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Medicina no interior prevê aprendizagem com base nos problemas sociais

Data: 07 janeiro 2013 - Hora: 17:24 - Por: Portal JH

SA Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), considerada pelo Ministério da Educação como a melhor universidade federal do Norte-Nordeste, já vem trabalhando novas políticas de expansão nos cursos de graduação. Uma das novidades aprovadas é a interiorização das ações de ensino para o curso de Medicina. A partir do segundo semestre de 2014, a graduação em Medicina irá se expandir para o Centro de Ensino Superior do Seridó (Ceres), localizado em Caicó e Currais Novos, e na Faculdade de Ciências da Saúde do Trairi (Facisa), em Santa Cruz.

O projeto pedagógico do novo curso será baseado no método PBL – Problem-Based Learning. A metodologia toma como ferramenta de ensino o uso de problemas sociais a serem solucionados pelos alunos. No modelo tradicional, aplicado no campus Natal, o aluno estudo os assuntos baseado em disciplinas. Com o PBL, o aluno terá a oportunidade de estudar e vivenciar o mesmo assunto durante os seis anos de curso.

De acordo com a vice-reitora Fátima Ximenes, o curso de Medicina no interior contemplará o mesmo ensino de excelência, com uma proposta pedagógica diferenciada. “O novo curso terá uma característica maior, baseada nos problemas sociais. São problemas existentes naquelas regiões que poderão ser identificados como realidade social desde o início do curso. Será um momento oportuno para trabalhar a área da saúde com forte compromisso social”, disse.

A proposta de expansão do curso, segundo Fátima, se insere em um projeto de ampliação dos cursos de graduação que vem acontecendo desde 2007. “Esse projeto também viabiliza a ampliação do número de vagas e criação de novos cursos, com investimentos previstos até o ano de 2019. A expansão do curso de Medicina é um projeto que tem grande importância para nós, que fazemos a UFRN, como para os usuários do sistema público de saúde”, disse. A partir de 2014, o curso de Medicina passará a contar com mais 40 vagas voltadas para o ensino em Caicó, Currais Novos e Santa Cruz.

“O curso de Medicina está vindo nessa perspectiva de interiorização das ações de ensino, pesquisa e extensão desde junho do ano passado, quando o MEC publicou uma portaria criando novos cursos de Medicina no país, nas regiões onde a relação médico/usuário é muito baixa. A nossa universidade foi contemplada com essa proposta”. disse Fátima Ximenes, que também é coordenadora do projeto de implantação do curso no Ceres/Facisa.  O grupo que trabalha na reestruturação pedagógica é composto pela pró-reitoria de Graduação e de Planejamento, além de professores do curso médico em Natal.

Fátima explica que a sede administrativa do novo curso de Medicina será em Caicó. Nos últimos anos do curso, entre o 5º e 6º período, o aluno concluirá sua formação em Currais Novos e Caicó. “O projeto pedagógico foi pensado de forma que os alunos tenham uma mobilidade entre os diferentes locais, onde a UFRN já temos cursos de graduação e possui estrutura de rede de saúde, permitindo que seja feito esse trabalho de formação no Seridó e no Trairi”, afirmou.

O curso de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Norte foi criado em 1995. Atualmente são ofertadas 100 vagas, dividas em dois semestres. Por ser um curso antigo, a mudança na estrutura pedagógica demanda um tempo maior. De acordo com a coordenadora do projeto de expansão, é fácil criar um novo curso com novas adequações. “Mas os professores do curso médico já estão trabalhando nessa ideia de mudança na estrutura curricular do curso em Natal, para aperfeiçoar o ensino/aprendizagem a partir de outra perspectiva”, explicou Fátima Ximenes.

A partir deste ano, os professores e técnicos que trabalharão com o novo curso de Medicina já serão capacitados para se adequarem ao modelo que encontrarão em Caicó, Currais Novos e Santa Cruz. “O que nós queremos com esse novo modelo é que os alunos passem a vivenciar a prática médica e a realidade já no início do curso. Mesmo que as habilidades sejam desenvolvidas nos anos finais do curso, é importante que o aluno vivencie esse contato desde o início”, disse a vice-reitora.

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