A marca do repúdio

Índice de alta relevância foi pouco abordado nos comentários sobre a recente sondagem de opinião assinada pelo MDA Pesquisa. Contratado…

Índice de alta relevância foi pouco abordado nos comentários sobre a recente sondagem de opinião assinada pelo MDA Pesquisa. Contratado pela Confederação Nacional do Transporte, o instituto detectou a liderança da presidente da República no quesito ‘rejeição’.

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À pergunta ‘Em quem você não votaria de jeito nenhum?’, 37,3% das pessoas entrevistadas apontaram Dilma Rousseff. Depois da petista, o mais citado foi o tucano Aécio Neves. Recebeu o veto de 36% dos cidadãos consultados. Eduardo Campos (PSB), o menos repudiado, também ganhou elevado número de respostas negativas: 33,9%.

 

Um novo tempo

José Serra contradiz a crítica do PSDB a Dilma Rousseff.

Quinta-feira, em teleconferência para consultores financeiros, desautorizou o discurso de Aécio Neves, de quem é rival na legenda.

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Para o tucano paulista, inexiste descontrole inflacionário ou fiscal no país e que não vê o Brasil “em situação econômica calamitosa”, opiniões básicas de filiados à agremiação.

Entre eles, Neves, presidente nacional da social-democracia e candidato ao lugar da senhora Rousseff.

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Derrotado pela petista em 2010 e, agora, batido pelo senador mineiro na disputa pela indicação partidária ao Planalto, Serra é candidato à Câmara dos Deputados. Evita assim confrontar Eduardo Suplicy (PT), senador em busca do quarto mandato consecutivo.

 

Cena de comédia

Imbróglio hilariante na bancada federal de Minas Gerais.

A mesa diretora da Câmara aguarda a oficialização da prevista desistência de Ruy Muniz (PRB), para convocar o suplente seguinte a assumir a vaga de Eduardo Azeredo (PSDB), deputado renunciante.

Trata-se de Edmar Moura. Mas, ele pode ser impedido porque trocou o PR, da coligação pela qual disputou o mandato, pelo PTB. Depois de Moura, o nome da vez é Ivair Cerqueira, neto (PSB).

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Pós-escrito: Ruy e Ivair são prefeitos de grandes cidades mineiras até o fim de 2016. O primeiro, envolvido em corrupção, governa Montes Claros. O segundo administra Conselheiro Lafaiete.

 

Leva quem soma

De favorito manhoso à unção por consenso.

Preferiu desistir quem, no PT, pensava em se apresentar como candidato a presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados.

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Com a maior bancada na Casa, cabia ao partido fazer a indicação.

O colegiado, ambição de todos os partidos, vai ser dirigido pelo advogado Vicente Cândido (foto), mineiro de Bom Jesus do Galho, apoiado por todas as tendências petistas.

Ligado ao futebol e base política em São Paulo, ele será eleito e empossado na quarta-feira (26).

 

t Geraldo Alckmin (PSDB), previdente e jeitoso, mantém canais de contatos abertos com o PSB. Candidato à reeleição, o governador de São Paulo cultiva o apoio dos socialistas no inevitável segundo turno.

t Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) é açodado, mas mantém-se na linha do bom senso político. Portanto, o deputado-presidente da Câmara jamais pediria a Lula da Silva, grão-mestre do PT, a retirada de Fátima Bezerra do embate para o Senado.

t Titular da presidência do PTB desde o afastamento de Roberto Jefferson (RJ), o baiano Benito Gama tenta reconquistar cadeira na Câmara dos Deputados. Eleitoralmente subnutrido, o projeto dele para outubro é de risco.

t Nesta sexta-feira, antes da audiência com o Papa Francisco, no Vaticano, Dilma Rousseff visitou, em Roma, o presidente da Itália, Giorgio Napolitano. Depois, segue para Bruxelas, aonde vai participar da VII Reunião de Cúpula Brasil-União Europeia.

t A seção regional do DEM cobra o apoio do PSDB a Cesar Maia candidato a governador do Rio de Janeiro. O democrata é mais útil à campanha presidencial de Aécio Neves do que o tucano ao projeto eleitoral do ex-prefeito carioca.

t O ministro Guido Mantega prevê amenização da taxa de juros, após o contingenciamento das despesas orçamentárias. Entretanto, a elevação de 0,25% da Selic, próxima semana, está mantida. Chega à marca dos 10,75% anuais.

t Para refletir: “Tenho-me arrependido frequentemente de ter falado; nunca de ter-me calado” (Philippe de Commynes, escritor francês).

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