Maurício Gurgel critica consultoria contratada por R$ 4 milhões pela PMN

Nesta entrevista, o vereador Maurício Gurgel, comenta também o episódio da viagem do prefeito Carlos Eduardo a Espanha

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Vereador no exercício do segundo mandato, reeleito com 4.188 votos, Maurício Gurgel é filiado do PHS e um dos parlamentares mais assíduos e presentes nos debates, tanto em plenário quanto nas Comissões Técnicas da Casa. Considerado vereador de oposição e de posições firmes, Maurício fala sobre os 16 meses da atual gestão municipal, reconhecendo que houve avanços, mas retrocesso também, segundo ele, a exemplo do setor de transportes públicos, um dos mais vulneráveis e problemáticos da capital do Estado.

O vereador critica a atuação da Consultoria Falconi, segundo ele, contratada pela Prefeitura de Natal por 4 milhões de reais, mas que de acordo com entendimento do vereador do PHS, “não realizou praticamente nada”, Nesta entrevista, o vereador Maurício Gurgel, comenta também o episódio da viagem do prefeito Carlos Eduardo a Espanha, quando na oportunidade, a capital ficou sem comando durante vários dias. Segue a entrevista:

O JORNAL DE HOJE – Na condição de vereador de oposição e num momento em que a cidade vive uma fase de transtornos no setor de mobilidade, como o senhor avalia a administração municipal nesses quase 16 meses de gestão do prefeito Carlos Eduardo?

MAURÍCIO GURGEL – O prefeito conta com alguns bons auxiliares que têm ajudado muito como é o caso de Virgínia Ferreira, tem buscado e conseguido recursos federais que vão ajudar muito, principalmente na infraestrutura, que certamente terá como consequência o desenvolvimento da cidade. Mas, é preciso ter um melhor diálogo com os servidores. Atualmente, várias categorias estão em greve. É preciso pensar na modernização da gestão pública.

JH – Qual o trabalho que está sendo feito pela Consultoria Falconi?

MG – A prefeitura contratou essa consultoria por mais de 4 milhões de reais e não estamos vendo resultados. A única coisa que fizeram foi enviar a proposta de reforma administrativa, se é que podemos chamar aquilo que o prefeito enviou de reforma. É uma proposta com mudanças de nomenclatura e reajustes salariais para cargos comissionados, além de outras pequenas propostas sem nenhuma relevância. Nos serviços básicos e essenciais como saúde e transportes públicos não houve nenhum avanço. Pelo contrário, no caso dos transportes aconteceram retrocessos.

JH – Como o senhor analisa o recente imbróglio da viagem do prefeito ao exterior?

MG – Natal tinha que ter alguém respondendo como Chefe do Executivo Municipal enquanto o prefeito estava na Espanha. Esse foi o motivo pelo qual entramos com um mandado de segurança. As pessoas vão, mas as instituições ficam…

JH – A Câmara Municipal de Natal teve alguma culpa no episódio?

MG – Nenhuma.

JH – De quem foi a irresponsabilidade de deixar a cidade 12 dias sem prefeito?

MG – Faltou comunicação entre o prefeito, a vice-prefeita e o presidente da Câmara Municipal de Natal. Paralelo a isso é público e notório que a vice-prefeita e o presidente da Câmara são pré-candidatos as eleições deste ano. No caso, estariam impedidos de assumir a função, fator principal para polemizar essa questão.

JH – No seu entendimento, o problema pode gerar uma Ação Civil Pública por improbidade administrativa?

MG – Em relação aos desdobramentos disso não tenho conhecimento nem informação. Fiz a minha parte e a justiça entendeu o nosso questionamento. É tanto que teve um novo prefeito e um novo presidente da Câmara Municipal de Natal nos últimos 4 dias em que o prefeito estava viajando.

JH – Na condição de político atuante e vereador da capital, como o senhor analisa o processo sucessório estadual?

MG – Está se formando um palanque teoricamente forte pela quantidade de partidos, caciques e estruturas, o que podemos chamar de acordão. Vamos aguardar o comportamento do eleitorado em relação a esse acordão, lembrando que no passado acordões semelhantes foram rejeitados pela população. O povo está muito descrente, e com razão. Até agora, vemos articulações políticas e nada se fala sobre planos de governo.

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