Mercado imobiliário na capital potiguar já retoma o ritmo de vendas

Grande procura pode inflacionar imóveis em agosto

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O pessimismo que antecedeu a Copa do Mundo e freou a compra de novos imóveis na capital potiguar já foi superado. De acordo com o proprietário de uma imobiliária de Natal, as vendas na quinzena passada marcaram um crescimento de, no mínimo, 18%.

Conforme Caio Fernandes, a expectativa que os consumidores tinham de preços exorbitantes em função da oportunidade do mundial de futebol, não se confirmou. “Na realidade tinha muito agente que estava esperando a Copa passar para comprar. Muitos baseados no mercado de São Paulo”, disse.

A descrença na organização do evento, na conclusão de obras públicas, como Aeroporto e mobilidade urbana, também influenciaram na tensão pré-Copa. “Quando os clientes que estavam indecisos viram a cidade praticamente mudou, as obras de mobilidade saíram e a Copa deu certo, o quadro começou a melhorar”, acrescentou.

A localização mais procurada pelos pretensos donos de imóveis se mantém a mesma, com Petrópolis, Capim Macio, Barro Vermelho e Lagoa Nova. “Lagoa Nova está em plena ascensão”, comentou Fernandes. Os mais procurados giram em torno de R$ 180 mil a R$ 2 milhões e são residenciais.

O proprietário da imobiliária também afirmou que a velocidade de fechamento dos negócios continua seguindo uma tendência de melhora. Nos primeiros três meses do ano, o Índice de Velocidade de Vendas (IVV) do Sindicato da Indústria da Construção Civil registrou um crescimento de 7,24% em relação ao trimestre anterior. “A gente sente que o ritmo continua acelerado”, declarou Caio Fernandes.

No entanto, os consumidores que resolveram correr atrás de imóveis agora podem gerar um efeito nada agradável para quem deixar para fechar negócio depois da Copa do Mundo. “Já em agosto os preços podem começar a se adequar a nova demanda”, analisou Fernandes.

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