Maternidades do Município voltam a funcionar e desafogam Maternidade Escola Januário Cicco
Depois de sofrer com a superlotação de pacientes nos meses de novembro e dezembro do ano passado, quando chegou a colocar mais de 35 puérperas nos corredores, em macas e cadeiras, a Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC) começa a voltar a sua normalidade. Na manhã deste sábado, apenas dez mulheres estavam em macas e cadeiras à espera de um leito de enfermaria. A redução do número de pacientes se deve pelo retorno do atendimento nas três maternidades do Município: Maternidade Leide Morais, Quintas e Felipe Camarão.
Na manhã deste sábado (5), sete pacientes, seis em macas e uma em cadeira, ocupavam o 2º andar da maternidade destinada para pacientes de alto risco. No primeiro andar, apenas três macas no corredor. Duas puérperas e uma gestante que estava no centro cirúrgico aguardavam um leito desocupar. “Melhoramos consideravelmente em relação ao que passamos nos últimos meses. Confiamos que a tendência é de melhora e que fiquemos apenas com os partos de alto risco, que é a nossa especialidade”, afirmou a diretora da maternidade, Maria da Guia Medeiros.
A diretora médica da Maternidade, Maria da Guia Medeiros, disse que nos últimos dias o fluxo de pacientes diminuiu, ficando com uma média de 10 a 12 pacientes, acima dos 92 leitos de enfermaria existentes na unidade. “Isso é um reflexo do funcionamento das maternidades do Município. Quando elas funcionam, nós conseguimos respirar e trabalhar mais aliviados”, disse. No entanto, Maria da Guia lembra que os hospitais regionais precisam colocar seus centros obstétricos para funcionar, pois o fluxo de pacientes oriundos do interior do Estado ainda é muito grande.
Nos quatro primeiros dias do ano, a Maternidade Escola Januário Cicco realizou 25 partos normais, em sua maioria de gestantes oriundas de municípios do interior do Estado. O número de cesáreas já chega a 36, uma média de nove partos por dia. A enfermeira Magda Lúcia considera alto o número de partos normais que estão sendo realizados na MEJC. “São mais de seis partos normais realizados por dia e não é a nossa especialidade nem responsabilidade. As pacientes normais ocupam os leitos das pacientes de alto risco e isso tem prejudicado o atendimento”, afirmou.
A diretora da Maternidade de Felipe Camarão, Francinete Nunes disse que o atendimento durante o plantão deste sábado está suspenso, pois o obstetra de plantão estava de licença médica e a cooperativa não conseguiu um médico para substituí-lo na escala. A unidade conta apenas com um pediatra e uma enfermeira de plantão. No plantão que começa a partir das 19h do sábado, a diretora garante que o atendimento será retomado. Uma paciente que chegou para realizar o parto foi transferida para a Maternidade das Quintas. Dos 12 leitos de enfermaria coletiva e dois leitos de pré-parto, apenas cinco leitos estavam ocupados com as puérperas que realizaram partos até a sexta-feira.
A Maternidade das Quintas, que esta semana teve o seu Centro Cirúrgico liberado para realizar cesáreas após passar por problemas elétricos, estava, na manhã deste sábado, superlotada. Todos os 24 leitos de enfermaria estavam ocupados e ainda tinha mais duas puérperas que estavam em macas extras. A equipe médica está completa com três obstetras de plantão.
A Maternidade Professor Leide Morais, conhecido também como Hospital Municipal da Mulher, que passou quase o mês de dezembro inteiro sem realizar partos, retomou o atendimento desde o dia 2 de janeiro. Neste sábado, a escala médica estava completa, mas a unidade não estava recebendo nenhum paciente, pois todos os leitos estavam ocupados.
No início desta semana, na última quarta-feira (2), o secretário de Saúde de Natal, Cipriano Maia, se reuniu com o diretor geral da Maternidade Januário Cicco, Kleber Morais, para traçar as estratégias para garantir o funcionamento das unidades maternas do município, diminuindo o fluxo de atendimento de partos de baixo risco na MEJC, uma vez que são de responsabilidade do Município.
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