Marina rebate Dilma: “Ela deveria ter medo de não ter o próprio programa”

A candidata concedeu entrevista coletiva nesta segunda em São Paulo

A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, durante debate na Band no último dia 26. Foto: Divulgação
A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, durante debate na Band no último dia 26. Foto: Divulgação

A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, rebateu nesta segunda-feira (01) a declaração da presidente Dilma Rousseff (PT) de que está preocupada com o impacto do programa de governo da adversária, no que diz respeito à terceirização do trabalho no Brasil e ao pré-sal.

“Eu fico muito preocupada e queria dizer que eu não fui eleita para desempregar ou reduzir a importância da indústria, principalmente aquela que pode ser uma indústria que tenha grande absorção de tecnologia e inovação, e não serei reeleita para isso”, disse a presidente neste domingo (31) sobre o programa de Marina Silva.

Em resposta a adversária, a candidata do PSB afirmou que a atual presidente precisa primeiro lançar o próprio programa de governo antes de reclamar dos outros candidatos:

“Ela deveria ficar com medo de não ter apresentado ainda seu próprio programa de governo”, rebateu Marina.

Ao ser questionada sobre a proposta de transformar homofobia em crime semelhante ao racismo, que fora retirada do plano de governo do PSB menos de 24 horas após o lançamento, a presidenciável do PSB declarou que a discussão deveria ser conduzida pelo Congresso Nacional, evitando se pronunciar sobre o assunto:

“A lei precisa refletir de forma adequada como será feito [o combate a homofobia]. Há uma tênue dificuldade em se estabelecer o que é discriminação e o que é preconceito em relação ao que é convicção e opinião”, disse a candidata em resposta às críticas que recebeu do deputado Jean Wyllys e do pastor Silas Malafaia sobre o assunto.

Marina Silva voltou a dizer que a retirada dos pontos polêmicos do próprio plano de governo não tem relação com a pressão dos grupos evangélicos liderados por Silas Malafaia. Ao responder sobre o assunto, a candidata reafirmou a defesa da união civil entre pessoas do mesmo sexo no modelo atual.

“Sou a favor dos direitos civis de todas as pessoas. (…) A união civil assegura todos os direitos para casais do mesmo sexo. O casamento é estabelecido entre pessoas de sexo diferente. Isso é o que está na Constituição. Essa confusão acontece, porque as pessoas não estão prestando atenção na legislação atual”, declarou a presidenciável do PSB.

A candidata concedeu entrevista coletiva nesta segunda em São Paulo, na saída do apartamento dela em Moema, região Sul da cidade. Marina participa logo mais do debate entre todos os presidenciáveis no canal SBT.

Fonte: Terra

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