Maternidade Leide Morais só deve ser reaberta em março de 2014

Recuperação da estrutura física começou em julho e deveria ser concluída neste mês de dezembro

As obras de recuperação da estrutura física do prédio começaram no mês de julho e devem se estender por mais três meses. Foto: José Aldenir
As obras de recuperação da estrutura física do prédio começaram no mês de julho e devem se estender por mais três meses. Foto: José Aldenir

Roberto Campello
Roberto_campello1@yahoo.com.br

O Hospital da Mulher Maternidade Professor Leide Morais, localizado na zona Norte de Natal, deve permanecer fechado, pelo menos, até março do próximo ano. As obras de recuperação da estrutura física do prédio começaram no mês de julho e devem se estender por mais três meses. Hoje, a obra não está parada, mas caminha a passos lentos. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Natal, o atraso na obra foi devido a novas demandas de reparos, percebidas ao longo da execução das obras.

A estrutura precária da Maternidade, com problemas na cobertura, piso, mofo nas paredes e salas de parto interditadas, obrigaram o município a decretar o estado de calamidade pública na rede municipal de saúde, no mês de julho e prorrogado por mais 90 dias, até final de janeiro de 2014.

A Maternidade Leide Morais foi interditada em junho deste ano por apresentar inúmeras falhas na estrutura. Logo em seguida, foi iniciada a reforma, no mês de julho. O prazo de conclusão inicial era para dezembro, mas a previsão atual passou a ser março de 2014.

Inicialmente, a necessidade era a colocação de telhas e troca de pisos. Mas foi acrescentada a mudança de portas e esquadrias de janelas, o que exigiu novo contrato e novo processo de licitação. Apesar da Maternidade estar em obras já é possível visualizar mudanças, pois o piso, que estava totalmente deteriorado, já foi substituído por completo.

A diretora da Maternidade Leide Morais, Lidinalva Bezerra, explicou que ao longo do período de execução da obra não houve interrupção, mas que no último mês as obras estão em um ritmo mais lento, em função de problemas burocráticos e operacionais. Lidinalva conta que a troca do piso já foi concluída e que o trabalho de cobertura está com cerca de 85% de conclusão. “Agora será a reta final, com a troca de portas e pequenos consertos. Nunca conseguimos funcionar com 100% da nossa capacidade. Quando ela foi interditada, estávamos apenas com 22 leitos e após a reforma vamos ter 35 leitos funcionando”, disse. A reportagem tentou entrar em contato com a Secretaria Municipal de Saúde, mas não obteve resposta a respeito do detalhamento da obra.

Lidinalva Bezerra disse ainda que, mesmo com a maternidade em obras, o setor de ultrassonografia não parou de funcionar. Hoje, a maternidade está realizando apenas as ultrassonografias transvaginais. Por dia, são agendadas uma média de 20 a 30 exames, mas ainda há um grande índice de falta dos pacientes.

A unidade, localizada no bairro de Nossa Senhora da Apresentação, prestava o serviço de atendimento especializado a mulher em obstetrícia. Por mês eram realizados em torno de 300 atendimentos, entre partos, cirurgia cesariana de baixo risco, além de exames. No momento, dez operários estão em trabalho. Em cinco meses de obra, fizeram a troca de pisos e telhamento. Faltam ainda os reparos na estrutura de gesso, acabamento das paredes, troca de portas e janelas.

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