Mesmo sem greve, policiais e bombeiros seguem acampados

Após reuniões com representantes da administração estadual, líderes das categorias decidiram suspender paralisação prevista para hoje

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Depois de um longo período de ameaças dos dois lados, finalmente Policiais e Bombeiros Militares entraram em acordo com o Governo do Rio Grande do Norte e não farão mais greve, que estava marcada para começar nesta terça-feira (27). O acordo veio depois de uma reunião com representantes do Governo, que aconteceu nesta segunda-feira (26).

Os militares escutaram da cúpula governamental que até esta quarta-feira (28), uma proposta de aumento salarial de 32% para a categoria será enviada para a Assembleia Legislativa (AL). “Essa é uma conquista que beneficia não só os praças, como também os oficiais, pensionistas e inativos”, explica o presidente da Associação de Cabos e Soldados do Rio Grande do Norte (ACS/RN), Roberto Campos. Enquanto a proposta não for enviada para a AL, os militares seguirão acampados no Centro Administrativo.

Além do reajuste, outras reivindicações consideradas importantes para a categoria também foram conseguidas, como a implementação do ticket alimentação, previsto para início de julho, assim como a reforma do Estatuto da Polícia Militar e a criação de um Código de Ética. Para isso serão criadas comissões mistas, formadas por representantes da Consultoria Geral do Estado (CGE) e dos policiais e bombeiros do RN. “Apesar das decisões que a categoria precisou tomar, dentre indicativos de paralisação, acampamento e diversas assembleias gerais, obtivemos conquistas importantes e o mais relevante, sem punições para a categoria”, disse Roberto Campos.

Durante toda a negociação, que começou logo depois da primeira paralisação ocorrida em 22 de abril, o secretário de segurança do RN, o general aposentado do exército Eliéser Girão fez duras críticas a maneira com a qual os militares estavam agindo. “Não podemos tolerar a maneira como a categoria vem agindo. Eles estão ameaçando não apenas o Governo, mas estão ameaçando a sociedade também. Isso nós não podemos admitir”, frisou Eliéser, que também afirmou que uma greve da PM e Bombeiros seria ilegal. “Não cabe o direito de greve para policiais e bombeiros militares. Se eles pararem, estarão fazendo isso de forma ilegal. Não foi o Governo que obrigou esse pessoal a ser policial ou bombeiro, eles que quiseram. Eles foram contratados para proteger a sociedade, mas agora estão ameaçando essa mesma sociedade”.

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