Mascherano dá explicação sobre carrinho em Robben: ‘Abriu meu ânus’

Comentário de volante arrancou risadas de quem saía dos vestiários do Itaquerão

'Não quero ser grosseiro, mas foi o que aconteceu', explicou Mascherano sobre "dor em ânus" ao salvar bola. Foto: Divulgação
‘Não quero ser grosseiro, mas foi o que aconteceu’, explicou Mascherano sobre “dor em ânus” ao salvar bola. Foto: Divulgação

Já nos acréscimos do segundo tempo do tempo normal da semifinal da Copa do Mundo desta quarta-feira, Mascherano se atirou para dar um carrinho e bloquear o chute desferido por Robben na pequena área, já na cara do goleiro Romero. O lance garantiu o 0 a 0 e, depois, a Argentina se classificou nos pênaltis. Mas gerou uma dor curiosa no jogador do Barcelona.

“Abriu o meu ânus”, disse o volante, explicando porque passou alguns segundos estirado no gramado depois do lance e despertando risos em que o ouvia na saída dos vestiários do estádio de Itaquera nesta noite.

“O que você quer que eu diga? Por isso tive dor. Não quero ser grosseiro, mas foi o que aconteceu”, desculpou-se, sincero também ao relatar se a decisiva jogada pode ser comparada a um gol. “Não sei, porque não sei o que os atacantes sentem quando marcam um gol.”

Se pouco balança as redes, Mascherano ajudou sua seleção dentro de suas características, sem mostrar falsa modéstia. O argentino admitiu, contudo, que o toque a mais de Robben depois de receber o passe de calcanhar de Sneijder facilitou seu trabalho na pequena área.

“Foi mais virtude minha. O Robben me deu mais chance quando deu um toque a mais. Ele perdeu um segundo e cheguei. Fui eu que fiz, mas qualquer um poderia ter feito. Para estar em uma final, você tem que estar com um pouco de sorte”, afirmou o jogador que é um dos líderes do grupo e se orgulha da chegada à decisão do Mundial.

“Até agora não consegui acreditar. Orgulhoso, contente e feliz por formar parte de um time de homens, que lutou por um objetivo. Hoje, temos a tranquilidade de ter colocado a Argentina na final de um Mundial”, disse, discordando de quem aponta somente empenho como virtude dos representantes de seu país no torneio.

“Cada um de nós deu o máximo. Mas, acima de jogar com o coração, a gana e a alma, se você não pensar, não cobrir os espaços, não cobrir os laterais, não adianta. Por isso, praticamente, a Holanda não teve situações e poderíamos ter vencido na prorrogação”, declarou, intensamente alegre.

“Demonstramos como tínhamos que jogar uma semifinal de Copa do Mundo. Jogamos com alma e coração, mas com uma inteligência tática impressionante. Era o que pretendíamos: estar à altura. Depois, o destino decidiria, e nos colocou na final. Vamos desfrutar esses dias, porque seguramente não vamos voltar a vivê-los. E nos preparar para o jogo mais importante de nossas carreiras e estar à altura dessa final”, alertou, já visando a Alemanha, adversária no domingo, no Maracanã.

Fonte: Super Esportes

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