que o tributo seria elevado parcialmente, mas que o aumento dependeria da situação do setor automotivo. Foto: Divulgação
Mantega havia dito no início do mês que o tributo seria elevado parcialmente, mas que o aumento dependeria da situação do setor automotivo. Foto: Divulgação

O Ministro da Fazenda, Guido Mantega, anuncia na segunda-feira a decisão sobre alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre veículos que deverão vigorar já a partir do dia seguinte, disse uma fonte do governo nesta sexta-feira. O anúncio será feito após reunião com a associação das montadoras de veículos (Anfavea) prevista para ocorrer em São Paulo também na segunda-feira, segundo a fonte.

Mantega havia dito no início do mês que o tributo seria elevado parcialmente, mas que o aumento dependeria da situação do setor automotivo antes da recomposição do tributo sobre a indústria entrar em vigor. “Teremos aumento do IPI sobre veículos, poderá ser pequeno ou não, vamos avaliar a situação do mercado”, disse o ministro a jornalistas, na ocasião.

A manutenção da alíquota nos atuais níveis, caso o governo opte por não fazer a elevação, criaria dificuldades adicionais para a arrecadação federal. A Receita Federal reduziu nesta sexta-feira, para 2%, a previsão de alta real da arrecadação e alertou para o fato de que se as alíquotas do IPI não retornarem aos patamares originais, essa previsão será revista.

Pelo planejamento em vigor, a alíquota do IPI sobre os automóveis com motor 1.0, por exemplo, deve passar de 3% para 7%, já a partir da terça-feira, 1º de julho. As vendas de veículos acumulam queda de 5,5% entre janeiro e maio e a produção mostra tombo de 13,3% no período.

Montadoras de vários segmentos têm anunciado desde o início do ano ajustes de produção que incluem suspensão de contratos de trabalho, programas de demissão voluntária, antecipação de férias e semanas mais curtas de trabalho. As medidas já têm reflexo no emprego, com o segmento de veículos mostrando queda de 3,5% no número de vagas ocupadas em maio ante o mesmo período do ano passado, segundo a Anfavea.

Fonte: Terra

Compartilhar: