Maquinas começam a revolução no sequenciamento genético

Decodificar nosso genoma é como traduzir o manual de instruções do corpo humano

Há diversos livros dizendo que o sequenciamento barato do genoma vai mudar a medicina como a conhecemos. Foto: Divulgação
Há diversos livros dizendo que o sequenciamento barato do genoma vai mudar a medicina como a conhecemos. Foto: Divulgação

Desde que o primeiro genoma humano foi decodificado a um custo de US$ 3 bilhões, cientistas vêm lutando por um objetivo ainda mais alto: um sistema que processe milhares de genomas a um custo de US$ 1.000 cada. Agora, a Illumina anuncia um conjunto de máquinas que fazem exatamente isso. Para geneticistas e pesquisadores médicos, este é um divisor de águas.

O sistema HiSeq X Ten da Illumina oferece a institutos de pesquisa biomédica um conjunto de 10 máquinas, que trabalham em conjunto para processar mais de 18.000 amostras do genoma humano por ano, a um custo de US$ 1.000 por amostra. Esse é um décimo do custo por amostra de técnicas atuais, e uma enorme redução no tempo gasto em cada amostra.

É difícil exagerar a importância desta novidade no mundo da pesquisa científica. Há diversos livros dizendo que o sequenciamento barato do genoma vai mudar a medicina como a conhecemos. A capacidade de compilar informação genética de forma barata e rápida, em nível populacional, é a nossa chave para compreender a base genética do câncer, diabetes e doenças cardíacas.

Claro, esta tecnologia não é voltada para o consumidor médio: entre os primeiros clientes do HiSeq X Ten está o Broad Institute, das universidades Harvard e MIT, uma organização de pesquisa biomédica e genômica sem fins lucrativos com US$ 400 milhões no caixa.

Decodificar nosso genoma é como traduzir o manual de instruções do corpo humano. Quanto mais se sabe sobre os genes causadores de doenças, como os genes normais são corrompidos, e como certos genes predispõem a doenças, seremos mais capazes de tratar, prever, e talvez até mesmo impedir as doenças das quais a medicina não dá conta nos dias de hoje.

 

Fonte: Gizmodo

Compartilhar:
    Publicidade