Médico que cuidou de ex-presidente Lula é preso suspeito de homicídio

Além de Cláudio Amaro Gomes, o filho dele, o advogado Cláudio Amaro Gomes Júnior, também está preso.

Foto: Divulgação
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O cirurgião torácico pernambucano Cláudio Amaro Gomes – responsável por cuidar do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2010, por conta de uma crise de hipertensão no Recife – foi preso na tarde desta terça-feira, suspeito de ser um dos mandantes do assassinato do médico Artur Eugênio de Azevedo Pereira, 36 anos.

Além de Cláudio Amaro Gomes, o filho dele, o advogado Cláudio Amaro Gomes Júnior, também está preso. Eles foram encaminhados para prestar depoimento na Delegacia de Homicídios no bairro de Prazeres, Jaboatão dos Guararapes, na região metropolitana do Recife.

Segundo informações da polícia, desavenças profissionais entre a vítima e o outro médico teriam sido o motivo do crime. No momento da prisão, o advogado portava um revólver calibre 38 sem registro. Os dois devem ser levados para o Centro de Observação Criminológica e Triagem (Cotel) no município de Abreu e Lima, também na região metropolitana do Recife.

Cláudio Amaro é cirurgião torácico e chefe da Unidade de Recuperação Cárdio-Torácica, do Real Hospital Português, mesmo local em onde a vítima trabalhava. Ele tomou posse no cargo em setembro do ano passado. Além disso, o especialista também é professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões.

O corpo do médico Artur Eugênio de Azevedo Pereira, 36 anos, foi encontrado com quatro marcas de tiro, no dia 13 de maio, às margens da BR-101 Sul, em Jaboatão dos Guararapes. O carro dele foi achado totalmente carbonizado no bairro da Guabiraba, zona norte do Recife. Artur Eugênio de Azevedo foi visto pela última vez na noite do dia 12 de maio ao deixar o Hospital de Câncer de Pernambuco, onde trabalhava, em Santo Amaro, na zona norte da capital pernambucana. Segundo informações, na noite do crime, o médico ligou pra mulher e disse que iria visitar um paciente no Hospital Português. Após a ligação, ele não foi mais visto.

Artur Eugênio de Azevedo era paraibano e trabalhava no Hospital das Clínicas, Instituto Materno Infantil de Pernambuco (Imip), Hospital do Câncer e Português. Ele deixou mulher e um filho de 1 ano.

Fonte: Terra

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