Marina e Dilma são braços do mesmo corpo – Alex Medeiros

Por Percival Puggina www.puggina.org Como cidadão que acompanha o movimento na esquina desta eleição, permitam-me enviar um conselho ao candidato…

Por Percival Puggina

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Como cidadão que acompanha o movimento na esquina desta eleição, permitam-me enviar um conselho ao candidato Aécio Neves.

Meu caro Aécio, ou você faz como era usual na minha Santana do Livramento dos anos 50 e dá um risco com o pé no chão, estabelecendo os limites do seu campo político, definindo qual é o seu lado e o que ele significa, ou vai beber água suja nessa eleição.

O senhor enfrenta neste pleito duas adversárias com posições radicais e elas não podem ser enfrentadas com luvas de pelica e punhos de renda, como já disse alguém.

O programa de governo assumido por dona Marina Silva tratou de deixar claro que também é favorável à ideia contida no “decreto dos sovietes”, ou seja, que irá amarrar as decisões políticas e a gestão pública aos pareceres dos movimentos sociais. Alguns se surpreenderam com isso.

No entanto, a candidata do PSB entrou na disputa riscando o chão, explicitando o seu quadrado. E por isso, crescendo. O PSDB de Aécio Neves tem, no próprio programa que é favorável ao parlamentarismo, muito mais a dizer sobre mudanças institucionais. Tem muito maior contribuição a oferecer para sustar a marcha da democracia brasileira para os braços de um projeto totalitário.

Ao assumir compromisso programático com os conselhos populares, assim como ao negar contato com o PSDB em São Paulo, Marina Silva deixa claro que ela e Dilma têm um inimigo comum.

Ou seja, têm um inimigo que está acima das atuais diferenças de projeto político. Por quê? Porque ambas vão na mesma direção. Ou esquecemos o jogo pesado de Dilma para implantar o seu projeto de Código Florestal? O verde de Marina e de Dilma é vermelho por dentro.

A democracia popular, que está na base filosófica do projeto dos sovietes, se distingue da “democracia burguesa” ou liberal, deu nome a várias repúblicas comunistas da Ásia e do Leste Europeu antes do desfazimento da URSS.

A partir da observação histórica, democracia popular sempre equivaleu a “ditadura do proletariado”. E ditadura do proletariado sempre foi pura e refinada ditadura das elites partidárias.

Não há, portanto, ilusões com as quais nos iludirmos. Marina e Dilma são galhos da mesma árvore, braços do mesmo corpo político.

E se Aécio Neves persistir na conversa mole do melhorar o que está bem, ainda que acresça um “mudar o que está mal”, verá o imenso contingente de eleitores liberais e conservadores bandearem-se em desalento para um dentre dois males. Se é que isso já não aconteceu. (PP é arquiteto, empresário e escritor gaúcho)

Dilma fora

A campanha entra hoje no momento que pode ficar marcado como “setembro negro” para Dilma Rousseff. Quarta-feira tem Ibope no Jornal Nacional e logo depois tem Datafolha. Persistindo a curva de queda, a petista está com a derrota consolidada.

Seis e meia dúzia

O quadro eleitoral brasileiro é similar ao estágio do futebol. Ficar entre Marina e Dilma é tão atrasado quanto tentar renovar a seleção com Robinho. O Brasil só tem um caminho se quiser fazer parte da elite desenvolvimentista mundial: Aécio Neves.

Impopularidade

Desde junho do ano passado, os estudiosos da conjuntura política já tinham detectado que o PT perdeu a confiança da classe média e de setores religiosos. Agora, a revista Época revela que classes de baixa renda também estão votando contra Dilma.

Nova York

O Bom Dia Brasil caprichou nas imagens do Brazilian’s Day, evento anual da comunidade brasileira em Nova York, evitando enquadrar as camisetas e adesivos com o slogan “Fora Dilma” que apareceram por lá. É a “Rejeição TIM, além fronteiras”.

Hipocrisia

Sem muitos argumentos diante do avanço de Marina Silva, os petistas tentam escandalizar os cachês das palestras da adversária, como se há anos o maior retrato do acúmulo de dinheiro com palestras não fosse exatamente a figura de Luiz Inácio.

Índices

Estamos a 35 dias da eleição e, portanto, o quadro das pesquisas não é definitivo em lugar nenhum. Em 1990, em SP, Fleury tinha 6% diante de 44% de Maluf e 30% de Covas, mas atropelou o tucano e foi vencer o velho político no segundo turno.

Esquerdismo morto

“Você dá um tiro num nordestino… Se ele cair pra frente é cearense, se cair para trás é pernambucano, pra direita é alagoano, e se cair para a esquerda é do Rio Grande do Norte”. Do personagem Didi Mocó em programa dos Trapalhões nos anos 1980.

 Volonté e Cura D’ars

Confirmado para quarta-feira o lançamento do livro “Ganga Impura” com poemas do vate natalense Volonté e do filósofo francês Cura D’ars, Numa grande resenha a céu aberto na Praça das Flores, a partir das 17h e sem hora para acabar. Apenas R$ 20,00.

Jovem Guarda

O cantor Leno Azevedo, nosso ícone dos anos dourados da MPB, e o empresário Manoel Ramalho, da TV União e TV Nova RN, afinando as idéias para botar no ar um programa dedicado aos bons tempos das baladas e do rock nacional em formação.

Futebol x violência

Está de parabéns a diretoria do América na rápida providência em suspender o jogador Max e cortar um percentual do seu salário pela agressão ao colega Rodrigo Pimpão, que saiu do jogo com o Paraná com um olho roxo. A penalização ainda foi pequena.

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