“Relógio biológico de mãe ainda funciona”, diz mãe de bebê espancado até morrer

Gabriela Estrela disse que tinha certeza de que o filho Miguel sobreviveria

Mãe de criança morta (ao centro). Foto: Divulgação
Mãe de criança morta (ao centro). Foto: Divulgação

A mãe do menino Miguel Estrela, espancado até a morte no dia 27 de março supostamente pelo padrasto Daryell Dickson Menezes, Gabriela Estrela, disse que nunca imaginou que o filho não resistiria. Em entrevista exclusiva à TV Record, Gabriela falou que “demorou a cair a ficha” de que o namorado poderia ser o responsável pela morte de Miguel, que completaria 2 anos no dia 4 de abril.

“Pensei várias vezes que ele tinha caído da cama, depois pensei que ele poderia ter tido um problema de convulsão. Demorou demais para chegar na minha cabeça de que ele [Miguel] tinha sido machucado, que alguém tinha propositado isso”.

Para Gabriela, foi difícil acreditar que alguém poderia ter espancado o filho já que ele era querido por todas as pessoas.

“Como não tinha certo de que seria traumatismo craniano, para mim, estaria sendo um julgamento falso, que as pessoas estavam sendo injustas com ele [Daryell]. Demorou demais para cair minha ficha de que ele [Daryell] tinha sido machucado [Miguel]“, afirmou.

Gabriela contou que, no dia do crime, saiu de casa para ir até à casa da mãe para resolver detalhes da festinha de aniversário de Miguel. Cerca de 20 minutos depois que havia chegado à mãe, Gabriela recebeu uma ligação do namorado dizendo que havia algo de errado com Miguel.

“Quando cheguei lá, ele [Daryell] estava descendo a escada, me entregou o Miguel já desfalecido”.

Ainda segundo Gabriela, cinco médicos atenderam o filho. A mãe da criança disse ainda que jamais imaginou que o filho não resistiria.

“Em nenhum momento pensei que não fosse conseguir. Toda vez que estava perto dele, minha fé foi muito grande, tinha certeza que ele ia se salvar, mas ele não agüentou”.

Gabriela acredita que a saudade do filho nunca será superada.

“A saudade da carne é maior, porque sei que ele está comigo o tempo todo. Meu relógio biológico de mãe ainda funciona, sem eu querer. Ainda vem a minha cabeça que tenho que fazer comida para ele, trocar fralda, botar para tomar banho. Só que eu não tem mais a presença física da criança”.

Advogado diz que cliente nega o crime

Daryell Dickson Menezes, que era professor de artes marciais está preso desde o dia 1º de abril e aguarda julgamento na Delegacia de Polícia Especializada (DPE), em Brasília. Logo após o crime, ele chegou a ser considerado foragido.   À mãe do menino, Daryell teria dito que estava fora de si quando cometeu o crime e que havia sido possuído por Satanás, quando agrediu o enteado. No dia 27 de março, Miguel chegou ao hospital com traumatismo craniano e com indícios que teria sofrido violência sexual.

O advogado do Daryell, Dario Gasta, disse que o cliente está abalado psicologicamente e que afirma que todas as acusações contra ele são falsas.

“Nós veremos se vamos fazer um pedido de revogação da prisão ou habeas corpus”, disse Gasta.

Fonte: R7

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