Máquinas abandonadas trazem insegurança à orla de Ponta Negra

Obras estão paralizadas desde o final do ano passado

Por falta de repasse dos recursos por parte da Prefeitura à empresa responsável, obra está paralisada desde dezembro. Expectativa da Semopi é que serviço retorne no início da próxima semana. Foto: Heracles Dantas
Por falta de repasse dos recursos por parte da Prefeitura à empresa responsável, obra está paralisada desde dezembro. Expectativa da Semopi é que serviço retorne no início da próxima semana. Foto: Heracles Dantas

As obras do enrocamento aderente na praia de Ponta Negra estão paralisadas desde o final do ano passado, por falta de repasse dos recursos por parte da Prefeitura de Natal à empresa responsável pela obra, Camillo Collier. Além dos transtornos causados pela interrupção na obra, os banhistas e comerciantes reclamam de duas retroescavadeiras, que desde o mês de dezembro, estão abandonadas na orla da praia. As máquinas, que estavam sendo utilizadas para obra de proteção costeira de Ponta Negra, estão quebradas e nos últimos dias estão servindo de local para prática de sexo e uso de drogas, segundo reclamação dos comerciantes da região. A expectativa da Secretaria Municipal de Obras Públicas e Infraestrutura (Semopi) é que as obras sejam retomadas no início da próxima semana.

As máquinas, localizadas próximas à área do Sesc de Ponta Negra, estão paradas no ponto onde foi interrompida a colocação das pedras do enrocamento. Com a exposição diária ao sol e a maresia, as retroescavadeiras apresentam sinais visíveis de oxidação. Ao redor das máquinas é possível encontrar muita sujeira. Os comerciantes afirmam que, vez por outra, aparece um funcionário para ligar as máquinas, mas elas ainda não foram consertadas nem há indícios que serão removidas do local.

Alexsandro Correia de Moura trabalha em um quiosque localizado em frente ao local onde as máquinas foram abandonadas. Ele confirma que durante o dia, o local é utilizado como refúgio para moradores de ruas e pessoas que querem consumir drogas. À noite, segundo ele, a situação é mais complicada. “Elas só trazem insegurança para todos nós, pois está servindo de abrigo e esconderijo para pessoas que só querem fazer o mal. Além disso, atrapalha o nosso comércio, pois as pessoas não querem descer para a praia, já que pensam que o trecho está em obras”, afirmou o comerciante.

Na manhã de hoje (18), no momento em que a reportagem esteve no local não havia ninguém próximo às maquinas. Tampouco algum funcionário da empresa Camillo Collier. A professora Maria das Graças da Silva criticou a gestão municipal pelo descaso com o maior cartão postal de Natal. “É uma vergonha vermos a nossa principal praia abandonada, entregue as traças e agora está servindo de sucata. Isso é inadmissível”, destacou a professora.

O secretário adjunto de Operação da Semopi, Caio Pascoal, confirmou que a obra do enrocamento está paralisada, mas que deve ser retomada até a próxima semana, quando a Secretaria Municipal de Defesa Social (Semdes) liberar a medição à empresa para que a obra seja retomada. Ele negou que as máquinas estejam abandonadas, pois, segundo o secretário, todos os dias um vigia fica no local fazendo a segurança das máquinas.

“Estamos perto de terminar essa fase da obra. Faltam apenas 46 metros de enrocamento, sendo 30 metros na direção da Via Costeira e 16 metros no sentido do Morro do Careca, para algumas adequações que são necessárias. Além disso, duas rampas e três escadas precisam ser colocadas. Mas conseguiremos fazer isso em no máximo três semanas”, afirmou o secretário Caio Pascoal.

 

 

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