Metrópole Digital promove aulas inaugurais para os novos alunos

O projeto Metrópole Digital integra inclusão social e digital de jovens vindos do ensino médio

Novas estruturas do Metrópole Digital começaram a ser utilizadas neste mês de janeiro com equipamentos modernos. Foto: Wellington Rocha
Novas estruturas do Metrópole Digital começaram a ser utilizadas neste mês de janeiro com equipamentos modernos. Foto: Wellington Rocha

Fernanda Souza

fernandasouzajh@gmail.com

 

O Instituto Metrópole Digital (IMD) está realizando nesta semana, junto aos alunos dos cursos técnicos, a chamada “Aula Zero”, que é o primeiro contato dos estudantes com a metodologia dos cursos e da nova realidade do meio acadêmico.

De acordo com Marcel Oliveira, coordenador dos cursos técnicos do IMD, mais de 1.400 alunos estão participando destas aulas inaugurais. “O aluno sai do Ensino Médio e vai ver aqui outra realidade. Apesar de serem cursos técnicos, eles estão numa universidade e vão aprender como é o funcionamento, ter acesso ao ambiente virtual e esclarecer dúvidas em geral”.

O projeto Metrópole Digital integra inclusão social e digital de jovens vindos do ensino médio com cursos técnicos, graduação, pós-graduação, pesquisa e inovação na área de Tecnologia da Informação.

Sávio França, egresso do ensino médio, explicou o porquê de ter optado pela área de tecnologia. “Sei que a proposta do Metrópole Digital é ajudar o Nordeste a se transformar num pólo de tecnologia. Acho uma área interessante e hoje em dia, no mercado de trabalho, tudo envolve a tecnologia. Meu interesse é arquitetura, mas quero ter conhecimentos básicos em TI”, disse.

Já Nicoly Jordanna, de 17 anos, contou que pretende aumentar seu currículo. “Vi o curso como uma oportunidade de aumentar minha grade curricular. Quero muito atuar na área financeira, e acho que aqui terei um complemento para o meu futuro trabalho. Acho que este mercado está crescendo e pode ser uma carreira promissora. A estrutura aqui é de primeiro mundo”.

Segundo o coordenador Marcel Oliveira, o Metrópole Digital busca tornar o Rio Grande do Norte um pólo de tecnologia da informação. “Além deste objetivo, nossa principal preocupação é formar o capital humano. Começamos este projeto objetivando a identificação de talentos voltados para os cursos técnicos. Juntamos psicólogos da UFRN para selecionar estes talentos na área de TI, mas sempre com o foco no que eles poderão aprender, e não do que aprenderam. O olhar é para frente e não para trás. Entre 2008 e 2009 inscrevemos o projeto via FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos) e em 2010 começamos com cursos de formação em TI com uma turma de 1.200 alunos. Em 2012 iniciamos os cursos técnicos, também com 1.200 aluno, e em 2013 foi o momento de grande expansão com a abertura dos pólos CENEP (Centro Estadual Profissional Senador Jessé Pinto Freire), em Natal, Caicó, Mossoró e Angicos, oferecendo agora 2.400 vagas”.

A infraestrutura do IMD é uma atração à parte. O prédio que comporta a sede, localizada no campus central da UFRN, é dotado de quatro pavimentos, com laboratórios de aula e de apoio aos alunos, salas, secretarias, administração, sala de professores, auditório e uma área de 2 mil metros quadrados destinadas à incubadora de empresas. Os outros pólos possuem um laboratório com quarenta máquinas e um espaço auxiliar, com 20 máquinas.

 

INCUBADORA

Ivonildo Rego, presidente do Metrópole Digital, destaca a incubadora de empresas como um grande feito do instituto. A “menina dos olhos” do ex-reitor da UFRN e responsável pela implantação do IMD, hoje abriga 10 empresas e tem 10 pré-incubadas, que estão desenvolvendo seus projetos. “Nossa estrutura tem capacidade de abrigar 50 empresas, oferecendo todo o apoio no modelo de negócio, marketing, assessoria jurídica e espaço físico. Depois de três anos eles vão para o mercado. Costumo dizer que o IMD gradua tanto pessoas físicas como pessoas jurídicas. Os alunos que saem do ensino médio passam a ter contato com o ensino técnico, com os graduados, pós-graduados, doutores e empresários. É o ambiente ideal. E a novidade é que os alunos dos cursos técnicos que apresentarem o melhor desempenho vão ter o ingresso automático para o Bacharelado em Tecnologia da Informação”.

Ivonildo Rego também enfatiza a importância do projeto para a sociedade potiguar. “O IMD é um projeto que a UFRN institucionalizou e certamente é um dos projetos de maior relevância social, educacional e econômica. Ensinamos e ainda inserimos no mercado de trabalho”.

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